30 de abr de 2009

a síndrome da amiga perfeita

"Sabem aquela amiga linda, inteligente, divertida, bem nascida (rykah!),
simpática e que todo mundo baba por ela? Poisé. Como é conviver com alguém
assim? Dá invejinha? Raiva de vez em quando? Orgulho? Inspiração para ser igual?
Ou é indiferente pois afinal ela não é melhor que você?"

Você já deve ter passado por isso. Ou você deve conhecer alguém que já viveu uma situação parecida. A síndrome da amiga perfeita. Aquela amiga, pode ser da faculdade, do colégio, do trabalho... Aquela que tem as histórias mais engraçadas, o sorriso mais bonito e é o centro das atenções. Aquela que as invenções que ela faz no cabelo sempre dão certo, as notas dela são sempre melhores e quando ela inventa alguma modinha, logo ganha adeptos. Parece que ela brilha muito mais que você, não é mesmo? Mesmo sendo amiga, você sente uma certa invejinha dela (ou invejona?), não sente? E, por mais que você se esforce, conte piadas e tente imitar ela, ela está sempre anos luz na frente. O que fazer? Oras, fique feliz que você tem uma amiga tão cheia de qualidades - mas não tente imitá-la. Eu sei que não é fácil conviver com alguém que sempre aparece mais que você, mas tente conquistar o seu próprio brilho, sendo você mesma! E lembre-se: mesmo as pessoas mais perfeitas já tiveram um bad hair day, acordaram com mal-hálito ou pagaram um mico federal. Inclusive a tal amiga perfeita.

HAHAHA, eu nunca tive uma amiga perfeita! Uma que se destacasse das outras e tal - nunca tive! O que fazer daí? Inventar um textinho meio chocho! Mas tá valendo, tá valendo. :D
Aguardem o emocionante capítulo final da minha saga da auto-escola. Ele já tá no forno! :D

25 de abr de 2009

ponderações aleatórias

- Susan Boyle. Sim, eu quero ser como ela quando eu crescer. Bom, não necessariamente a parte da sobrancelha extra G ou o fato de nunca ter tido um namorado na vida. O que eu quero é subir no palco e mostrar o quando eu canto bem. A pessoas nunca me dão uma chance, nunca me deixam subir no palco e mostrar o que eu sei. Talvez por que eu cante mal. Mas quando eu chegar aos 40, hei de ter aprendido. Me arrepiei com o vídeo dela, sério véi, como canta. Coisa linda!
- Kerb em Estância Velha, gurizada! Pra quem é dos arredores, venham pra cá! (Já convidei, tipo,umas 28732 pessoas!). Se você é de longe, explico. Kerb era, antigamente, uma festa em celebração à Igreja, repleta de costumes alemães, comidas típicas, chopp e bandinha. Agora continua tendo chopp e bandinha, embora as pessoas tenham, hã, esquecido sua principal finalidade. Mas é isso aí, Kerb dias 25 e 26 de abril e 1, 2 e 3 de maio, no centro de Estância Velha. Prepare seu chapéu de Fritz e seu caneco e vamos bebemorar!
- Se mais alguém vir falar mal do filme Mamma Mia para mim eu vou dar um tiro. Sério! Mas que diabos, as pessoas chegam e dizem "Pô, alguém aqui já assistiu Mamma Mia?". E eu, comento, bem alegre, que assisti e amei. Quando estou prestes a relatar minhas cenas de música favoritas, a pessoa diz "Porr*, que filme mais ruim! Só músicas, fala sério!". Meu sangue já sobe. Caraaai, mas as pessoas não sabem que um musical tem diversas cenas de música? E não são apenas músicas nesse caso, são músicas do Abba! Tem parte melhor do que o Pierce Brosman cantando S.O.S.? Meu Deus, como eu amo o Pierce. Mamma Mia é bom e pronto.

19 de abr de 2009

tecendo o passado, surtando no futuro

Tecendo o passado
Gosto de pensar na vida como um grande tapete (ou talvez eu tenha visto isso em algum episódio de Hércules, não sei) - cada ação que você faz ou decisão que toma, um novo ponto é tecido. Se eu pudesse voltar ao passado e refazer um pontinho qualquer, acabaria mudando toda a trama do tapete. Por isso, se alguém criasse a máquina do tempo e me mandasse de volta, eu faria tudo igual. Talvez eu aproveitasse e encostasse a mão no chão sem dobrar o joelho enquanto eu era capaz, mas tirando isso, não mudaria nada. Eu não me arriscaria a perder o que tenho agora. Talvez, uma atitude no meu passado fizesse eu agora estar rica, morando na Jamaica e tocando violão o dia inteiro, sem pensar em trabalho, musculação e faculdade. Mas vai que, por azar, o destino fizesse das suas e eu acabasse sem amigos e passando domingos modorrentos jogando paciência no computador? O tempo não pára, o tempo não volta. O importante é aproveitar as oportunidades quando elas aparecem, falar para as pessoas o quanto elas são importantes para nós e não perder tempo reclamando de coisas pequenas e bobas que, lá no final do tapete da vida, chegamos a conclusão de que não tem importância nenhuma. A máquina do tempo ainda não foi inventada, pessoal.

