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11 de mai. de 2012

ai meu deus, burger king, não faz isso comigo!



Esqueça Mc Donalds, Habbibs, Bobs ou qualquer outro nome desses. Pra mim, Burger King é a melhor rede de fast food do mundo! Não tem nada melhor do que, em um final de semana cansativo  cheio de agito com a turminha da pesada (alô sessão da tarde!), pedir um duplo-cheeseburger-com-bacon-e-sem-picles e comer até se sentir tipo uma jiboia que comeu um rato e pode ficar 2 meses sem comer nada. Só que eu não fico esse tempo sem comer. Enfim, vocês me entenderam.

Aliás, o Burger King foi meu salvador quando eu fiz intercâmbio. Como vocês devem saber, o custo de vida da Europa é mais alto que aqui no Brasil. Então, comida não era algo muuuito acessível para meu bolso de estudante brasileira... Até que eu descobri que o Burger King tinha um lanche promocional: um hambúrguer simples, fritas (ou onion rings!) e refil de refrigerante pela quantia deliciosa de DUAS LIBRAS! Nem preciso dizer que virou praticamente o meu feijão com arroz, né? 

Só que o Hambúrguer do Rei trouxe uma certa decepção na minha vida uns tempos atrás – não sei exatamente quanto tempo. Fui lá, pedi o número 4 sem picles, coloquei a coroa (adoro essa coisa da coroa. Uso sempre! Eu e as criancinhas, né)  na cabeça, esperei um instante e peguei a bandeja com meu lanche. Então peguei o copo, fui servir o refrigerante e tal e.... PERA AÍ. CADÊ A COCA-COLA? 

SÉRIO.

CADÊ

A

COCA

COLA

?

Uma das coisas que tornava o Burger King a delícia que é, além do atendimento rápido, do lanche gostoso e das coroas, era a possibilidade de tomar Coca-cola até não poder mais. Dizem que não é exatamente Coca-cola, né? Me falaram que o que vai nessas máquinas é, na verdade, algum tipo de pó, refresco, sei lá. Porque vocês já notaram que não tem muito gás, né? Verdade ou mito: vocês decidem.

Ok, de novo. Uma das coisas que tornava o Burger King a delícia que é, além do atendimento rápido, do lanche gostoso e das coroas, era a possibilidade de tomar Coca-cola até não poder mais. E então, um belo dia, eles simplesmente passaram a ter Pepsi e seus amigos! 

Poxa, ninguém perguntou o que eu achava. Fiquei chateada. Mas sim, confesso: continuo comendo meus lanches lá, de qualquer forma. Fazer o que, eles tem o bacon que é O MELHOR BACON DO MUNDO!!!1!1!!11eleven

______

E assim, sem a gente se dar conta, acabou o projeto 30 dias 30 posts. Me conta nos comentários: foi bom pra você? BEIJO!

10 de mai. de 2012

ainda não vi vingadores



É com muita vergonha que eu vou confessar pra vocês: ainda não fui ver os Vingadores. Logo eu, que adoro filmes de heróis e filmes em 3D.

E engraçado é que no último domingo estava tudo combinado. Ia eu, meu irmão, meu primo e meu namorado - e meu irmão nunca tinha assistido filme 3D, cês acreditam? Domingo de tarde, trabalhos de faculdade mais ou menos encaminhados, tudo na tranquilidade. Seria perfeito pegar um filminho. Então fomos lá. E esperamos na fila da bilheteria. E... sessão lotada, tendo ingressos apenas para às 21:30 – o que eu achei um tanto quanto tarde assim, para um domingo.

Nossa reação foi soltar um alto FUCK THIS SHIT e ir para ooooutra cidade, em oooutro cinema. Chegando lá... apenas sessões dubladas. PQP! Me recuso a pagar caro pra ir ao cinema e ver filme dublado. Simplesmente me recuso!

Daí fomos comer no Burger King. E, embora eu já tivesse presenciado uma coisa lá, tornei a ficar aborrecida. Conto mais sobre isso amanhã. Sinto uma gripe chegando sem pedir licença.

