23 de fev de 2011

churrasco, barro e chopp – a primeira grande indiada de 2011

Então há alguns dias atrás apareceu na minha caixa de entrada um e-mail muito interessante. O pai de uma amiga estaria de aniversário e a comemoração duraria uns três dias. Ou seja, eu e minhas amigas acamparíamos no local. Como oportunidades de indiadas iguais a essa são únicas, topei na hora.

O combinado do pessoal foi “Entre 8:30 e 9 horas na frente da casa da Nicole”. É claro que às 9 eu ainda estava jogando CittyVille em casa, e fomos partir só bem depois – ouvindo uma seleção de músicas especiais para o final de semana: Como Uma Deusa, Macarena, Tieta, Waka Waka, Sou Foda (em várias versões), entre tantos outros hits que marcaram gerações – e que são um chiclete extremo, mas ótimos para coreografias embriagadas.

Mas é claro que nem tudo foi tão bonito assim. Aparentemente meu amigo que nos levou até lá, que aqui vamos chamar de B., achou que eu estava carregando coisas demais. “Quantos dias tu pretende ficar lá, Nicole?”. “Só o final de semana, ué”. Gente, vamos combinar: eu nem levei tanta cosia assim não. Só que barracas, colchões infláveis e travesseiros ocupam espaço, todo mundo sabe disso. Mas no fim entrou tudo no carro – inclusive as gurias e eu.

Chegando lá, que alegria. Barris e barris de chopp e movimentação de comida sendo preparada na cozinha. Daqui a pouco já começou a tocar uma bandinha germânica e o povo começou a dançar. E depois só foi.

Pra resumir: a sexta-feira foi terminar por volta das 6 horas da manhã de sábado. Rolou fogueira, pessoas virando cambalhota, montinhos, corridas, chopp, Macarena, chopp, grama, cigarros, pessoas pulando a fogueira, chopp, pessoas dormindo dentro do carro, mais grama e mais chopp. Meu AllStar – que um dia foi branco – fez minha mãe chorar quando cheguei em casa no domingo.

O sábado começou cedo – ao som de Sou Foda, que instantaneamente ficou colado na mente das pessoas. Tomamos banho, comemos e tiramos um cochilo, enquanto crianças brincavam com raquetes elétricas ao nosso redor. No almoço, muita carne, acompanhada da Coca-cola mais estupidamente gelada e delirantemente deliciosa já consumida em toda a minha vida.

A tarde foi no mínimo interessante. Pessoal todo sentado bebendo chopp - aliás, acrescentem um “bebendo chopp” em todas as ações citadas nesse post, sempre, por favor – quando começou a chover. Começou aquela alegria de banho de chuva e tal. Fomos para um campo de futebol que tinha ali e começamos a correr de um lado pro outro, chutando uma bola. Até que eu dos meninos, vamos chamá-lo de E., chutou a bola e também um copo de vidro que estava parado por ali – por motivos misteriosos. Rapidamente ele foi carregado por outros meninos, debaixo da chuva que só engrossava.

Visualiza a cena. Os adultos (adultos aqui eu me refiro à pessoas com mais de 30 anos) estavam lá tranquilões, olhando a chuva. De repente surgem uns 8 jovens (aqui eu me refiro aos meus amigos e eu, que temos entre 21 e 25 anos) completamente encharcados, carregando um rapaz com o pé ensangüentado, gritando muito e sorvendo mais chopp. Rapidamente ele foi colocado dentro de um carro - o rapaz, não o chopp – e levado ao posto de saúde, onde levou 5 pontos.

Depois disso, a chuva ficou ainda mais forte. Ficamos todos presos em uma espécie de galpão. Pelo menos tinha chopp, biscoitos e cartas. Logo começou uma roda de canastra e tudo mais. Lá pelas tantas parou de chover, mas o lugar inteiro ficou tomado por lama e barro. Era impossível andar sem ficar com os pés afundados – confesso que não foi uma experiência nada agradável.

De noite rolou um verdadeiro banquete. Carnes enormes assavam encima do fogo e das brasas. Tomates e alfaces e cebolas e recipientes enormes com arroz e aipim cozido, que eu outros lugares é chamado mandioca, pesavam encima da mesa. O chopp, em quantidades absurdas, descia macio como um abraço de mãe. As pessoas começaram a chegar, cada vez mais e mais e mais e mais. A certa altura chegou um cara com um violão, que ficou cantando músicas galdérias e sertanejas, acompanhado de um outro tiozão com uma gaita. Como é regra, a bebida entra e a voz sai. Lá pelas tantas da madrugada, quando todos os adultos tinham ido embora, o pessoal começou a fazer rimas e trovas. No mínimo engraçado.

Pra resumir a aventura, um carro atolou, muitas pessoas tentaram tirar ele do barro e só com uma caminhonete conseguiram. O temporal estragou alguma coisa do reservatório de água e não caia uma gota das torneiras. Tivemos que limpar todo o barro que havia na sede onde dormimos. Bebemos as últimas gotas de chopp. Fomos embora.

Cheguei em casa, comi, dormi e só acordei na segunda-feira. Então tá é isso valeu aí gente até a próooooxima! (piada interna). :D

Fim.

E sim, eu estou relapsa quanto às atualizações aqui do blog. Sorry. Mas mais uma vez prometo que tentarei postar com mais frequência. Vou tentar! Beijo!

4 comentários:

  1. Yeaaah! Grande indiada!
    a primeira de muitas, assim esperamos. hahaha

    Vale lembrar que na parte "rodada de canastra" fomos vítimas de jovens mal intencionados que tentaram nos ganhar em cima de nossa inocencia.

    Então tá, é isso ai, valeu até a proooooooxima!

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  2. Ainda bem que isso tudo não aconteceu no sitio da Familia Lima!

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  3. Bah! Nós realmente começamos bem o ano, a primeira indiada foi muitooo legal!
    Muitas risadas, campbalhotas, Chopp (como tu mesmo citou) entre outras coisas, muitas outras coisas!
    Eu amei! E como diz a Andressa "a primeira de muitass..."

    Valeu a parceria ...até a prooooooxima!
    (=

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  4. E das indiadas que sempre iremos lembrar e rir.

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