5 de jul de 2016

O hostel mal assombrado

Antes de começar a postar o projeto “1 post por dia em julho”, a última postagem aqui tinha sido no dia 11 de janeiro - e eu falava sobre minha viagem para Montevidéu. Eis que o tempo passou e eu sofri calado e nesse meio tempo eu já fui duas outras vezes para o Uruguai - uma para Punta del Diablo, na Páscoa (em breve post aqui), e - TCHA-NAMMMMM - de novo para Montevidéu no feriado de Corpus Christi. O que posso fazer se aquele lugar é viciante? ;) À meu favor, posso dizer que viajar em estações diferentes muda completamente a cara da viagem. Como eu já havia ido no verão, precisava conhecer a cidade no frio, né? 

Além de encarar o vento gelado das lindas ramblas de MTVD e de ir em um mirador que eu ainda não conhecia, outra novidade dessa última viagem foi a minha hospedagem. Fiquei no Splendido Petit Hotel & Hostel, que fica bem na frente do Teatro Solís. Ele tem seus pontos positivos, mas um pezinho no sobrenatural. Calma que eu explico. 

A localização é excelente - vista para o teatro (que de noite, iluminado, é sensacional), ao lado de pelo menos quatro barzinhos legais, não muito longe das ramblas e do Mercado Del Puerto, a poucos metros da entrada da Ciudad Vieja, do cassino e de mais várias atrações. 

O atendimento foi bem bacana – fui atendida em tudo o que precisei, eles arrumavam os quartos e deixavam os ambientes aquecidos, os banheiros eram limpos e sempre tinham papel higiênico, etc. Um dos carinhas que trabalha lá é brasileiro e foi bem simpático, me mostrou onde ficava o saca rolha, indicou coisas para fazer na cidade e tal. 

O café da manhã era bem bom (para um hostel) – tinha pães, doce de leite, geleia, cereais, suco, café, chá, leite e frutas. Só o espaço para o café da manhã não era muito prático, por ser pequeno e ter uma mesa redonda bem no meio, atrapalhando o fluxo das pessoas que iam se servir. 

Já o hostel em si… como eu expliquei para algumas pessoas, ele é uma mistura de “casa da bisavó” com filme de terror. Por ser um prédio antigo, ele era meio escuro por dentro, e tinha umas decorações estranhas. Uns brinquedos antigos, uns quadros de gosto duvidoso, umas plantas... Logo que entrei no hostel eu já disse “MASSA, parece cenário de filme de terror”. Basta vocês olharem o site do lugar (cliquem aqui) para entenderem que parece coisa de outra época. 

Apesar do visual fantasmagórico e de algumas pessoas terem me dito que ouviram vozes, eu não passei por nenhuma experiência sobre-humana enquanto estive hospedada no Splendido. Até fiquei um pouco chateada por não ter tido nenhum contato com o além, porque no fundo eu esperava algum episódio de possessão ou coisas se mexendo sozinhas. Mas beleza, segue o baile. 

Na viagem de volta, quando eu já estava no Brasil e a 3G do meu celular voltou a funcionar, recebi um link pelo WhatsApp. Foi aí que li a história do Izac Chapiewski, do blog Iniciativa Aventureiros. Ele se hospedou no Splendid e, no meio da noite, sentiu alguém sentando na cama dele – só que ele estava sozinho no quarto. No outro dia alguém falou pra ele que viu um vulto saindo da parede à noite em direção ao quarto... Então ele perguntou ao pessoal da recepção do hotel o que o prédio era antes de se tornar hotel. O rapaz  respondeu que era uma casa de um senhor muito rico da região, onde passavam todo tipo de gente, e o prédio foi construído na época das guerras de independência do Uruguai, então algumas mortes ocorreram até mesmo dentro do prédio. DE ARREPIAR A ESPINHA HEIN? 

E aí que o Izac postou essa foto abaixo, dizendo “Vista da sacada do nosso quarto”:



E aqui vocês podem ver a foto de onde eu estava hospedada:


Ainda tenho dúvidas se fiquei no mesmo quarto desse conto de terror, ou se era o do lado... Mas ficar sabendo disso só depois da viagem me entristeceu por um lado (eu poderia ter prestado mais atenção AOS SINAIS) e me deixou aliviada por outro (talvez essa coisa do vulto saindo da parede seja demais pro meu coração). Eu, hein? 

Tenho mais viagens marcadas para esse ano. Antes de ir eu vou pesquisar CADA DETALHE da hospedagem em busca de fatos horripilantes. E se rolar alguma coisa de outro mundo eu conto. ;) 

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