Surtando no futuro
Se eu, chegando aos 20 anos, já me sinto no início do fim, pense quando chegar aos 30! Quando eu penso em mim mesma com 3 décadas de vida, me vem à cabeça uma imagem de mim como estou agora, sentada em um sofá, rodeada por minhas amigas trintonas, com filhos berrando ao redor e com conversas do estilo "meu marido deixa meias sujas na cama". Arrrgh! Uma coisa de cada vez, por favor! Tá certo que o tempo voa e quando a gente vê já é Natal, já estamos no final da faculdade, nossos amigos já casaram. Quando eu for ver, já vou ter 30 anos mesmo (não sem uma crise de nervos antes, é claro). Porém, ainda me restam mais de 10 anos - que espero aproveitar da melhor maneira possível, envolvendo muito estudo, novas amizades, oportunidades e algumas garrafas de tequila muito esforço. Quero conhecer o mundo, quero um carro, quero um canto meu, quero um marido rico e aproveitar tudo que ainda tem por vir. Depois, e só depois, é que vou me virar nos 30.

12 de abr de 2009

tirando a carteira - parte 3: a motoqueira selvagem

Você pode acompanhar a parte 1 - aqui e a parte 2 - aqui. :D


Certo dia, acordei com um pensamento fixo: "Jesus, hoje eu vou andar de moto". Sim, naquela manhã começariam minhas aulas práticas de moto. Vou ter que confessar pra vocês que eu nunca, nunca tinha pilotado uma moto na vida. E andado como carona, uma vez só. (Se é que podemos contar isso como uma vez: meu amigo Mitchel me levando da livraria até em casa um dia de noite, o que dá uns 3 minutos e meio de viagem, à 30Km/h, comigo agarrada atrás berrando: "MEUDEUSNÓSVAMOSMORRER!". É, eu fiz isso mesmo, mas não morri, como vocês podem perceber.) (Na verdade, nenhum dos meus amigos me apoiou na decisão de tirar habilitação de moto também. Diziam que eu era magricela demais, que eu ia cair, que ia morrer, essas coisas que amigos dizem. Mas eu coloquei na cabeça que queria moto também e foi o que fiz. Se der a louca faço de caminhão também, oras, e troco meu nome pra Sula, haha.)
Voltando à história... Acordei com o pensamento fixo. Tomei café com o pensamento. E fui para a auto-escola ainda com esse pensamento. (Tá, parei). Sim, eu marquei as aulas para as 7 horas da manhã, porque, sabe como é, eu sou uma pessoa que precisa trabalhar!
Cheguei lá e lá estavam elas: as motos! ME-DO! Logo queria inventar uma desculpa. "Ah, me enganei, eu nem quero fazer aulas de moto". Mas não havia mais o que fazer, eu já tinha pago as aulas e assinado a folha. No choices. Meu instrutor, Ademir, se apresentou e perguntou se eu já havia andado de moto. Vendo minha cara de apavorada ele pode deduzir que não. Fomos para a rua, ele levando a moto. Ele me mostrou a moto, blablabla. E logo, haháaaaa, eu estava andando de moto! Por favor, imaginem a cena: eu, de uniforme da livraria, óculos e capacete cor-de-rosa (sim, eu escolhi o rosa), tentando controlar um troço que deve ter, no mínimo, 3 vezes o meu peso, por uma pistinha repleta de atividadas: cones, rampas, curvas... É, foi engraçado.
A cada dia eu fui aprendendo a fazer uma coisa. Um dia eu aprendi a ligar as luzes do pisca, no outro eu troquei as marchas... Mas aprendi tudo muito rápido, e lá pelas tantas eu fazia 20 minutos de aula, descia da moto e ia tomar chimarrão com os instrutores. Sim, fui fazer uma social, hahaha.
Na questão "Momentos memoráveis das aulas de moto" eu poderia citar uma infinidade de coisas. A menina que fazia aulas comigo, que apertava a buzina ao invéz de ligar o pisca, que me proporcionou vários minutos de diversão. Eu poderia falar também sobre o cara que não conseguia passar de jeito nenhum pela rampa, nem com o instrutor sentado junto com ele na moto. Ou da menina que não conseguia andar na pista e ficava indo para as gramas até o dia em que ela caiu. Ela caiu, mas nem rir dela eu posso, porque eu caí de moto também.
