25 de jan. de 2012
30 horas sem luz: uma saga de sobrevivência
16 de jan. de 2012
meu irmão, david guetta e salsichas

Então. Por termos essa diferença de idade ridiculamente pequena, eu e meu irmão nos damos muito bem. Somos grandes amigos e tal. O Douglas faz várias coisas legais. Ele é mestre em achar músicas na internet pra mim, por exemplo. E geralmente é a mesma coisa.
- Dô, tô com essa música na cabeça, mas não sei o nome dela e não sei nem um pedaço. Mas acho que ela é mais ou menos assim NA NARARÃN, NARARÃN... Meu, tu tem que me ajudar, cara. Que música é essa? PELAMORDEDEUS!
E ele começa a digitar e diz:
- É essa?
E põe pra tocar no notebook dele EXATAMENTE a música que eu queria. Isso só não funcionou no dia que eu queria descobrir que música era essa aqui. Eu tive que ligar pra rádio e cantarolar pro apresentador. UAHUEHAUHEAUHE SÉRIO.
Enfim. Além de ser mestre em achar músicas a partir dos meus TROLOLOs, meu irmão tem um bom gosto musical. Ou tinha. Sei lá. Foi ele que me ensinou muito do que eu sei sobre AC/DC, Led, Guns, os dinossauros do rock e tal. Só que, de uns tempos pra cá, ele vem desenvolvendo um gosto por música eletrônica – e todo esse universo de DJs e afins.
Tipo, eu até gosto de alguma coisa desse universo. Se eu vou pruma festa, eu danço. Quando eu tô na academia, eu até escuto. Mas em outras ocasiões/horários/situações, não. Até porque eu sempre achei que – POLÊMICA – djs fossem apenas caras que misturam músicas e dão play nelas. É claro que deve ter mais trabalho que isso, não quero nenhum DJ LOVER aqui me xingando, mas sei lá.
Tudo isso pra contar que meu irmão foi esses dias no show do David Guetta - e eu até iria, acho ele simpático. Gosto de pessoas que sorriem – e o tal David parece que tá sempre se divertindo à beça enquanto dá o play nas músicas lá. Mas naquele final de semana do show eu estava acampando em SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA e não pude ir. E eu também não tinha grana pra ir. Que seja. Então meu irmão foi lá e eu fiz várias perguntas e ele me respondeu pelo chat do Facebook. Tipo um correspondente de shows e eventos JOVENS. Ao invés de transcrever aqui o que ele me disse, achei melhor colar a conversa. Ó:
Douglas Dias
tinha menores de idade, fumando e bebendo. muitos, principalmente fumando
pouca fila, bem organizado, lugar grande
ele demorou pra entrar, foi só às 03:30
heinikein - 7 pila a lata
água - 5 pila
cachorro quente com uma salsicha - 10 pila
tinha gente de tudo que é tipo
bêbados que perdem a noção e começam a pular e fazer doideras
antes tocaram 2 djs legais
mas a galera tava cansada e um cara tocou muito tempo antes do guetta
daí queriam que ele saísse, mas ele era bom
botou duas músicas do AC/DC meio que mixada
quer algo mais?
Nicole Dias
sério?
é séria essa história do cachorro-quente?
10 reais? uma salsicha?
E isso é o que eu tenho pra dizer sobre o show do David Guetta em Capão de Canoa. Até mais!
12 de jan. de 2012
um post nojento sobre o meu nariz que sangra
10 de jan. de 2012
minhas férias 4: o ano novo
Enquanto a chuva caia e o tempo não passava, ficamos por ali pintando as unhas, tomando chimarrão, falando besteiras, tirando fotos aleatórias. Até que o fuzuê do churrasco começou. Os meninos começaram a salgar carne, as meninas começaram os preparativos da – ARGH! – maionese.
A ideia não era comer churrasco de meio dia, até porque na praia os horários para as refeições são totalmente confusos, né. Então a ideia era almoçar por volta das 4 da tarde. QUILOS de batata foram cozidos, descascados, picados e amassados. A maionese foi sendo feita ali, diante da minha cara de nojinho/tristeza/repugnância.
A única pessoa infeliz no momento de fazer maionese: eu
E os meninos lá envolvidos com a carne. Daí, quando todo mundo já tava roxo de fome, foi a hora de comer. Tava tudo uma delícia - se bem que quando a gente tá com fome, até pastel sem ovo fica um banquete.
Depois do almoço, lavamos louça e logo fui parar na fila do banheiro do camping. Deus me livre passar a virada TOMANDO BANHO. Daí fiquei pronta e bem linda. Blusa branca, bermuda preta. A roupa de baixo era nova e era azul com rosa (o azul é a tranquilidade que eu vou precisar ter para enfrentar minha monografia. O rosa é amor, e é sempre bom ter, né?).