CAMA, TÔ INDO. Beijo! 

7 de mai. de 2012

Enquetezando!



Não sei se vocês notaram, mas ultimamente eu tenho me aventurado a escrever uns textos assim, mais poéticos, mais trabalhados. Eles fogem do que eu costumava postar com minhas risadas e palavrões e etc etc de sempre. 

Por isso me surgiu a dúvida: será que vocês estão gostando disso? Gostam de ver aqui, de vez em quando, uns textinhos mais bonitinhos? Uns contos e afins? Ou preferem a velha e boa Nicole de sempre? Foi pensando nisso que estou aqui lançando mais uma enquete sensacional!

Peço que meus 3 leitores fieis preencham ela. Dessa forma, vou saber direitinho qual rumo esse blog aqui vai tomar. 



 Não se preocupem, os dados enviados ficaram comigo. Tá? Valeu gente!

6 de mai. de 2012

meu domingo foi assim



Ontem de noite eu vi a maior e mais brilhante lua que já havia visto nesses meus 22 anos de vida. A noite era fria, o sábado estava prestes a se transformar em domingo. Eu vestia um vestido vermelho, sapatilhas douradas, cabelo solto e meio bagunçado. Dentro do salão, a música alta embalava o casamento, os noivos se olhavam como se a melodia toda estivesse tocando apenas para os ouvidos deles, a cerveja era abastecida nos copos que depressa se esvaziavam. Embarcamos no carro e eu dormi com a cabeça encostada no banco, acordando apenas já na casa do meu namorado.

O domingo amanheceu quente. Depois de muitos cochilos e preguicinhas, era hora de voltar pra casa. Almoço de domingo, comidinha caseira feita pelo meu pai. Risadas sem fim ao redor da mesa. Como é bom estar com pai, mãe e irmão.

De tarde, me agarrei em todo o material da aula de terça-feira. Essa semana será noite de prova, então é preciso estar pronto, com os pensamentos alinhados com o que foi ensinado até então. O estudo foi acompanhado por doces, já que é impossível ser feliz apenas lendo e quebrando a cabeça. 

Mas todo trabalho duro merece sua recompensa. Com minhas botinhas de cowboy, fui ao cinema – para descobrir que os ingressos para o filme que eu queria ver estavam esgotados. Daí foram idas e vindas, litros de refrigerante, muitas ligações e encontros, quilômetros rodados. Acabei perto de Porto Alegre, em um lugar que vende cachorro-quente. Só que eu não comi nenhum. 

5 de mai. de 2012

reserva indígena


Acordei às 7 horas da manhã. De um sábado. Joguei na garganta um café preto, fumegante e sem açúcar. Vesti uma calça jeans guerreira e um sapato de combate. Passei uma pitada de protetor solar e base no rosto.  Amarrei um lenço no cabelo e saí.
Depois de uma pequena confusão na universidade, que teve final feliz, parti com meus parceiros de desafio com uma câmera profissional, um microfone de lapela e um tripé debaixo do braço.
Passamos a manhã toda enfurnados em uma reserva indígena chamada Por Fi, que fica em uma cidade próxima, São Leopoldo. Falamos com caciques e senhoras que fazem artesanato. Aprendemos sobre espíritos e rituais. Vimos crianças correndo descalças, sem entender uma palavra do que estávamos dizendo – mas que mostraram um grande interesse pelas câmeras e equipamentos. Fomos apresentados a uma cultura que separa as pessoas devido à forma do desenho da unha – e que já casa os filhos quando eles têm entre 13 e 15 anos. Vimos cães, árvores, índios dirigindo Chevetes, taquara sendo transformada em arte.
O sol torrou nossa cabeça, as muitas horas de pé cansaram nossas pernas. Mas foi bom.
E disso tudo aí vai sair um documentário. Ou pelo menos esse é o objetivo. Aguardem para ver.
Agora eu vou lá estudar para outra prova. É... Quem aqui nunca gastou um sábado com compromissos única e exclusivamente acadêmicos?