Estava eu, tranquilona, indo para o fim do percurso. Eu freei a moto, mas ela continuou andando, bem devagarinho. Daí coloquei os pés no chão e, sei lá, me perdi toda, apertei a embreagem mas virei o acelerador. A moto não andou, mas fez um barulhão dos diabos e eu me apavorei e caí. A moto caiu encima de mim. Fiquei deitada em posição fetal, com a moto por cima, até o instrutor vir correndo me salvar. Levantei e olhei os danos: ué, mas eu tava inteira! Coloquei a barra da calça para cima e lá estava um joelho esfolado, sangrando. Fui sentar num banco, meu instrutor me trouxe gelos e um outro me alcançou um chimarrão. Depois de um tempo, resolvi que já estava bem e fiz a aula até no fim. Depois liguei para minha mãe, que mostrou ser uma mãe realmente preocupada...
eu: - mãe, eu caí de moto!
mãe: - mas meu Deus, Nicole, tu rasgou teu uniforme?
eu, indignada: - não, mãe, mas eu me machuquei, né? ¬¬
É, na verdade, preocupada com o meu uniforme, mas preocupada de alguma maneira.
As outras aulas passaram de maneira bem tranquila.
E chegou o dia da prova. Consistia em dar 3 voltas na pista, duas delas passando pela tão temida rampa, e a outra só trocando as marchas. Na metade da segunda volta, me veio na cabeça, do nada: "Putz, rodei!". Mesmo assim, continuei fazendo a prova. O percurso já era tão natural pra mim, que fiz ele automaticamente. "Mas, se eu rodei, eles não iam pedir para eu parar? Mas será que eu fiz mesmo alguma coisa errada?" continuei pensando. Terminei a prova e já não sabia de mais nada. Desci da moto e andei até o examinador. "Parabéns, Nicole, tu passaste!". Daí eu fiquei nervosa e comecei a suar. Não conseguia mais tirar a porcaria do capacete. Pedi ajuda ao meu instrutor, que tirou para mim o capacete. "Tu vai conseguir ir até lá?" me perguntou o Ademir, apontando pra fora da pista. "Vou" eu disse, com a voz enrolada. Saí cambaleando, tropecei e quase caí.
Saí pelo portão e um círculo de gente se formou ao meu redor. "E aí, passou?". Fiz silêncio (adoro um suspense) e disse baixinho "Eu... PASSEEEEEEII!". Daí comecei a dançar, pular, gritar, aquela coisa toda.
Sim, eu tinha conseguido. Não foi fácil, não foi barato, mas eu consegui fazer tudo, e passar em todas as provas de primeira. Me sentindo uma vitoriosa, fui pra casa. Na semana seguinte, fui no CFC e busquei minha habilitação. Provisória, mas era minha.
Essa história poderia terminar por aqui, comigo segurando a habilitação, uma lágrima escorrendo no rosto, 'We are the champions' tocando ao fundo e as cortinas baixando. Seria bonito, mas daí você não teria a oportunidade de acompanhar a quarta e última parte dessa imensa e incrível saga. Portanto, aguarde. I'll be back. :D

2 de abr de 2009

heroína no limite da razão


Entre tantas pessoas que eu poderia escolher para serem meus heróis, de Dalai Lama ao meu professor de Radiojornalismo, de super-heróis a líderes políticos, fui escolher justo aquela que fuma pra caramba e usa calcinhas gigantes. Ela mesma, Bridget Jones. A heroína romântica do século, que mostra que uma mulher não precisa estar nos padrões de beleza para ser bem sucedida, tanto profissional como amorosamente. A Bridget é minha heroína porque ela começa uma dieta na segunda e termina na terça, é gordinha, come sorvete direto do pote, é a pessoa mais atrapalhada do mundo e ainda assim consegue pegar o Hugh Grant E O Colin Firth! Ela se mete em vários problemas, abre a boca quando não é chamada, usa roupas esquisitíssimas mas sempre se dá bem no final, seja encontrando o namorado dos sonhos, conseguindo um emprego ou se casando e tendo um lindo final feliz. A vida seria muito melhor se todos soubessemos viver um pouco da maneira Bridget Jones - sem ter vergonha do que somos, rindo da vida por mais que as vezes ela queira mesmo nos colocar no chão. Como diz uma comunidade do Orkut: vamos mostrar nosso lado Bridget Jones (errh, tirando, talvez, a parte das calcinhas gigantes de vovó, ok?).