11 de jan de 2016

Viajando com Nicole: Montevidéu

Prédios novos e antigos, muito movimento e pessoas pra lá de amistosas. Foi para Montevidéu, capital do Uruguai, que rumamos depois de passar por Punta Ballena e Punta del Este (leia o post anterior clicando aqui).

Antes de continuar, um parênteses sobre a cidade:

(Montevidéu é praticamente duas cidades diferentes dentro de uma só. Ela tem uma parte velha, que antigamente era murada e tudo o mais, e o que foi sendo construído ao redor, que seria a ~parte nova~. Inclusive na entrada da Ciudad Vieja tem um arco enorme, que era a porta de entrada da cidade quando ela era cercada por muros. O hostel onde fiquei era mais perto da parte velha, bem na região central.)

Ao chegar em Montevidéu, paramos para tirar foto naquele letreiro famosão. Como brasileiro adora uma fila, nos organizamos pra todo mundo poder tirar sua foto de boas. Tentei escalar uma das letras, como todas as pessoas estavam fazendo. Falhei miseravelmente na missão, mas tudo bem.



Bom, não me lembro exatamente que horas chegamos lá no hostel, talvez por volta das 6 da tarde. Só sei que depois que fomos separados nos quartos eu larguei minhas coisas e fui logo tomar um banho. Tirar aquela NHACA de andar por horas infinitas de ônibus, sabe? Hahauhaue Na sequência rolou uma breve exploração das redondezas e a primeira garrafa de Norteña foi aberta. #gangdacerveja Que felicidade.

O dia seguinte era o dia 31 de dezembro. Saímos do hostel logo cedo, porque sabíamos que as coisas começariam a fechar no meio da tarde.

Aproveitamos a manhã para ir até a Plaza Independencia e no Mausoléu do Artigas, que fica embaixo da estátua. Ali perto fica o Museu dos Presidentes e o Teatro Solís. Fizemos o passeio no museu e conseguimos chegar bem a tempo de pegar a visita guiada – em português! – pelo teatro.

Vale a pena fazer a visita guiada do Teatro Solís? Sim, com toda certeza. Porque ali não é só um lugar bem bonito – é um lugar cheio de história. O guia nos contou, por exemplo, que:

- logo que o teatro abriu suas portas, em meados de 1860, ele era o prédio mais alto da cidade e as pessoas ficaram com medo de que fosse despencar. Para provar que a construção era sólida, olha o que os caras fizeram: colocaram uma tropa para marchar em todos os andares! E não, o prédio não desabou haha.

- a sala principal do teatro é rodeada por camarotes. Os mais próximos do palco são os que têm a pior visão dos espetáculos. No entanto, eram os mais caros naquela época de 1800 e tantos. Isso porque é possível ver quem está no camarote de qualquer parte do teatro e os FINOS da época ficavam lá se mostrando pros outros. Tipo de coisa que não muda nunca né.

Quando saímos do teatro, os uruguaios já estavam pelas ruas e então nos deparamos com duas coisas bem legais que eles fazem na virada do ano:

1 – jogar papel e folhas de calendário pelas janelas;

2 – jogar água nas pessoas, seja das sacadas dos prédios ou na própria rua, com garrafas e pistolinhas carregadas.

Esse vídeo AQUI representa direitinho o meu dia 31: levando água na cabeça e vendo folhas de calendário caindo pelas janelas, como numa chuva de papel. 




Não adianta ficar boladão – você invariavelmente vai ser atingido. Eu entrei na brincadeira e fui sumariamente metralhada encharcada por uma mãe e seu filho munidos por pistolinhas d’água. É bem divertido – apenas evite ir de blusinha branca NÉ #concursogatamolhada. Depois de um tempo, quando o nível alcoólico aumenta, as pessoas começam a ficar meio loucas do bumbum e passam a jogar cerveja, vinho barato e outros líquidos não identificados nos outros. Zica. O centro da cidade fica meio sitiado e é necessário achar rotas de fuga alternativas. O que fiz? Embarquei num daqueles ônibus de city tour!

O city tour custa caro, quase 600 pesos, mas é bem bacana. Dura quase 2 horas e dá uma volta gigante na cidade. Todo mundo coloca uns fones de ouvido e fica acompanhando a história dos prédios, ruas e estátuas dos arredores. Curti bastante.