4 de mai. de 2012

a doação de sangue



A vida anda sorrindo pra mim: eu sou jovem, saudável e tenho total possibilidade de fazer o bem. É por isso que no último sábado eu saí cedo de casa, levando a tiracolo um namorado sonolento, uma térmica gigante de café e um saco de rosquinhas de polvilho, e me enfiei dentro de um trem com destino à Porto Alegre. A missão do dia? Doar sangue.  

Como eu já comentei aqui, o pai de uma amiga minha vai precisar fazer um transplante duplo, e por isso precisa de 50 doadores de sangue. Pois é, eu fui fazer a minha parte. 

Preciso dizer, antes de qualquer coisa, que gostei bastante da organização lá na Santa Casa. Ao entrar no recinto, pega-se uma fichinha numerada. Logo seu nome já é chamado. Então faz-se um pequeno cadastro, com direito a foto. Nesse momento, um pequeno parêntese. (A moça do cadastro perguntou se eu era casada. Eu disse que não, que era solteira – porque na minha cabeça, nesses cadastros aí você põe que é casado ou solteiro, não é? Só o Facebook que permite mais opções e tal. Enfim. Disse que era solteira. E depois Vitor veio me dizer que havia dito que tinha uma companheira – e ainda apontou pra mim. A pobre tia do cadastro deve ter ficado confusa... Mas ok, continuamos o texto. Fecha parênteses). Depois do cadastro, você senta um pouco e aguarda. Depois, é chamado em outra sala, dessa vez para responder uma bateria de perguntas.

- Você está gripado?
- Você tomou café da manhã? Que hora?
- Já fez algum transplante? Já precisou de transfusão de sangue?
- Namora há mais de 6 meses?
- Usa drogas? Fez tatuagem? Teve alguma doença sexualmente transmissível? Acha que está apto a doar sangue? 

Etc,  etc, etc.
E eu lá: NÃO. SIM. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. NÃO. N ops SIM. 

Deeeeeepois, volta-se para a sala de espera. Depois de um tempo a função toda começa (que eu acho a parte mais legal. Se você tem medo de agulhas e afins, não é tão legal assim). Você vai para uma salinha, e uma tia simpática mede sua pressão (11 por 7), sua temperatura (36,7) e pica seu dedo para pegar uma gotinha de sangue. Esse sangue vai numa maquininha lá, e eu não faço nem ideia da função dela. Então, ok, hora de dar seu sangue pros outros. 

Nicole deita numa cadeira. Vem o cara simpático e espeta o braço dela com um agulhão. Nicole se concentra em outras coisas. Qualquer coisa, qualquer coisa que mantenha a cabeça longe do que está acontecendo. Afinal de contas, é meio medonho saber que tem uma agulha gigante enfiada no seu braço, enquanto seu sangue sai e vai preenchendo uma bolsinha plástica. Então, quando for doar, não pense nisso. Pense no lanche que vem depois, na televisão, nos posts do blog, nas suas unhas. Pense em qualquer outra coisa.


Porque na verdade, doar sangue não dói absolutamente nada – tirando a parte da primeira espetada da agulha. 

Depois só vai. Literalmente, só vai. 

Então depois é hora de comer um lanche, encher o corpinho de líquidos e ser feliz! =)

Viu que lindo? Quero doar de novo e de novo e de novo - e continuar doando enquanto eu puder.

Tá, agora vou lá, porque essa tarde de sexta-feira tá cheia de trabalho! FUI! 

2 de mai. de 2012

entardecer do feriado


O dia vinha chegando ao fim, trazendo no céu as cores características que surgem um pouco antes do anoitecer. A palheta era bonita e delicada. Abri o cadeado de ferro e saímos com o cachorro para passear. Ele e o cão saíram andando e eu parei. A cena daqueles dois pintados pelo final da tarde era tão bonita que eu não resisti: interrompi o passo no meio da rua e fotografei os dois caminhando em direção ao horizonte. 

