26 de fev de 2013

forças da natureza boicotando meu processo de emagrecimento


Os ponteiros da balança se movendo mais velozmente do que o ventilador de teto do meu quarto me fizeram voltar com força total para a academia. Resolvi ser drástica e malhar duas vezes ao dia, ao invés de dia-sim-4-dias-não. Só que parece que querem boicotar esse meu plano, que apelidei carinhosamente como Fique Magra Nicole. Ou, pra ser muderrrrna, #fiquemagranicole. Estou sendo afetada por vontades alheias e pelas forças da natureza.

Domingo fez um dia lindo e eu saí de casa feliz, de manhã cedo, admirando o céu azul. Estava andando por uma rua bem pertinho do meu apartamento – rua essa que é, casualmente, caminho que eu faço para ir a academia. Até aí tudo certo, até que avistei o cachorro preto e enorme que mora ali por aquela rua. Não tem dono, não sei quem alimenta, mas ele mora ali. E ele não gostou de ter alguém atrapalhando seu soninho dominical. O cachorro preto e enorme começou a latir pra mim com jeito de “eu vou matar você”. Tive que espantá-lo com minha bolsa, dizendo XÔOOO SAI DAQUEEEEE e me cagando de medo, obviamente. Mas não literalmente.

Então meio que traumatizei daquele caminho e resolvi, hoje, ir para a academia por uma outra rua. Saí de casa pelas 6 da manhã (tem que ter coragem), feliz, assobiando. Até que começou a chover DEMÓIS. Cheguei encharcada na academia, pois acredito demais naquela regrinha de que as pessoas se molham da mesma maneira na chuva, seja correndo ou caminhando feliz /assobiando.

Pensei se tratar de uma coincidência. Havia previsão de chuva, então eu provavelmente não fazia parte de um reality show do qual não faço ideia, nem nada assim. É, adoro pensar que minha vida é tipo o Show de Truman. Não me levem a sério. Enfim, continuando.

Pensei se tratar de uma coincidência. Só que agora de noite, ao ir para a academia – pelo caminho da chuva, não do cachorro preto e enorme -, me deparei com uma BARATA no meio da calçada. Eu não sei o que é pior na vida. Ter minha pernas, que eu tanto estimo e prezo, estraçalhadas por um cachorro? Ou correr o risco de uma barata terrível e antenuda subir na minha perna? Ambas opções me parecem terríveis. Sério, sem exagero. Eu nunca matei uma barata na vida. Morro de medo de ter que passar por ela – ou alguma amiga dela – amanhã.

Tô exagerando? Devo ficar gorda? Ou enfrentar meus medos?

19 de fev de 2013

enquanto estiver bom




O que a gente praticava era um jogo de desinteresses. Você, passarinha da asa quebrada. Eu, uma máscara de macho dominador, tendo escondido um cordeirinho sentimental por baixo. Você queria proteção e alguém para escutar os seus devaneios. Eu queria saber o que estava querendo. Embora juntos, não sabíamos para onde estava indo. E enquanto o percurso seguia sem nenhum obstáculo determinante, continuávamos traçando nossas linhas tortas. Não era nenhum enigma porque não existia nenhuma razão de ser. 

No fundo eu sabia que você iria pular fora a qualquer momento. Mas passou uma semana, duas. Um mês. E mais. Hoje estamos beirando um tempo que no início sequer parecia existir. Me olho no espelho e ainda vejo o mesmo cara de sempre. O mesmo nariz, a barba por fazer – com aqueles pelinhos inflamados que você insiste em apertar. Só que, sei lá. No fundo talvez alguma coisa tenha mudado. 

Onde isso vai dar eu não sei. Mas sigo enquanto estiver bom.

18 de fev de 2013

essa sou eu não voltando às aulas


Quando eu era criança eu ansiava demais pelo retorno às aulas. Sempre fui do tipo que se entedia com facilidade e achava um saco ficar de férias em casa. Mas mais do que voltar para a escola, aprender e ver minhas amigas, eu aguardava com ansiedade o momento de comprar os materiais escolares. Era simplesmente o evento mais legal possível.

Ter uma lista e circular a livraria atrás de cada item. Quando a família estava com mais grana, escolhia cadernos lindos. Quando era época de segurar os gastos, escolhia papeis bonitos para encapar os cadernos mais simples.

Era – e, ok, ainda sou – apaixonada por lápis de cor, borrachas, coisas coloridas. E sempre comprava uma cartelinha de adesivos para deixar minhas coisas com minha personalidade infantil.

Então eu entrei no ensino médio e o máximo que eu fazia era comprar grafites para minha lapiseira, folhas para o meu fichário e alguns materiais específicos para a aula de artes.

Então eu entrei na faculdade e passei a usar canetas que ganhava de brinde e qualquer folha de agenda que estivesse livre.

E então eu me formei na faculdade e entrei numa fase da vida até então desconhecida. Um vácuo. Uma época de volta às aulas em que eu não volto pra lugar nenhum, porque minha pós-graduação começa só em abril.

Acho que vou comprar um caderno bem lindo, mais um combo de adesivos e canetas com cheiro de morango. Só pra me sentir de novo nessa fase gostosa de recomeço. 

Comprar caderno com desenho de pônei é demais pra uma mulher de 23 anos?


4 de fev de 2013

o dia da formatura: cerimônia



Quando as pessoas me diziam para aproveitar cada minuto da formatura, pois passaria num piscar de olhos, eu meio que não acreditava. A espera pelo dia 18 estava se alongando absurdamente e parecia que não ia chegar NUNCA. Como, então, o dia tão aguardado passaria rápido? Pra mim parecia impossível.

É clichê admitir, mas passou voando. O dia 18 chegou e foi embora. E, PQP, já é fevereiro! 

A quinta-feira que antecedeu a sexta de formatura foi insanamente trabalhosa. Recortar enfeites, organizar mesas, varrer o salão, baixar músicas, receber fornecedores, correr para comprar coisas que estavam faltando... No final do dia eu estava toda morta, mas com um sorrisão no rosto e a certeza de que estava prestes a viver um dos dias mais FODAS do ano. 

E não é que eu estava certa? 

Foi lindo, foi inesquecível, foi divertido. Deu um frio na barriga bom, uma ansiedade gostosa. Borboletas dançando Gangnam Style no meu estômago. 

Não vou entrar em muitos detalhes, senão me empolgo e escrevo um texto gigante que ninguém – exceto minha mãe – vai ler. Se uma imagem diz mais que mil palavras, aqui vão várias para vocês.

Primeiro, vídeo dos bastidores. Eu nervosa, falando merda. Hahahaha! Pra ver, clica. Agora, foooooooooooootos! 





Até mais! :)