Depois disso tudo, já era de noite. Voltamos pro tal do quiosque comunitário e começamos a tomar uns champanhes. E tomamos mais champanhes. Mais. Mais. E eu nem me importei tanto que minha janta de ano novo foi um pastel de lanchonete – enquanto os campistas profissionais tinham mesas com toalhas prateadas e panelas com lentilha e porcos assados e uvas e balões e enfeites. galera ainda bem bonita e trabalhada na elegância
quando as risadas começam a sair do nada...
Perto da meia noite, saímos do camping. Fomos até pertinho da beira mar. Estava um TENDEL porque todo mundo do camping estava lá, segurava sombrinhas e guarda-sóis e tal. Daí chegou a meia noite, começaram os fogos. Imaginem eu lá: bêbada, molhada, segurando uma sombrinha meio quebrada numa mão, uma garrafa de champanhe na outra mão, CHORANDO e dizendo sem parar “que lindo. Que coisa mais linda” enquanto um carro estacionado ali do lado (com o porta malas aberto) ficava tocando em looping “marcas do que se fooooooi, sonhos que vamos teeeeeer...”. QUE CENA DO CARALHO! Not.
Daí eu e a Gabi (a sincera do post de ontem) fomos pro mar pular as 7 ondas. Não sei ao certo, mas acho que pulamos umas vinte e duas ondas. Depois olhamos mais uns fogos que estavam estourando e iluminando o céu por lá. Depois abraçamos uma galera do camping – e eu lembro de mim mesma berrando à plenos pulmões “FELIZ ANO NOVO TAPEJARAAAAA!”. Depois, sei lá, sei que acordei com a mesma roupa da noite anterior, com meu colchão inflável furado, minha fronha manchada de maquiagem e uma dorzinha de cabeça maligna. Uhul!
Foi um jeito legal de começar 2012, mas tenho certeza de que se não estivesse chovendo teria sido BEM melhor.
E a virada de vocês: foi massa? Até a próxima!
9 de jan. de 2012
minhas férias 3: praias bonitas, mar e sungas
Como vocês sabem, eu fui pra Santa Catarina. Eu amo o meu Rio Grande do Sul, mas preciso admitir: as praias de Santa são muito melhores. A água do mar, por incrível que pareça, é muito mais limpinha – ou pelo menos aparenta ser. O mar de Tramandaí (praia onde fiquei ano passado), dependendo o dia, parece um Toddynho! E eu já não sou muito fã de entrar no mar. Acho meio uó que as pessoas fazem de tudo lá dentro – e xixi é a coisa menos pior que pode acontecer, hein? – e morro de medo de criaturas marinhas. Peixes, água-vida, aqueles bichinhos que se escondem na areia (tatuíra?), etc. mas lá em SC foi diferente. A água é bem azulzinha e transparente. E sim, eu entrei no mar, mergulhei, nadei, aquela coisa toda. Foi bom.
Conheci Garopaba, Vigia, Praia do Rosa, Praia Vermelha, praia sei lá o que, praia sei lá o nome... Enfim, um monte de lugares legais, com águas e areias e pessoas e paisagens do caralho. Deu pra pegar um bronze, ler, dar umas cochiladas, dar umas risadas, tomar umas cervejinhas... Mas é claro que nem tudo foi uma maravilha. Afinal de contas, estávamos na praia, reduto de um verdadeiro pesadelo: sungas & homens usando elas.
Eu tenho um problema/preconceito com sungas. Porque sungas são tipo cuequinhas de tecido colante, que MOLHAM. Isso sem falar que as sungas ficam marcando as PARTES ÍNTIMAS dos rapazes! Aquele volume. Aquele formato. Isso é uó, gente, por favor! Qual é o problema com as bermudas? Aqui em RS eu acho meio raro os caras usarem sungas – a não ser os tiozinhos barrigudinhos, as crianças e os caras meio sem noção. Lá em Santa todo mundo usa sunga!
Episódio da vida real: eu e minhas amigas deitadas nas areias da Praia do Rosa. Nisso, avistamos ao longe um grupo de rapazes. Entre todos os elementos componentes do grupo, apenas um usava sunga. E não era uma sunga qualquer: era meio vermelha, estampada. Comentamos entre nós sobre isso. De repente, o cara da sunga meio vermelha começou a andar na nossa direção, seguido por seus amigos (usando bermuda).
Nós: - Ele tá vindo pra cá? Meu Deus, parece que ele tá vindo pra cá. Ai, socorro, acho que ele tá vindo pra cá. Sim, ele tá vindo pra cá! MEUDEUS!1!!11eleven!!!!
