19 de jul de 2016

Lendo livros digitais

Eu sempre fui muito louca por leitura. Aprendi a juntar as primeiras letrinhas quando eu tinha uns 5 anos e lia histórias para meus coleguinhas. Muito cedo deixei de lado aqueles com figuras para encarar os só com texto, para os quais meus amigos faziam cara feia. O primeiro livro “grande” que eu li, lembro até hoje, foi “Na mira do vampiro”, da série Vaga-lume.

Meu contato com os livros sempre foi frequente. Eu ia muito na biblioteca da minha cidade e também comprava livros, seja em sebos ou feiras – naquela época eu nem sabia que algo tão grandioso como a internet viria surgir algum dia.

Também teve a época em que eu trabalhei junto com os livros. Quem não me acompanha desde os primórdios da minha vida bloguística talvez não saiba, mas antes de ser social media eu trabalhava em uma livraria. Foram mais de dois anos entre pinceis, tintas e, claro, muitos livros.

Fazendo os cálculos brevemente – sou de humanas, não me julguem -, fui acumulando livros por mais de 20 anos. De todos os tipos, tamanhos, estilos. As prateleiras do meu quarto mostravam direitinho o meu ~amadurecimento~ como leitora: tem os Goosebumps da minha infância, os clássicos que li no ensino médio, as biografias da faculdade de jornalismo, as tentativas de encarar coisas mais cabeça, meus queridinhos Harry Potter... Uns Dostoievski misturados com literatura feminina, Érico Veríssimo, autoajuda e livros em inglês.

Só que chegou a um ponto que as tais prateleiras começaram a querer se soltar das paredes por causa do peso excessivo. E, assim como feijão e tomates, o preço dos livros começou a passar do que era considerado OK. Até que eu, que sempre fui a maior defensora dos livros e do hábito de compra-los, me rendi: era a hora de comprar um leitor digital.

Foram exatamente esses os fatores que me levaram a fazer essa escolha: a possibilidade de ter centenas de histórias ocupando um dispositivo de 200 gramas e o preço reduzido dos livros digitais.

Em busca da melhor opção pra mim, assisti vídeos, li inúmeras resenhas e vários textos comparativos, além de pesquisar preços por praticamente um mês. Então acabei optando pelo Lev, da Saraiva. A bateria dele dura umas duas semanas, ele é superleve, rápido, bom de segurar, conecta no wi-fi e tal. Outra coisa ótima é que ele é a versão iluminada, então eu posso ler deitada na cama sem ter que me preocupar com levantar e apagar a luz. Aqueles problemas TÃO DIFÍCEIS da vida, sabem como é.  

Não coloquei na ponta do lápis, mas já economizei um monte desde então. Não sei se vocês já pesquisaram isso, mas os livros digitais às vezes custam bem menos que a metade das versões físicas. Fora que eles não gostam papel, então são legais com o meio ambiente.

Não bastasse eu ter comprado o tal do leitor digital, ele ainda veio com o livro “A mágica da arrumação”, da Marie Kondo. Ainda vou fazer posts sobre isso, mas o livro fala fortemente sobre o desapego, sobre você não deixar coisas paradas na sua casa sem nenhum sentido. A ideia é se rodear somente das coisas que trazem sentimentos de alegria. Ou seja, fiz uma tremenda limpa nas coisas que eu tinha e vendi em um sebo. Livros que ganhei, li e não gostei muito, livros que estava esperando para ler algum dia, livros que li na escola e achava que um dia ia precisar. Ficaram somente aqueles que amo, que me trazem coisas boas, que eu recomendo e quero ler de novo.


E, claro, o “Na mira do vampiro”, que começou tudo isso.  

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