Ele me esperou. Enganchei no braço dele, escondi minha mão gelada na dobra do casaco e continuamos o passeio. As pedras irregulares da calçada faziam eu prestar atenção em onde colocava minhas botinhas marrons. Chegamos em uma pracinha, sentamos no balanço. Em silêncio, o balanço ia e voltava. Só se ouvia o ranger das correntes, a criança que chutava uma bola ali perto e o choro baixinho do cachorro, que queria passear mais. 

Saímos daquele clima relaxado e seguimos em frente. Paramos perto de uma pilha de lenhas, em um lugar que dava para ver a cidade inteira. O crepúsculo havia chegado, afinal, e as primeiras luzes começavam a se acender, prontas para a escuridão que se anunciava. Tiramos fotos e observamos tudo ao redor. Aquele momento era único, aquele entardecer não deveria ter fim. 

Mas cada vez ficava mais escuro, e o frio vinha sem trégua. Voltamos a passos lentos para casa, falando com vozes grossas e rindo de coisas só nossas. Quase de volta ao cadeado de ferro, eu apertei a mão dele com mais força. Tudo estava do jeito que deveria estar.

1 de mai. de 2012

nadismo



Se num desses sábados aí eu fui para Porto Alegre aprender a fazer pão, num domingo eu fui pra capital dos gaúchos aprender a fazer... nada! Vem cá... você já ouviu falar em nadismo?

Esse vídeo aqui vai explicar:


Quem deu o curso foi o Marcelo Bohrer, o próprio fundador desse movimento. Primeiro ele falou sobre como as pessoas hoje em dia estão aceleradas, que querem fazer mais coisas num espaço menor de tempo, que se tem tempo livre ficam nervosas, se fazem algo que não é produtivo se sentem culpadas, etc etc. Nem preciso dizer que me identifiquei com cada um dos casos que ele citou. A senhorita Duracel aqui, se pudesse, tiraria fora da rotina essa coisa de “dormir” - ficar deitado tanto tempo ao invés de estar produzindo, que desperdício!

 Escutar que viver contra o tempo pode me trazer um milhão de problemas foi como um tapa na cara. E olha que eu já sabia de tudo isso.

Então, de repente, o Marcelo disse: bora praticar?

E então fomos para um parque, deitamos em colchonetes e tivemos a missão de ficar 40 minutos deitados, fazendo NADA. Sem dormir, sem ficar lendo, sem jogar Angry Birds. Parece fácil pra você? Pra mim foi uma das coisas mais complicadas dos últimos tempos. 

Deitei ali, mas minha cabeça trabalhava mais do que nunca. Fiquei planejando como ia embora dali, se ia passar no shopping e comer alguma coisa. Pensei na fome que eu estava e em todas as opções de coisas que eu poderia comer. Pensei na semana longa que estava vindo, e comecei a montar uma agenda das atividades da faculdade na minha cabeça. Pensei no TCC. E, num momento de desespero, saquei o celular para verificar quanto tempo já havia passado. Fui repreendida pelo meu namorado, que estava deitado no colchonete ao lado do meu.   

A cabeça começou a me metralhar de coisas de novo. E comecei a ficar incomodada com o colchonete, com minha roupa, com as formigas, com a grama que encostava em mim. Não permaneci numa mesma posição por mais de, sei lá, 3 minutos. 

Então, quando eu já pensava que não ia conseguir ficar mais um minuto sequer deitada, percebi que o tempo tinha passado. Sim, senhoras e senhores. 10 minutos de nadismo que demoraram, pra mim, uma tarde inteira pra passar. Então conversamos sobre como havia sido a experiência e tchanãaaan: descobri que o nadismo que eu havia feito estava errado. 

Sério. Fiz NADA da forma errada. Dá pra acreditar? 

