16 de jun de 2009

lilica e filó

Eu nunca tive um cachorro. Nem gato, coelho, tartaruga. Na verdade, minhas experiências como dona de bichos de estimação nunca passaram de peixes e canários. Meu último peixinho, Mad Max, morreu e foi parar na privada. Meus últimos canários, Tchuquinho e Tchucão tiveram finais parecidos - talvez sem a parte da privada.
Daí vai aparecer alguém e vai dizer: "Mas céus, Nicole, além de nunca ter comido churros, tu nunca brincaste com um cachorro? Afinal, que diabos de infância tu tiveste?". Ok, é claro que não diriam brincaste e tiveste, mas fica mais bonito conjugado. E eu respondo, meus caros, que embora eu more em um apê acarpetado e proibido para bichos e todos seus pêlos e urinas, eu já brinquei com cachorros sim, tá? Só nunca comi churros, e isso pode ser resolvido facilmente.
Eu tenho uma avó sabe. O quê? Você também tem? Uauuuu! Mas eu tenho duas, na verdade, mas o post de hoje é só sobre uma delas: a vó que tem um quintal que tem um cachorro. E foi lá na casa dela que tive as maiores experiências com esses seres caninos. Lembro vagamente de uma cachorro por lá quando eu era pequena, o Bagunça, vulgo Baga. Para mim, ele era enorme e muito, muito feroz. Mas pelo que ouvi dizer, ele não era não.
E há uns anos atrás entrou em nossas vidas a Lilica, uma Dachshund (salsichinha, sabe?) marrom com um parafuso a menos. Vários domingos foram gastos em frustradas tentativas de fazer Lilica saltar por dentro de um bambolê, ou correr atrás da bolinha. Aliás, ela até corria atrás da bolinha - mas éramos nós que tínhamos que correr atrás da cachorra depois para pegar a bolinha de volta.
Lilica tinha medo de foguetes e proteger a casa era uma coisa que ela não fazia. Felizmente a casa de minha avó nunca foi assaltada, mas se algum dia um trombadinha entrasse no terreno, Lilica provavelmente abanaria o rabo e ficaria contente com a "visita". Ela não podia entrar em casa, mas passou a vida inteira tentando escapulir entre nossas pernas para entrar. E quando conseguia, ou ficava pulando encima da cama da vó, ou subia no sofá, ou ficava correndo descontrolada, com todo mundo correndo atrás dela. Vai ver ela gostava de viver perigosamente.
Missão complicada? Levar ela para passear. Lilica gostava de correr, mas os humanos que passeavam com ela não queriam correr. Por muitas vezes ela quase se matou sufocada na coleira, arfando e ficando com a língua pra fora no esforço da tentativa de corrida. E nem tudo foi fácil na canina vida de Lilica. Diversas vezes ela levou boladas na cabeça, por querer participar de nossos habilidosos jogos de basquete, vôlei, socobol ou qualquer que fosse a modalidade escolhida no final de semana. E parecia não se importar, pois logo já estava correndo entre nossas pernas de novo.
Lilica já não se encontra entre nós a cerca de meio ano. Ela teve problemas de saúde e foi melhor deixá-la descansar no Céu dos Cães, onde existem diversas bolinhas de tênis e eles podem correr livres, sem se preocupar com coleiras.
Mas... tchan tchan tchan tchaaaaaan... Já temos outro animalzinho na família! Um mês atrás, chegou a queridíssima Filomena, já conhecida carinhosamente por Filó, mais uma salsichinha alegre e marrom. Até minha mãe, que não é muito fã de bichinhos, segura ela no colo (é minha mãe na foto). Filó é apenas um bebê e dorme pra caramba, mas já tem o estranho fanatismo pela bolinha de tênis e corre conosco atrás da bola de futebol. Por ser pequena, ela pode andar livremente por dentro da casa, mas parece que já entendeu que não é bem-vinda no quarto da minha avó - aliás, em nenhum quarto. Mas ela tem sua própria caminha, bem bonita e macia, com cobertores, ursinhos e tudo mais. E, quando fiquei sabendo que ela sentia muito frio e usava um casaquinho cinza, resolvi intervir. Lilica nunca usou roupas, ela arrancava de maneira selvagem qualquer tipo de ornamento que colocáva-mos nela. Mas Filó aceitou com gosto o lindo evstido vermelho de babadinhos que dei a ela.
Espero que em breve poderei contar altas histórias legais sobre a Filó. E no dia em que ela prender a saltar por dentro de arcos, levarei-a no Faustão - ué, não tem lá um quadro com cães treinados? Me aguardem! :D

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