O cara da sunga meio vermelha: - Com licença, meninas. Vocês acham que a minha sunga é coisa de veado?
Gabi, a sincera: - Sim.
O cara da sunga meio vermelha: - Vocês acham que a minha sunga queima o filme dos meus amigos?
Gabi, a sincera: - Uhum.
O cara da sunga meio vermelha: - Poxa, acho que vou ter que ir trocar, então. Obrigada!
E eles foram embora.
Enfim. Coloquei aqui algumas fotos das praias bonitas e das minhas amigas e minhas e aquela coisa toda. E no próximo post eu conto da noite de Revéillon para, dessa maneira, encerrar o especial sobre minhas férias. Até a próxima! :)
6 de jan. de 2012
minhas férias 2: campistas profissionais
Eu e meus amigos fomos para a praia entre 4 carros – cada carro com 4 pessoas. Como a viagem leva mais de 6 horas e iríamos passar 7 dias, vocês podem imaginar como estavam os porta-malas de cada veículo – e os bancos, e a parte debaixo dos bancos, e o colo dos passageiros. Levamos barracas, algumas lonas pequenas, travesseiros, panelas, talheres, cobertores. Poucas cadeiras, nenhuma mesa. Bola de futebol americano, equipamento para chimarrão. Malas – e a das meninas é geralmente um pouco maior, admito. E, no final das contas, não sobrou espaço para levar mais nada. Na real, as pessoas mal e mal cabiam sentadas direito.
Chegando no camping, montamos nossas coisas e nos sentimos satisfeitos. Até que começamos a ver as outras barracas, os outros acampamentos. Os campistas profissionais deram as caras, nos humilhando e nos deixando cheios de inveja e rancor. E tudo se intensificou quando começou a chover e a saudade do conforto da casa da mãe começou a bater na galera.
Eu sei que não é legal sentir inveja das pessoas, e muito menos guardar rancor, mas você se sente a pior pessoa do mundo quando você está num camping e não tem uma cadeira para sentar, enquanto as pessoas do acampamento ao lado têm cadeira e mesa e notebook e ventilador. É sério.
Como choveu em praticamente todos os dias daquela semana, o item mais valioso que eu e minhas amigas tínhamos era um guarda-sol, que acabamos usando como guarda-chuva. E, ok, tínhamos também um isopor cheio de champanhe, que tomávamos com PHYNAS tacinhas de plástico (falo disso outra hora). Um guarda-sol para abrigar 3, 4, às vezes 5 meninas ao mesmo tempo. Quando chovia, nós usávamos ele para ir até a lanchonete que tinha na entrada do camping, ou para ir ao quiosque de uso coletivo que tinha por lá – já que não tínhamos lona para proteger a galera toda. Enquanto isso, os campistas profissionais tinham verdadeiras salas de estar embaixo de suas lonas. Eu não to mentindo.
Tinha gente com sofá lá. Com cafeteira. Televisão de plasma. Antena de SKY. Ventilador. Bicicleta. Rádio. GELADEIRA. ENFEITES DE NATAL. VIDEOGAME. Já pode ficar com raiva? Calma que tem mais.
Quando chovia a gente ia jogar Uno. Quando chovia, os campistas profissionais pegavam cervejas bem geladas na geladeira deles e iam ver filminho. De manhã cedo, a gente tomava chimarrão revezando cadeiras. De manhã cedo os campistas profissionais tomavam café da manhã em mesas postas com todos os ingredientes possíveis e imagináveis – até café passado na hora, enquanto nós éramos obrigados a fazer sanduíches de pão de forma por cima dos isopores.
E olha que eu não falei do ano novo ainda. Vou falar sobre isso em outro post, e os campistas profissionais vão aparecer de novo por lá.
Mas sabe? Isso é um verdadeiro aprendizado. Nos próximos acampamentos, eu e meus amigos vamos evoluir, tenho certeza. Nem que a gente tenha que comprar uma Kombi pra carregar tudo. E eu tenho certeza de uma coisa: eu nunca mais vou acampar sem levar PELO MENOS uma cadeira comigo. E tenho dito!
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E como se já não bastasse tudo isso, hoje eu estou indo acampar DE NOVO. É. E não é só isso. Vou para uma área sem energia elétrica, no meio do mato. Porque se é pra ser roots, vamos ser roots direito, né? Mas sim, vou levar uma cadeira junto.
Vou para Santo Antônio da Patrulha. Todo mundo com quem falei sobre isso disse que lá tem boas rapaduras.
Não gosto de amendoim.
Adeus.