E, de mais a mais, desde aquele dia eu posso contar nos dedos da mão as vezes que parei para praticar o nadismo: ZERO. Mas sei lá, a ideia me parece bonita – na teoria. O que vocês acham?

30 de abr. de 2012

curtinhos


- Passou o Kerb e uma boa parte dos trabalhos mais pesados da faculdade. Acho que estamos no caminho de entrar na nossa programação normal, finalmente. Será? (:

- Ando muito viciada no Pinterest. Entrem, vejam como é, se apaixonem e me sigam clicando aqui.

- Tenho um casamento pra ir no próximo final de semana e não faço nem ideia de que roupa usar e se vai ser frio ou calor ou o que. SOCORRO. 

- Ir na academia às 6 da manhã, quando o dia ainda é escuro e o frio é de rachar: tem que ter MUITA disposição. E às vezes parece que meu cobertor vira um polvo ao meu redor e eu simplesmente não consigo resistir. 

- Tchau.

28 de abr. de 2012

parabéns, déia



Não sei se vocês sabem, mas em meados de 2009 eu fiz um intercâmbio para a Inglaterra. E, muito mais do que andar de avião pela primeira vez, conhecer a cultura inglesa e comer coisas esquisitamente apimentadas, eu tive a chance de conhecer pessoas super especiais.

Uma dessas pessoas especiais está de aniversário hoje. E esse é o meu presente para ela. Fala sério, tem algo mais digno do que ser mencionado no Blogando com Nicole? Não há dinheiro no mundo que pague. Ok, há sim, se vocês quiserem pagar nós podemos conversar. UHAUIHEIAHEIUAHE  

Mas então. Essa pessoa se chama Andréia. Ou como eu gosto de chamar, DÉIA SUA LOCA. Ela é professora, divertida, linda, poderosa, cheia de energia e disposição, cheirosona e carinhosa. E, ainda por cima, gosta de Beatles, Nirvana e McFly.

Déia, tu merece tudo de mais lindo e perfeito e sensacional e maravilhoso que existe. Isso porque tu é uma daquelas pessoas que simplesmente aparecem na nossa vida e marcam presença de uma maneira sem igual.
Eu e o Vitor (que está aqui escrevendo o post junto comigo) te amamos! :o)

Feliz Aniversário!



P.S.: Gente, a Déia tá solteira, tá? Qualquer coisa, entrem em contato e tal. Hihi. Até. 

27 de abr. de 2012

puts! falhei!



Galera, essa sexta-feira foi punk e cheia de imprevistos. Desculpa, mas vamos ficar sem histórias mirabolantes hoje. Preciso mesmo é de um banho e um cobertor. Ou vou acabar morrendo de estresse aos 22 anos.
Não chorem, amanhã eu tô de volta.
O projeto dos 30 posts chegou na sua metade, mas tô achando que eu vou falhar. Será?  

26 de abr. de 2012

o pai do ano



Eu tinha escrito um post enorme para postar hoje, com toda a explicação sobre o curso de nadismo que eu fiz. Mas daí postaram pra mim esse vídeo lá no Facebook. E pronto, é isso. esse vídeo foi a melhor coisa do meu dia. Melhor que qualquer post sobre nadismo.


Que pai mais querido! Eu também vou ensinar músicas do Queen pros meus pequenos, quando eu tiver eles. 

25 de abr. de 2012

o porquinho



Olha só que coisa mais querida esse desenho que estava nas plaquinhas do buffet lá no restaurante Girassol hoje! Alguma pessoa de bom humor desenhou um porquinho ali, onde poderia estar apenas o nome do prato. Quase comi o porco só por causa da plaquinha, mas eu queria comer um negócio mais light, então deixei assim mesmo.


Enfim. Acho muito legal quando essas coisas diferentes e tão singelas surgem no meio de um dia comum. É aí que tá a graça da rotina. Um detalhe divertido e fora do comum pode garantir um momento feliz. :D
É por isso que eu costumo desenhar dinossauros nas minhas listas de tarefas. Eles sempre têm uma boca gigante e dentes pontudos. Eu e a colega que senta ao meu lado passamos uns minutinhos divertidos decidindo que cor bizarra vai ser o dinossauro do dia. O último foi marrom com um olho verde gigante. É apenas uma to-do list, mas com um toque pessoal e irreverente. E eu gosto muito de dinossauros. 