De noite fizemos um churrasco na laje no terraço do hostel e na sequência fomos até a praia, que é onde rolam os fogos de artifício, aquela coisa toda. Obviamente que caí no choro, emocionada e embriagada, porque é isso que eu SEMPRE faço no réveillon. Frase para aprender e dizer para todo mundo: Feliz Año.
Churrasco na laje

Turma da pesada aprontando confusões do barulho

No dia 01 estava tudo fechado, então a programação foi mais suave. Caminhamos pelas ramblas, sentamos na areia, batemos perna para achar um lugar aberto para comer. Aproveitamos para dar uma olhada com atenção na beleza das ruas, dos prédios, até mesmo das pichações nas paredes.

Foto casualmente forjada


Foi nesse dia que vi o pôr do sol mais bonito de todos. Curte:


Essa foto precisou de 3 pessoas e pelo menos uns 5 minutos de "mais pra cima, mais pra direita, abre mais os dedos..."

Dicas marotas:

* os shoppings de Montevidéu são tentadores – dizem que tem uma Forever 21 gigante em um deles -, mas não deixe de fazer os diversos passeios culturais que existem por lá. Vá até a Plaza Independencia e veja o mausoléu do Artigas no subsolo, entre nas igrejas, vá no Museu dos Presidentes e, por favor, faça a visita guiada no Teatro Solís.

* no Mercado del Puerto ficam reunidos diversos restaurantes, num mix gastronômico impressionante – de sorvetes e empanadas até pratos mais elaborados, como peixe ao molho de manteiga negra. No entanto, é um lugar que divide opiniões: algumas pessoas me falaram que eu PRECISAVA comer lá e outras disseram PELAMORDEDEUS não come lá. Na dúvida, comi em um restaurante que ficava ao lado, não exatamente dentro. Hahaha Não foi a refeição mais barata de todas, mas já falamos sobre como é caro comer no Uruguai, certo?

* achei Montevidéu mais perigosa que Buenos Aires. Não sei se por causa da época ou de onde eu estava hospedada, mas ouvi diversas histórias de assaltos que estavam rolando ali pelo centro. Na dúvida, levava o dinheiro sempre naquelas pochetes/doleiras que eu tanto odeio, mas que são úteis.

* tá no inferno, abraça o capeta. Ou seja: deixe suas frescuras em casa. Se você está visitando outro país, permita-se curtir a cultura e as tradições de lá. Se eles molham as pessoas, deixe-se ser molhado. Se eles comem cachorro-quente com salsicha E presunto, experimente. Se eles andam pra lá e pra cá tomando cerveja de um litro no bico, aproveite pra fazer o mesmo. Assim a viagem fica bem mais divertida.  

BÔNUS: o que não pode faltar na mala

Ainda tenho muito a melhorar na arte de fazer as malas. Sempre acabo levando coisas que não preciso e esquecendo outras que são importantes. Cada vez que viajo vou me aprimorando nessa técnica, mas inevitavelmente preciso deitar na mala para fechar ela na hora de ir embora. De qualquer maneira, listei aqui algumas coisas que são interessantes você levar caso esteja pretendendo fazer uma viagem curtinha, como a minha, para o Uruguai.

- adaptador universal, para poder ligar seu secador, carregar o celular, etc.

- toalha, porque hostel não tem toalha.

- cobertorzinho para você se tapar no ônibus, durante a viagem.

- espelho daqueles pequenos que você compra no 1,99 – acho que esse é o melhor das minhas viagens. Em hostel geralmente não tem espelho, então eu me maquiava no pequenino mesmo, sem ficar disputando com ninguém.

- protetor solar, mesmo que a viagem seja no meio do inverno e você não pretenda usar trajes de banho.

Esses são os itens essenciais. Fora isso, gosto de levar guarda-chuva nas viagens. Trauma de quem fez intercâmbio na Inglaterra. E sempre carrego umas bolachas a tiracolo, porque o cara nunca sabe direito onde vai parar para almoçar, em qual hora, etc.


No próximo post, muito amor: Colonia del Sacramento. Aguardem.

7 de jan de 2016

Viajando com Nicole: Punta del Este

Olaaá família brasileira. Tudo certinho? Por aqui tudo beleza. O ano começou e começou a mil. Pra vocês não? É difícil voltar à rotina depois de um período de férias, mas já estou a todo vapor – dois posts no blog em uma mesma semana é um fato que mostra isso haha.

Hoje eu vou contar mais sobre a viagem que fiz para o Uruguai no finalzinho de 2015. No post anterior eu já falei sobre o hostel, a empresa pela qual viajei, o dinheiro e a comida. Hoje é dia de dar mais atenção para a linda, maravilhosa, famosa e ryca Punta del Este. Bora conferir?

Punta del Este já foi considerado o balneário mais luxuoso da América do Sul e fica em um estado chamado Maldonado. 

