5 de jan de 2012

minhas férias 1: barracas

Pra quem não sabe, eu não fiquei em uma casa na minha semana de férias, muito menos em um hotel ou pousadinha de luxo na beira da praia de Santa Catarina. Eu fiquei foi em uma barraca.

“Mas Nicole, você em uma barraca? Cadê o glamour? Cadê a sofisticação?” – vocês se perguntam, ultrajados. E eu respondo, caros amigos, que acampar pode sim ser uma coisa interessante. Primeiro porque é MUITO mais barato do que qualquer uma das outras opções que eu citei antes. Para vocês terem uma ideia, eu fiquei 7 dias em um camping pertinho da praia e só gastei uns 150 reais nessa brincadeira. Se eu ficasse em uma casa de Garopaba, provavelmente gastaria algo perto desse valor POR DIA. Também é interessante porque você aprende a dar valor para as coisas que já parecem tão normais no seu dia a dia. Tipo abrir a geladeira e pegar margarina, por exemplo. Quando você está acampando, não tem geladeira. A não ser que você seja o que eu gosto de chamar de “campista profissional” – vou falar sobre isso em algum outro post. Se você não for um campista profissional, você não tem geladeira. Tem, no máximo, um isopor com gelo – onde fica a margarina, a cerveja, o queijo, as ameixas e, é claro, um pouco de areia e grama. Não tem conforto. Daí quando você volta pra casa, acha tudo lindo e maravilhoso. Sua cama nunca foi tão gostosa, o banheiro nunca foi tão limpo, abrir a geladeira e pegar coisas fresquinhas lá de dentro dela nunca foi uma experiência tão maravilhosa.

Então na madrugada do dia 26 de dezembro eu peguei minhas malas, minha barraca, meu colchão inflável, minhas lonas, lanterna e repelente, e parti para a aventura – 6 horas na estrada, dentro de um carro com mais 3 pessoas (e todas as coisas delas). Foi meio apertado, algumas panelas bateram na minha cabeça durante a viagem, mas deu tudo certo.

Chegando lá, nos deparamos com um camping cheio – que naquela semana veio a atingir sua ocupação máxima: 2.500 pessoas. Não é pouco não, hein? Daí tivemos que colocar as barracas meio que coladinhas umas nas outras. (E, antes que venham perguntar: sim, eu mesma montei minha RESIDÊNCIA DE LUXO. Ok, os meninos me ajudaram um pouco, mas eu não tenho medo de enfrentar aquelas varetinhas e tecidos e tal). E a estrutura do nosso “acantonamento” era aquela coisa, né – no máximo uma loninha embaixo da barraca. Afinal de contas, a semana seria maravilhosa, tempo bom, alegria sem fim.



Só que... não deu tempo bom. Choveu. Choveu de dia, choveu de noite, choveu quando a gente achou que não ia chover, choveu quando a certeza era de que a chuva não ia parar nunca mais. A primeira noite dentro de uma barraca com a chuva caindo ensandecidamente lá fora foi tensa. Sabe o que é acordar no meio da noite, pegar uma lanterna e iluminar a barraca pra ver se não tem água entrando? É, isso aconteceu pelo menos umas 5 vezes. E no final das contas, tudo ficou praticamente intacto. Ó molhou o meu colchão, que fica encostado nas extremidades da barraca. E, é claro, todas as minhas coisas ficaram úmidas. Sabe o que é dormir num travesseiro úmido? É, não é legal. Mas foi tudo melhor do que eu esperava, sabem? Dormi uma semana em uma barraca, debaixo de chuva, e sobrevivi. E quando voltei pra casa descobri que eu tenho a melhor cama do mundo, dentro de um quarto limpo, seco e delicioso.

Aguardem mais posts sobre as minhas férias! Voltarei pra falar de campistas profissionais, praias bonitas, o dia 31 de dezembro e muito mais! BEIJO!

4 comentários:

  1. Olha ali minha super barraca gigante.. haha

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  2. Poxa vida Ni, pior que você pediu tanto que não chovesse. Eu nunca acampei, mas tenho muita vontade!

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  3. Sério que tu ficou nessa pequena barraca? ashuahsuahsuas
    acampar é bom mesmo, quando se tem certas condições também. Minha primeira e única vez acampando foi lá no sítio da família lima, em Dois Irmãos, um lugar maravilhoso, tem banheiro, chuveiro quente, lindas cachoeiras...isso que meu pai não era um campista profissional, mas foi com uns hehehe... agora eles não deixam mais acampar #mimi, deve ser por causa daquela última chuva que lavou os morros aushaushuahs.
    Olha, uma semana em Garopaba com certeza uma diária seria até mais do que 150,00 hein, principalmente nessa época, e nem tão perto da praia. Uma pena que choveu, mas tu aproveitou um monte né.

    Beijos

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  4. Falando de "campistas profissionais" como se já não tivesse sido uma. Já estou esperando o resto da história. Beijos.

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