28 de mar de 2009

tirando a carteira - parte 2: diário de um uno

Pra quem não leu, confira a parte um aqui!

Então, em meados de setembro de 2008 eu, Fiat Uno branco de auto-escola, sou apresentado a uma tal menina magricela, com cara de sono e vários casacos. Nicole. O instrutor da auto-escola, Chico, velho conhecido meu, se apresenta e pergunta se ela já dirigiu alguma vez na vida. Nunca, diz ela, e parece estar realmente nervosa. "Aí vem", penso com minhas rebimbocas. "Então vamos começar em algum lugar menos movimentado" diz Chico, dando a partida e dirigindo em direção a uma parte de menor tráfego. Chegou no tal lugar, parou o carro e trocou de lugar com a menina, que sentou diante do volante. "Meeeeeu chapéu, e agora?" disse ela. O Chico então explicou para ela sobre espelhos, marchas, etc, e fez ela dar a partida. Eu, por incrível que pareça, saí de primeira! "Uuuuuuuhuuul, tô dirigindo!" gritou Nicole. "Sim, sim, tu tá, mas fica olhando pra frente, tá?" Chico repreendeu. O primeiro dia correu sem maiores problemas, a não ser no momento que a menina quase jogou o carro em um valão.

Nos outros dias, a maior preocupação parecia ser com a tão temida prova prática.


"Se eu fizer isso na prova, eu rodo?" perguntou Nicole, parada com o carro no meio da rua e esperando um cachorro passar. "Roda". "Maas... mas então eu vou ter que ATROPELAR UM CACHORRO?" - a indignação dela era evidente. "Bom, não atropelar. Pelo menos buzina e desvia, então. Mas não esquece..." "O pisca, eu sei". O cachorro saiu e ela acelerou, indo adiante.


"Se eu fizer isso no dia da prova, eu rodo?" perguntou Nicole, momentos depois de passar de raspão em um ônibus. "Roda". Nicole fez um muxoxo e continuou pela avenida.

"Se eu fizer isso no dia da prova, eu rodo?" queria saber Nicole, depois de ter tentado arrancar o carro na lomba e ter deixado ele correr vários metros para trás, quase acertando um fusquinha. "Roda, tu não pode deixar ele ir nem um pouquinho pra trás". "Poxa... que vida mais dura".

As balizas, minhas preferidas, não surtiram efeitos para ela - aprendeu logo os macetes e estacionava rapidinho, sem problema nenhum. Mas como minha direção não é hidráulica, me diverti horrores vendo ela manobrando e suando em pleno inverno.

E então, depois de várias aulas, a menina magricela mostrou para que tinha vindo. Balizas, lombas, curvas e retas - ela tirava de letra. O instrutor falava no celular enquanto ela dirigia, apontando com o dedo às direções que ela devia seguir. E parecia gostar de oferecer passoquinhas para a menina, mesmo sabendo desde o primeiro dia que ela não gostava de amendoim. E chegou o dia da prova. Tive que rir da menina falando sozinha "Banco, espelhos, cinto, banco, espelhos, cinto" ou "Eu vou dirigir esse carro, ahhh vou".

E dirigiu. Durante o percurso, até engatou um papo com o examinador, falando de benefícios de pranchetas de acrílico (papo de pessoas que trabalham em livrarias). E quando descobriu que tinha passado, fez a maior cena, pulando no colo do instrutor, do examinador, e começando estranhas jigas irlandesas para as pessoas que estavam esperando para fazer a prova.

Só que essa incrível história não termina aqui não. No dia seguinte ela iria conhecer as motos. Aguardem os próximos episódios.

22 de mar de 2009

só em sonho

Pauta TDB: Qual seria sua entrevista perfeita??? A idéia é que vocês façam uma entrevista imaginária com qualquer pessoa que desejem. Pode ser o Zac Efron, o Obama, um cientista que alega descobrir a cura da AIDS, um ex-amor. Enfim, é do tipo de pauta, viagem-na-maionese-geralllllllllllll!

Em entrevista exclusiva, Patrick Dempsey (Doutor McDreamy) fala tudo que a repórter Nicole Dias sempre quis ouvir.