Eu já havia estado em Punta na Páscoa de 2015 – e até fiz um post aqui no blog contando um pouco sobre a experiência. Dessa vez passamos por lá rapidamente, antes de irmos definitivamente para Montevidéu, que fica a 120 km. O nome é exatamente o que ele sugere: Ponta do Leste, já que Punta fica na extremidade oriental do Uruguai. 

Saímos de Porto Alegre na terça-feira, 20h, e chegamos em Punta na quarta de manhã (lembrando que no Uruguai não há horário de verão, então o relógio volta uma hora). Por puro azar, o dia estava cinza e com ameaça de chuva – ameaça que se concretizou em pouquíssimo tempo. É meio frustrante visitar um local de praia, que é lindo, abaixo de chuva e frio, mas paciência. Shit happens.

A primeira parada foi para fotos na escultura dos dedos. Era cedo e a praia ainda estava relativamente vazia. 




Depois tivemos um tempo para andar pela cidade. Como o tempo não estava convidativo e ainda era cedo e o comércio estava fechado, acabamos só tomando café da manhã em um posto de conveniência e olhando algumas lojinhas. Aproveitei para comer a primeira empanada da viagem. Empanada é vida. E também foi o meu primeiro contato com a língua espanhola (o castelhano) depois de vários meses, o que proporcionou o seguinte diálogo:

- Hola. Una empanada de jamon y queso y un café, por favor.
- Café largo?
- Ja.

Ja, pra quem não sabe, é sim em alemão. E pra quem também não sabe, eu faço aula de alemão toda segunda-feira. Hahahaha. Mas a moça entendeu mesmo assim e me alcançou o tal café grande.  

A visita em Punta foi assim, rapidinha. Nem deu tempo de ver o bairro das mansões ou colocar os pés na água. :(

Na sequência, embarcamos no ônibus novamente e partimos para Punta Ballena, que é onde fica a famosa Casa Pueblo. Eu já havia visitado antes, mas é um lugar que vale à pena. A Casa Pueblo era a residência de verão do artista Carlos Páez Vilaró e tem toda uma vibe grega. 



Lá dentro tem um museu, um café, um restaurante, uma galeria de arte e um hotel, além de uma lojinha com livros, camisetas, pinturas e afins (tudo em dólar e tudo caro). O preço da entrada é 28 reais.  Antes de entrar lá, aproveite para dar uma volta por fora da casa. Você vai tirar fotos incríveis, vai por mim.  

Dicas e pontos imperdíveis:

*na entrada de Punta tem a Ponte da Barra Leonel Viera, que é sensacional, imitando o movimento das ondas. Passar de carro/ônibus por ela é uma experiência bem bacana. Muitas pessoas fazem um retorno na estrada só para poder passar mais uma vez por ela.

* você precisa tirar aquela foto clássica na frente da escultura La Mano (que também é chamada de Los Dedos). Ela é fácil de achar, porque é grande e fica bem no meio da praia Brava. O difícil é conseguir parar sozinho na frente da famigerada, porque não falta turista ali ao redor. Coloque essa foto como a primeira missão do dia: vá lá logo cedão e depois faça o resto do seu cronograma.

* o Conrad é o hotel/cassino mais bonito da região. Eu geralmente não curto muito os cassinos da Argentina e do Uruguai – são cheios de idosos e a vibe parece meio deprê -, mas uma visitinha pra conhecer e formar a sua opinião a respeito é sempre válida.

* tem mais que uma sorveteria Freddo no centro. É sorvete argentino, sim, mas é bom demais. Destaque, claro, para as opções com dulce de leche.  

* consumistas, segurem na mão da Nossa Senhora do Cartão de Crédito. Tem Valentino em plena Punta, além de lojas uruguaias bacaninhas como a Indian Emporium e a Daniel Cassin. Não comprei nada pois as lojas estavam fechadas e tal, mas as vitrines eram MUITO convidativas.

* se você estiver com tempo, tome um cafezinho na Casa Pueblo. Ou espere para ver o pôr do sol lá – dizem que é um espetáculo.

Ficamos por aqui, galerinha! Quem já esteve por Punta pode me contar o que achou e complementar as dicas!


No próximo post eu conto mais sobre os outros dias da Trip, com destaque para a lindona Montevidéu.

5 de jan de 2016

Final do ano no Uruguai: comida, grana, hostel

Olá Brasil, olá 2016, olá vocês. Primeira terça-feira do ano, primeiro post do ano. Cheguei na madrugada de segunda-feira da minha viagem de férias e estou empolgadíssima. Por isso, vou contar tudo por aqui enquanto a rotina não me engole e a memória continua bem fresquinha.