Pensando bem, os almoços dessa semana têm sido muito inspiradores, né? Renderam o post de hoje, o post de ontem... Aliás, acho que a hora do almoço, de uma maneira geral, é um período onde muitas coisas interessantes podem ser observadas. E tudo pode virar assunto. Segunda-feira, por exemplo, eu resolvi almoçar na agência e pedi comida – ao invés de sair para almoçar, que é o que eu costumo fazer. Na minha marmita, o arroz e o feijão vieram lado a lado – ao invés de um por cima do outro, como é habitual. O problema é que a pessoa que montou minha marmita, seja lá quem foi, teve a ideia de colocar o meu bife à milanesa por cima do feijão. E todo mundo sabe (ok, acho que ninguém sabe) que eu tenho uma espécie de TOC com isso. Na minha lei universal gastronômica, as comidas não podem se encostar. A única exceção é o caso do arroz, que pode vir com feijão, com strogonoff, com o que tiver direito. Daí veio o bife naquela situação. Raspei o máximo de grãos e tal que tinha e comi mesmo assim, mas não se antes dar uma bufada de resignação. 

O que será que vai rolar na hora do almoço amanhã? Veremosssss! Até lá! (:

24 de abr. de 2012

o casal de idosos da mesa ao lado



Saí para almoçar com os meninos da agência e, enquanto esperava o último colega raspar o potinho de doce, fiquei olhando para tudo e para o nada ao mesmo tempo. As plantas, o programa esportivo que passava na televisão, as pessoas que estavam se servindo no buffet. Até que um casal de uma mesa próxima me chamou a atenção.

Era um casal de idosos. Ela usava um casaquinho com botões dourados, um coque alto na cabeça e uma presilha de flor daquelas bem antiguinhas. Ele usava um óculos na ponta do nariz, tinha uma careca brilhosa e tomava uma taça de vinho. 

Ela foi buscar uma sobremesa e ele ficou sentado, como braço por cima do espaldar da cadeira do lado. Então ela voltou com o potinho de inox na mão, sentou em frente a ele na mesa e começou a comer bem devagar. Ele ficou apenas contemplando ela, em um silêncio simpático. Essa espera é um tempo ínfimo do que eu imagino ser a história deles. 

Quem é que não sonha em ficar velhinho com quem ama? Vi meu futuro ali e achei lindo. 


A tarde vai ser boa. <3

23 de abr. de 2012

fui ver titanic 3D


 Desde o dia em que eu vi que sairia uma versão 3D do Titanic, já fiquei com as entranhas reviradas de tanta ansiedade. Esse filme é um dos tops da minha lista de “filmes que eu sempre vou parar para assistir se por acaso estiver passando na televisão”. Nessa lista ainda entra o Casa Comigo, De repente 30 e qualquer um dos Harry Potter ou Senhor dos Aneis. Mas Titanic é quase imbatível. 

Foi um dos primeiros filmes de verdade (que não era desenho animado e tal) que eu fui assistir no cinema. Eu tinha o que, uns 7, 8 anos, e fui com a escola. Lembro que depois, em sala de aula, tivemos que fazer um desenho sobre o filme. Eu, é claro, desenhei Jack e Rose de braços abertos na ponta do navio (enquanto meus coleguinhas fizeram desenhos óbvios e sem sentimento das fornalhas ou do tamanho do convés). Fiquei apaixonada por esse história de romance proibido, de ir contra as ideias dos outros, de fugir pelo navio em pleno naufrágio – e morrer congelado de puro amor. 