Nicole Dias: - É mentira, não é? Você não tem 42 anos, não é casado e não tem filhos, né?
Patrick Dempsey: - Bom, é tudo verdade. Sou um quarentão casado e cheio de crianças chatas. Sabe, embora eu seja casado a mais de nove anos, essa rotina começou a cansar. Estou disposto a largar tudo para me envolver em um novo amor. Talvez uma bela fã, ou uma médica (risos) – mas ninguém do estilo “Meredith”.
ND: Hmm. (Nicole olha para ele, babando). Hã... então você também acha a Meredith uma tremenda chata?
PD: - Sim, eu acho. Ela é muito insegura, precisa da opinião dos outros para tudo, nunca faz nada por ela mesma. E, poxa vida, não consegue decidir se fica com o Derek ou não, isso me dá nos nervos! Ou escolhe ficar com ele ou parte pra outra, poxa!
ND: - Se eu fosse ela, saberia muito bem o que escolher.
PD: - Oi?
ND: - Nada não, hehe. Então, Patrick. Você interpreta um médico, já fez um príncipe encantado e um garanhão. Que personagem pretende interpretar no futuro?
PD: - Vou te contar um segredo. Sempre quis interpretar um índio. É claro que eu não tenho a cor de pele adequada, mas adoraria fazer um papel que não precisasse vestir muita roupa.
ND: - Claro, pouca roupa. (Nicole em silêncio, viaja em imaginações). Ok, então, uma última pergunta.
PD: - Ok.
ND: - Você pode assinar minha camiseta? :P

18 de mar de 2009

dando uma de copycat

Das milhares de coisas que eu, por mais que me esforce, não consigo entender está a questão: por que, gente, num mundo tão aberto para possibilidades e invenções, as pessoas insistem em copiar umas as outras? Por que se baseiam em algo que já foi feito ou criado antes se existem uma porção de coisas que podem ser feitas? É claro que existem a velha "nada se cria, tudo se copia", mas custa se esforçar um pouco? Pode ser legal, mas não é nada original usar o cabelo daquela personagem de novela, se vestir como a patricinha daquele seriado ou falar as mesmas coisas que a Lady Kate do Zorra Total (por mais diva fashion que ela seja). Eu, por exemplo, já fui copiada diversas vezes. Já vi textos meus em fotologs, como se fossem de outra pessoa. Já vi gente imitando meu cabelo ou meu AllStar sempre limpo. Até falando as mesmas coisas que eu! É estranho e eu não entendo. Em um mundo com muito mais de 6 bilhões de pessoas, qual é a graça de copiar outras? Cadê a individualidade, a criatividade? Força na peruca, gente! (Ops, alguém já disse isso, não?).

"Alôu, Grauber? Eles tão min imintando!"
Pauta para o site do Tudo de Blog

15 de mar de 2009

tirando a carteira, parte 1

Essa é uma história real - longa e real. Aconteceu em meados de agosto do ano passado. E, pelo fato de ser longa, será dividida em várias partes, Começando, logicamente, pela primeira. ;D

tirando a carteira, parte 1
E então eu resolvi fazer carteira de motorista. Juntei por muito tempo dinheiro no meu cofre em forma de porquinho (que mentira, foi na conta bancária mesmo) e já estava preparada psicologicamente. Daí, fui me informar. E não é que, óh céus, eu teria que fazer uma carteira de identidade nova antes mesmo de começar a fazer a de motorista? É, é verdade. O processo de fazer a identidade em si foi rápido, tirando o cara chato que faz as identidades, que merece um parênteses só para ele (Cara Chato me fez lambuzar os dedos para carimbá-los, já que aqui em Estância tudo é muito moderno. Carimbei e disse, fazendo piada "Hahaha, meus dedos nunca mais vão ficar limpos". Cara chato, com olhar de desprezo, disse: "Claro que vão, né". Mal amado, humph!). Depois de umas duas, três semanas, ficou pronta a bendita.
Fui direto ao CFC fazer toda a burocracia. Ao contrário de muitos que reclamam, fui super bem atendida por todos lá e logo comecei tudo o que tinha que fazer.
Primeiro? Exame médico. Tentei dar uma de esperta e fazer sem óculos, mas não enxerguei os malditos números! Sério, não enxerguei.
médico: - que número tu vês aqui?
nicole, confiante: - 5!
médico, desconfiado: - hm, não, não é cinco...
nicole, já em dúvida: - então é 6?
médico: - hm, não...
nicole: - tá, deixa eu pôr meus óculos. Puuuts, é nove!
E realmente era um número 9, o que me deixou sem graça e com a certeza de que sou uma cegueta sem cura. E isso quer dizer que eu preciso dirigir de óculos, e se me pegarem sem óculos eu levo multa. Show! Depois disso, o tão falado psicotécnico. Nesse aí eu tremi nas bases. É claro que meus amigos me encheram de conselhos e um até disse "Ah, não te preocupa, até mesmo pessoas mais malucas que tu passam nisso" mas mesmo assim, fui na incerteza.
O que posso dizer do psicotécnico? Hm, é estranho. Ganhei 3 folhas, tive que desenhar uma casa, uma árvore e uma pessoa e, a partir disso, a psicóloga me deu todo um apanhado sobre a pessoa que eu era - disse até que eu precisava de umas férias. Mas estava apta a dirigir, e era isso que importava.
Então, no outro dia, começaram minhas aulas teóricas, que podem ser definidas de maneira rápida: um porre! Fiz algumas amizades por lá (já que sou uma pessoa tão sociável) mas tive alguns colegas toscos que precisavam compartilhar experiências no trânsito (não deles, de conhecido do vizinho, cunhado do irmão, etc), sem falar que eu dormi durante as aulas de meio ambiente.
Depois de 5 longas noites estudando sobre motores, infrações e placas, chegou o dia da tal prova teórica. Comparando com um vestibular, a prova é facílima (mas é claro que sempre vemos coisas engraçadas, como uma menina que dizia, muito pálida "chocolates. preciso de chocolates" ou um cara que não achava um jeito confortável de sentar na cadeira e ficava levantando o tempo todo). Dois dias depois, o resultado: aprovada, com 27 acertos.
A próxima etapa? Aulas práticas de carro e moto. Quando? No próximo episódio da saga "Tirando a carteira". Eu disse que era uma história longa, não disse?

