18 de nov de 2011

tive um cachorro por 15 minutos


Cheguei em casa do trabalho e sentei no sofá de casa, para conversar um pouco com minha mãe e meu irmão antes de ir para a academia. De repente, deu um barulho na porta de casa: meu pai chegando. Só que ele tinha uma coisa diferente com ele. Trazia nos braços um... um filhotinho de cachorro.

A minha primeira reação foi dar um grito. Depois eu me aproximei e fiquei em silêncio, olhando. Meu pai disse:

- Esse é o Angus!

E eu, trêmula:

- Ele é... ele é meu?

- Uhum.

Meio sem jeito, peguei o filhotinho – que tremia – no colo. E comecei a chorar.

Não sei por que isso. É quase como naquele vídeo que a menininha descobre que os pais dela vão levar ela na Disney.




Assista ao vídeo à partir dos 1:40. Eu tive a mesma reação da garotinha. Chorei por estar feliz, por estar realizando algo que eu desejava muito, por estar sem reação, por estar surpresa e sem saber como agir direito.

O problema é que meu pai agiu impulsivamente. Simplesmente trouxe o pequeno pra nossa casa. E daí ninguém estava preparado para esse momento, nem nós e nem o cachorro.

Nós não tínhamos comida, nem potes de cachorro, nem caminha, nem nada. O nosso chão é de carpete, qualquer xixizinho seria uma função. E todos aqui em casa trabalham, então seria uma judiaria deixar o dog abandonado durante o dia todo – provavelmente chorando ou roendo o sofá, ou fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

E o cachorrinho não tinha nenhuma vacina e estava com medo, longe da mãe dele. E chorando. Colocamos ele no chão e ele nem saiu andando. Ficou deitadinho o tempo todo. Pegamos ele no colo, fizemos carinho, aquela coisa, mas nada.

E começamos a pensar na tristeza dele, na solidão que ele ficaria, no nosso sofá tão bonito. E quando surgem tantas dúvidas significa que um negócio não é pra ser.

Então decidimos que não, ainda não é o momento. É claro que eu fiquei puta chateada com isso, mas entendi. Iria me partir o coração saber que o cachorro estaria o dia todo preso aqui dentro do meu apartamento... Então meu pai levou o Angus de volta pra mãe dele. Talvez ele seja adotado por pessoas muito legais e que vão encher ele de amor. Ou talvez, quem sabe, ele acabe vindo de volta pra cá... Vamos ver. =D

Ficam então as lembranças desses minutos tão diferentes. E as fotinhos que tirei dele. :)


3 comentários:

  1. Que coisa mais amada! *-*
    Lindo o teu amor pelos cachorrinhos.
    Um dia tu vai ter o teu "filhinho"
    *-*
    Beijos da Déia

    PS: Pitoco está mandando lambidas e latidos pra ti! ahahaha (L)

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  2. Ah que amorzinho que ele é.
    Bom, se for pra ser ele volta. :)
    Beijo.

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  3. ai, acho que choraria pitangas, cravos e canelas tendo que devolver um cachorrinho tão fofo.

    tô louca pra ganhar um e espero que em alguma hora cê tenha um filhotinho fofo te esperando e abandonando o rabinho de alegria quando cê pisar em casa.

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