5 de jan. de 2012
minhas férias 1: barracas
“Mas Nicole, você em uma barraca? Cadê o glamour? Cadê a sofisticação?” – vocês se perguntam, ultrajados. E eu respondo, caros amigos, que acampar pode sim ser uma coisa interessante. Primeiro porque é MUITO mais barato do que qualquer uma das outras opções que eu citei antes. Para vocês terem uma ideia, eu fiquei 7 dias em um camping pertinho da praia e só gastei uns 150 reais nessa brincadeira. Se eu ficasse em uma casa de Garopaba, provavelmente gastaria algo perto desse valor POR DIA. Também é interessante porque você aprende a dar valor para as coisas que já parecem tão normais no seu dia a dia. Tipo abrir a geladeira e pegar margarina, por exemplo. Quando você está acampando, não tem geladeira. A não ser que você seja o que eu gosto de chamar de “campista profissional” – vou falar sobre isso em algum outro post. Se você não for um campista profissional, você não tem geladeira. Tem, no máximo, um isopor com gelo – onde fica a margarina, a cerveja, o queijo, as ameixas e, é claro, um pouco de areia e grama. Não tem conforto. Daí quando você volta pra casa, acha tudo lindo e maravilhoso. Sua cama nunca foi tão gostosa, o banheiro nunca foi tão limpo, abrir a geladeira e pegar coisas fresquinhas lá de dentro dela nunca foi uma experiência tão maravilhosa.
Então na madrugada do dia 26 de dezembro eu peguei minhas malas, minha barraca, meu colchão inflável, minhas lonas, lanterna e repelente, e parti para a aventura – 6 horas na estrada, dentro de um carro com mais 3 pessoas (e todas as coisas delas). Foi meio apertado, algumas panelas bateram na minha cabeça durante a viagem, mas deu tudo certo.
Chegando lá, nos deparamos com um camping cheio – que naquela semana veio a atingir sua ocupação máxima: 2.500 pessoas. Não é pouco não, hein? Daí tivemos que colocar as barracas meio que coladinhas umas nas outras. (E, antes que venham perguntar: sim, eu mesma montei minha RESIDÊNCIA DE LUXO. Ok, os meninos me ajudaram um pouco, mas eu não tenho medo de enfrentar aquelas varetinhas e tecidos e tal). E a estrutura do nosso “acantonamento” era aquela coisa, né – no máximo uma loninha embaixo da barraca. Afinal de contas, a semana seria maravilhosa, tempo bom, alegria sem fim.

Só que... não deu tempo bom. Choveu. Choveu de dia, choveu de noite, choveu quando a gente achou que não ia chover, choveu quando a certeza era de que a chuva não ia parar nunca mais. A primeira noite dentro de uma barraca com a chuva caindo ensandecidamente lá fora foi tensa. Sabe o que é acordar no meio da noite, pegar uma lanterna e iluminar a barraca pra ver se não tem água entrando? É, isso aconteceu pelo menos umas 5 vezes. E no final das contas, tudo ficou praticamente intacto. Ó molhou o meu colchão, que fica encostado nas extremidades da barraca. E, é claro, todas as minhas coisas ficaram úmidas. Sabe o que é dormir num travesseiro úmido? É, não é legal. Mas foi tudo melhor do que eu esperava, sabem? Dormi uma semana em uma barraca, debaixo de chuva, e sobrevivi. E quando voltei pra casa descobri que eu tenho a melhor cama do mundo, dentro de um quarto limpo, seco e delicioso.
Aguardem mais posts sobre as minhas férias! Voltarei pra falar de campistas profissionais, praias bonitas, o dia 31 de dezembro e muito mais! BEIJO!
4 de jan. de 2012
oi, estou de volta
Mas, antes de se deliciar com minhas incríveis aventuras em solo catarinense, lamento, mas vou decepcioná-los. Ao invés de contar tudo em um post só, resolvi dividir tudo em postagens diferentes. Dessa maneira, posso contar detalhes que em um texto enorme acabariam esquecidos.
Então você não vai ver nada sobre isso hoje. Mas nos próximos posts você vai ler sobre praias bonitas de Santa Catarina, vida de campista, vida de campista COM CHUVA, comidas de férias, barracas, indiadas, volta pra casa e mais o monte de coisas que eu lembrar.
Ah, sim. Antes de terminar aqui e aproveitando que estamos no novo ano... Que 2012 seja um baita ano pra todos nós. Lembrem-se de que não é o ano que tem que ser bom: ele vai ser o que a gente fizer dele. Portanto, pé na tábua, gurizada! Vamos produzir mais, aprender mais, viver mais. "E postar mais aqui, por favor, Nicole" - vocês dizem.
