12 de mar de 2013

o dia em que troquei meu almoço por um shake

Esses dias eu cheguei mais cedo na agência, liguei meu computador, dei play num som pauleira, coloquei meu fone de ouvido e me joguei no trabalho. Afinal de contas, é como sempre digo: o tempo urge e a pauta é grande. Um tempo depois, chegou minha colega de trabalho e fez sinais de que queria falar comigo. Tirei os fones. Era uma proposta.

- Quer almoçar comigo num espaço natural e tomar um shake emagrecedor?

O convite unia duas coisas que muito me interessam:

1 – conhecer novos lugares.
2 – emagrecer às custas de processos milagrosos. Ou melhor, apenas emagrecer já tá bom.

Concordei e, na hora do almoço, partimos. Foi uma experiência no mínimo curiosa. Por um preço bem acessível (em torno de 9 reais!), tomei 3 substâncias diferentes.

Começamos com um chá que, conforme disse a funcionária do estabelecimento, era para agir “do pescoço pra cima” (palavras da tia que trabalha lá). Ou seja, era um composto de ervas que agia na memória, concentração, etc etc etc. Tomei ele e, well, tinha gosto de chá. Tipo, eu tenho uma dificuldade absurda de diferenciar chás. Gosto de todos e pronto.

O segundo copo também era de chá. Mas esse, meus amigos, agia do pescoço pra baixo. Tem ação diurética, desintoxicante, mágica e záz. Tomei ele e...

- Moça, mas esse aqui não é tipo... Igual ao primeiro?

- Não... Tem que tomar várias vezes para conseguir notar a diferença. São sabores bem específicos.

Eu, feliz, tomando o segundo copo de chá. Muito feliz.

Ok, nota zero pra mim. Tomei esse segundo copo de chá. E sim, achei igual ao primeiro. Nesse momento, minha barriga já fazia sons peculiares. Eu me sentia uma bexiga d’água de cabelo castanho. Enquanto isso, sons de liquidificador indicavam que o gran finale estava por vir.

Eis que um copo de leite em pó, gelo batido e “mistura pra shake” é colocado na minha frente. Para fins imaginativos, pense em uma mistura de cimento em uma cor meio branca. É isso, você está pensando no meu copo de shake. Fui corajosa e puxei um gole com o canudinho.


- E aí, gostou?
- Ééééé...

Mas preciso ser justa. Apesar de não ter gosto de biscoito do Subway, o shake sabor “cookies” era tomável. Mas só até a metade do copo. Depois eu já não aguentava mais, sentia a ponta do dedão congelada e lembrava com saudade no meu peitinho de frango diário.

Enquanto isso, minha colega conversava empolgada com a tia lá, que contava por quilos que tinha perdido, das propriedades especiais dos produtos, valores... Eu pensava, obviamente, no peitinho de frango diário.

E foi essa a conclusão que eu tirei dessa experiência. Que é bacana, às vezes, trocar um almoço por um shake. Ele dá uma desintoxicada bacana no organismo, traz uns nutrientes (ou pelo menos promete trazer) pro corpitcho e, de quebra, é barato. Mas eu jamais faria disso um estilo de vida.
O peitinho de frango agradece.

P.S.: ok, eu fiquei com fome às 2 da tarde e me joguei sem medo num pavê de bombom.

3 comentários:

  1. "e eu lembrava no meu peitinho de frango diário" ahahahaha... ai guria, e tu precisa emagrecer? fica com o franguinho que é saudável e mais gostoso!

    Beijos

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  2. Eu ficaria morrendo de fome logo depois. :( Além do mais não sou muito fã de chás, mas é uma ótima pedida para os 'naturebas'. :)
    Beijo.

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  3. "P.S.: ok, eu fiquei com fome às 2 da tarde e me joguei sem medo num pavê de bombom."
    Sério, estou rindo. Há um lugar perto de onde estudo que vende esses chás e shakes, como saio no horário de almoço vejo sempre alguem tomando e morro de rir com as caretas que algumas fazem se é a primeira vez. Mas tem que valer o esforço né?
    Bjs.

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