5 de mai de 2014

Dando o braço a torcer: estou gostando de pipoca doce

Vamos combinar: não é feio dar o braço a torcer, certo? É um ato que exige coragem e revela uma certa nobreza. Sim.  É preciso se livrar do orgulho para poder voltar atrás de algo que já foi dito. Daquilo que foi falado e, como é o meu caso, escrito. Porque hoje eu vou confessar: estou gostando de pipoca doce.

Já falei aqui no blog sobre como eu classifico as pessoas: as legais e aquelas que pedem pipoca doce no cinema. Sempre fui totalmente à favor da pipoca amanteigada e salgada, deixando às doces e carameladas nada mais que o meu desprezo. Ok, ainda não cheguei ao ponto de optar pelo milho com chocolate no cinema - ou, pior ainda: aqueles pacotes meio a meio (o horror, o horror). Mas dois episódios me deram um estalinho. Um momento “opa, tem algo diferente aí”.

Esses tempos fui até o Parque Farroupilha, também chamado Redenção, com algumas amigas. No meio da tarde, entre um chimarrão e outro, veio aquele cheirinho e pronto: eu precisava de um daqueles pacotes de pipoca melada com leite condensado. A salgadinha não tinha vez: era a doce e pronto. Comi feliz da vida, de lambuzar a mão, a cara, a roupa, etc. E tudo bem.

Outro dia, fui com outras amigas a um evento no shopping Bourbon Country. Logo depois do almoço, passamos ao lado de um quiosque chamado Gourmet Popcorn, com pacotes coloridos e pipocas de muitos sabores. Entre todas as opções, passando por parmesão e cheddar, acabei escolhendo doce de novo: lindas e coloridas pipocas de algodão doce. NÃO RESISTI. E digo mais: estavam ótimas.

Imagem da pipoca via Cinéfilos Famintos. Obviamente eu comi tudo antes de sequer registrar o momento. 

Esses dois fatos não aconteceram tão isoladamente assim: diferença de um mês, talvez dois. No máximo. O que prova que estou, aos poucos, cedendo. Será que os 25 anos que se aproximam estão me transformando em uma adulta zen ao invés da Nicole chata e rebelde de sempre? Veremos. Só sei que ontem eu comprei meu primeiro Renew e começo a me preocupar cada vez mais com a idade. E reclamar, é claro. O que talvez mostre que a história das pipocas é apenas uma coincidência. (Mas recomendo fortemente um passeio na Redenção pra comer a pipoquinha com leite condensado). ;)