Então. Por volta de novembro, comprei um pacote de uma empresa que até então eu conhecia de nome, mas com a qual nunca tinha viajado: a Trip Tri, de Porto Alegre. A ideia da Trip Tri é promover viagens acessíveis para diversos destinos – ou seja, viajar sem gastar muito. Como não curtir? (Curte a página deles pra acompanhar os outros passeios, todo domingo vai uma trip pra Cambará, por exemplo).

Gostei do roteiro e da proposta, comprei o pacote e passei uma temporada no Uruguai – uma temporada de 5 dias, mas tudo bem. É o que tinha, né. Me segue lá no Instagram @nicolesdias para ver as fotos legais que postei! Durante esses dias, tive a oportunidade de passar por 3 lugares diferentes: Montevidéu, Punta del Este e Colonia del Sacramento. Foi um intensivão de cultura, paisagens maravilhosas e muitas horas andando de ônibus.

Para o post não ficar gigante demais, vou dividi-lo em duas partes. Aqui abaixo eu falo sobre a trip de forma geral: grana, comida, viagem de ônibus, etc. No próximo, que vai pro ar ainda essa semana, vou falar em separado sobre cada uma das cidades por onde passei. Beleza? Então beleza.

O dinheiro

Acho que já falei aqui, brevemente, sobre o dinheiro do Uruguai, mas vamos de novo. A moeda usada por lá é o peso, e não vale muita coisa não. Fazendo uma média da cotação, um real equivale a 7 pesos. Eu troquei uma parte no Brasil mesmo, mas não recomendo. Vale mais a pena trocar nas casas de câmbio uruguaias – e váaarios lugares aceitam reais, do maior mercado até a lojinha de artesanato da esquina.

Ostentando a nota de mil pesos, que vale no máximo 150 reais huehuehu 

A maior pergunta é: quanto dinheiro levar, Nicole? Tirando a parada no freeshop do Chuí, que foi onde fiquei louca, gastei algo em torno de 600 reais. As coisas são caras por lá, mas comi bem, fiz todos os passeios que eu queria e ainda comprei diversas lembrancinhas e alfajores. No pacote da Trip Tri estavam incluídas as hospedagens com café da manhã simples + transporte. Todo o resto saiu do meu bolso. No entanto, é importante ir preparado – ainda mais pra quem não curte almoçar um lanche rápido e tal. Para vocês terem uma ideia, um prato de massa, sem acompanhamentos nem nada, custa por volta de 300 pesos. Isso sem contar a bebida (água por 90 pesos, que tal?) e os 10% pelo serviço. Você gasta fácil fácil uns 60 reais em um almoço. 

Alguns preços encontrados por lá (baseado no que eu vi e comprei):

- alfajores simples: 15 pesos (+- R$3,00)
- cerveja de um litro: 150 pesos (+- R$20,00)
- panchos: 70 pesos (+- R$10,00)
- pizza brotinho (pra uma pessoa com fome ou 2 mais moderadas): 300 pesos (+- R$40,00)
- canecas: 200 pesos (+- R$30,00)
- entradas dos locais/passeios: varia de 20 pesos (farol em Colonia del Sacramento) a 540 pesos (city tour de 2 horas naqueles ônibus turísticos), depende do que você escolher

A viagem de ônibus

Como a proposta da Trip Tri é viajar com economia, fomos para o Uruguai de ônibus! Mas um ônibus daqueles de 2 andares, com poltronas espaçosas, ar condicionado, banheiro e tudo mais. Mais confortável que algumas viagens de avião que já fiz – e mais divertido também. Como são umas 12 horas de Porto Alegre até Punta del Este, por exemplo (com paradas pelo caminho), dá um tempo mais do que bom para você conhecer seus companheiros de viagem. Eu só conhecia a amiga que estava comigo, então eram 50 novas pessoas para trocar ideia. Muito legal.

O hostel

É de conhecimento geral que hostels são diferentes de hotéis, certo? Certo. Ainda assim, as experiências que eu tinha tido com hostels tinham sido bem bacanas – já falei, inclusive, sobre o hostel daArgentina onde fiquei não faz muito tempo, que era DEMAIS. Em Montevidéu eu fiquei hospedada no Planet. Ele fica na rua Canelones e é localizado bem na região central da cidade, perto da entrada da cidade velha e da famosa Plaza Independencia. Uma coisa que achei legal no Planet é que cada quarto tinha o nome de um elemento do sistema solar. Meu quarto era o Tierra, o do lado era Luna.