7 de mar de 2009

prontofalei

Aqui estão todas as dicas que eu sempre quis dar mas nunca dei (por serem sinceras demais), tudo o que eu sempre quis falar mas não tive coragem, tudo o que me envergonha e todas as frases que ficaram guardadas. Não me responsabilizo. xD

- Da série "Pô, se liga!" ou "Tudo o que eu sempre quis dizer": Aquela invenção no seu cabelo, sinceramente, não ficou legal. Por que você não vai cuidar da sua vida ao invéz de ficar com suas tentativas bizarras de me copiar? Não sei se você sabe, mas todo mundo comenta sobre a sua opção sexual. Larga logo dela, ué. Na verdade, você não é nem um pouco bonito. Então me dá logo um aumento! Quem sabe tu não faz alguma coisa da tua vida? Tu tá no curso errado. Tua hostilidade e grosseria me dão nos nervos. Sinceramente, peguei nojinho. Tu não entende nada de música pra ficar dando pitaco no assunto.
- Da série "Momento Confissão": Eu ainda tenho esperanças de receber uma carta de Hogwarts e às vezes acho que vampiros existem. Nunca li O Código da Vinci. Odeio animes e tudo relacionado a eles. Quando chego da balada, como miojo e leio o jornal. Faz anos que não vou a igreja. Não sei calcular porcentagens de cabeça. Tenho uma personagem no The Sims chamada Nicole e ela é podre de rica e a mais adúltera de todas. Eu consigo comer um pote inteiro de doce de leite, em uma tarde só. Eu durmo durante a aula.

E, quer saber? PRONTOFALEI. ;D

1 de mar de 2009

missão impossível: assistir tv

Jeová me livre de domingos na companhia de Faustão. Ou Gugu. Ou de qualquer programa de televisão da tv aberta (salvo BBB e o Pedro Miaaau). Porque, com algumas exceções, eu não assisto televisão. Não gosto, não me prende a atenção. Prefiro perder tempo com outras coisas muitíssimo mais produtivas: pintar as unhas, comer, ler e, bem, comer (magra de ruim mode on). A televisão aqui de casa, se dependesse de mim, viveria constantes momentos de solidão.
Mas o fato de eu desgostar não é tudo.
Descobri recentemente que não consigo assistir televisão em silêncio. Mesmo se é algo que eu gosto de assistir como, digamos, Grey's Anatomy, eu sinto a estranha necessidade de falar coisas sem noção, ou sem resposta, como: "Mas, mãe, o que ele estava pensando quando disse isso?" ou "Mas como ele pôde ter a audácia de fazer uma coisa dessas?". Ou então eu percebo semelhança de algum ator/atriz com alguma pessoa de outro filme ou com pessoas conhecidas. "Pai, olha só, esse cara é a cara do vizinho da Fulana!" - isso acontece muito. Eu canto as trilhas sonoras também. E critico as propagandas.
Sim, eu sou um pé no saco, eu sei. Mas vou falar em meu favor: não é sempre que eu faço isso. Às vezes, por incrível que pareça, consigo ficar caladinha. É raro, BUT I CAN DO IT!

Para ilustrar isso tudo, uma cena que ocorreu algumas semanas atrás:
Minha mãe assistindo Private Practice na televisão. (Particularmente, não sou muito fã desse seriado. Pra mim, Addison Montgomery vai ser eternamente a esposa traidora do McDreamy. Se bem que com o McSteamy até eu, hein?). Na tela o momento é tenso. Uma mulher (não sei o nome dos personagens, ok?) está em casa, toca a campainha. Ela abre a porta, tem um cara lá. Foca no cara, foca nela de novo. Foca nos dois.
Cara diz, de maneira hesitante: - I just...
Nicole diz, a plenos pulmões: - ... CAAAAALL... TO SAAAY... I LOVE YOUUU!
Mãe diz, com voz de censura: - Nicole, shitiiiu! (som de fazer silêncio).
Nicole e Douglas riem baixinho. :D
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A propósito, alguém quer ir lá assistir House comigo?