Bom, vou ser bem sincera. As pessoas que trabalham lá são muito legais e atenciosas, mas a estrutura deixa muito a desejar. Estávamos em um grupo com mais de 50 pessoas. Fomos distribuídos em quartos de no máximo 7 pessoas. No entanto, apenas 2 quartos tinham janelas. Dá pra acreditar? Um espaço pequeno, com muitas pessoas e suas malas e a iluminação vinda unicamente de uma lâmpada daquelas de luz amarela. Por sorte, fui colocada justamente em um dos quartos com janela. Ele ficava na frente do hostel e tinha até uma sacadinha. De forma geral eu fiquei satisfeita, mas me incomodei pelos outros.

O banheiro lá também foi um negócio meio tenso. No andar que eu estava tinha pelo menos umas 30 pessoas dividindo dois banheiros – um bem minúsculo e outro com 2 chuveiros. Nem preciso falar que rolavam umas filas pra hora do banho, né? Era necessário fazer todo um planejamento de passeio-volta-banho ou mesmo aproveitar os horários em que os outros grupos estavam fora. Mas tudo bem, isso é normal, hostels são assim mesmo. O que me incomodou mais foi a água acabar bem enquanto eu estava com o cabelo ensaboado – e isso não aconteceu só uma vez e nem apenas comigo. Acabava, do nada, a água da caixa – e levava uns 20 minutos para normalizar.

O café da manhã simples servido por lá era simples mesmo. Pão, manteiga, uma geleia, leite, achocolatado, chá e café solúvel. Ok, nem todas as acomodações desse tipo oferecem refeições, o que em si já era um bônus, mas teve quem ficou enjoado de comer pão de forma com manteiga durante todos os dias. Por sorte o Planet fica mega perto de vários mercados, padarias e botequinhos, então as pessoas puderam comprar todos os “jamons y quesos” e pães integrais que estavam com vontade.

Por isso é sempre bom lembrar: quando for ficar hospedado em um hostel você precisa ter um certo desprendimento. Esqueça a sua cama maravilhosa (dormi na parte de cima de um beliche barulhento), seu edredom macio, o banheiro espaçoso da sua casa e o café da manhã servido em hotéis. O negócio é barato e simples mesmo. Mas vale a pena. :D

A comida

Se eu pudesse dar um conselho, seria: faça uma dieta antes de ir para o Uruguai. Assim você pode ganhar de novo os quilos perdidos, porque uma coisa é quase certa: você VAI ENGORDAR. Eu engordei. :(

Pode esquecer aquele amado buffet livre nosso de cada dia, com muitas opções de comida e, especialmente, de saladas. Lá no Uruguai o que você vai encontrar, basicamente, é: bife a milanesa, batata frita, carnes/churrascos, batata frita, chivito (que é o nosso bauru), pancho (cachorro-quente), massa, pizza, batata frita e mais batata frita. E papas fritas também – que é como eles chamam as batatas fritas huehuhe. Não sei se as batatas lá são uma paixão nacional, mas elas geralmente estão presentes nos pratos. Milanesa y papas, hamburguesa y papas, etc. Se você quiser uma salada, vai ter que pedir à parte – e uma porção geralmente custa uns 150, 200 pesos.

O dia em que pensei que milanesa en dos panes queria dizer que era um pão encima e um embaixo do bife HAHAHAHA

Uma alternativa é fazer compras nos mercados e cozinhar suas próprias refeições no hostel. Compensa no bolso e tal. Mas como o meu tempo era curto, comia na rua mesmo, quando dava, entre um passeio e outro.

Muitas coisas lá são com jamon, que é presunto. Empanadas, pizzas, até o cachorro-quente tem presunto.

Por outro lado, o melhor doce de leite do mundo é de lá, então você encontra ele por tudo. Sundae do McDonalds com cobertura de doce de leite, picolé de alfajor com muito doce de leite, sorvete artesanal com doce de leite. Cara, que delícia. 

Senhor, obrigada pelo dulce de leche uruguaio
Mas não se empolga não: é proibido entrar no Brasil com doce de leite, em função de ser um produto de origem animal. O objetivo é evitar a disseminação de pragas e doenças no país. Você pode até tentar a sorte, trazer meio na camufla um Conaprole sagrado e torcer para que suas malas não sejam revistadas, mas eu já tive uma experiência bem triste e traumatizante sobre esse assunto – clica aqui se você ainda não leu, então vá com o coração preparado para possíveis perdas.


Se vocês tiverem alguma dúvida sobre o Uruguai ou quiserem mais dicas sobre determinados assuntos, podem colocar nos comentários ou me pedir lá no Facebook. Vocês que mandam. Gracias por lerem até aqui e tchau.