Então, no mesmo final de semana que estreou o filme, convoquei uma amiga e meu namorado para ver qual seria a vibe do iceberg em 3D. Mas no fundo no fundo, vou confessar aqui pra vocês, eu queria mesmo é assistir o filme de novo em telão, com ou sem efeitos visuais diferentes. 

Chegamos lá no cinema com uma hora de antecedência e a fila já estava enorme. Detalhe que era um domingo de noite. Quem sai de casa num domingo de noite para assistir um filme que tem 15 anos de idade? Resposta: eu e mais toda a galera que lotou – repito, lotou – a sala de cinema. 

Então o filme começou e tenho que dizer: no início eu fiquei prestando atenção para ver se os efeitos 3D eram mesmo espetaculares – já que por trás de tudo isso tinha o James Camerom, responsável também pelo Avatar. Achei que estava tudo muito lindo. É claro que eles tiveram algumas limitações, né. O filme é antigo, coisa e tal... Mas eu achei que funcionou. 

Eu estava ali, mega observadora. Mas então foi só o Bill Paxton dizer “está pronta para voltar ao Titanic?” para aquela velhinha que... sei lá, foi mágico. Eu estava assistindo, de novo, um dos meus filmes favoritos. Embarcando naquele navio com cheiro de tinta fresca e louças nunca usadas, com elegantes jantares e todo aquele mundo de fofocas envolvendo os ricos. Eu poderia tirar o óculos 3D que meu encantamento não teria diminuído. Chorei nas mesmas partes de sempre – Jack indo para o fundo do oceano congelado é de uma tristeza sem tamanho – e fiquei tensa exatamente como em todas as vezes que assisti. Tudo lindo!

I LOVE TITANICCCCCCCC!!!!!!!1!11!11one!!!!!!

Respira. Respira.

Ok, estou pensando seriamente em ir de novo. Alguma parceria?

22 de abr. de 2012

da vida – e sobre morder ela com vontade



Algumas coisas nos fazem perceber que a vida é um sopro. Que num momento nós estamos aqui, felizes – ou infelizes por coisa pequena (ah, o tempo que perdemos com isso...), e no outro podemos não estar mais. E isso pode acontecer também com as pessoas que amamos.

O irmão do meu vizinho estacionou o carro para se proteger de uma chuva, lá em Porto Alegre. Então um outdoor caiu encima do carro e ele morreu. Uma amiga de um amigo foi atropelada e passou, na hora, para “o outro lado”. Um cara que encenou um teatro de A Paixão de Cristo puxou a corda errada e acabou morrendo enforcado. A moça do livro que comecei a ler essa semana (e por isso que pensei em escrever esse post) perdeu o marido em um estúpido acidente de trânsito.

São coisas assim. Não têm hora pra acontecer, não avisam, não são possíveis de adivinhar. Simplesmente acontecem, por um motivo ou por outro. E isso me dá um calafrio. E uma vontade de viver tudo. Agora, já, nesse momento.

Sabe aquela história de morder a vida? É isso que deveríamos fazer diariamente. Agradecer por mais um dia, ser legal com as pessoas, amar todas como se fosse o último dia. Rir, dancar. Reclamar menos dos empregos e do arroz duro do restaurante. Aceitar as pessoas do jeito que são. Deixar de fazer tantos planos para aproveitar mais o que temos aqui. O presente. É, é um presente mesmo. Vamos deixar de adiar as coisas e fazer tudo aquilo que a gente não faz por medo. Vamos fazer tudo como se não houvesse amanhã, como se fosse a última chance. Porque, invariavelmente, alguma hora vai acabar sendo.

Um incentivo para alegrar o final do domingo, que sempre tende a ser meio deprê. Que a semana seja ótima para todos nós! 

21 de abr. de 2012

ainda tô meio bêbada, eu acho


Não sei se estou nas condições ideias para escrever um texto para o blog hoje. Não, não aconteceu nada grave. O que aconteceu foi o primeiro dia do Kerb. Quem assina meus feeds do Facebook sabe que essa é uma data por mim muito esperada. Trata-se de uma festa de origem germânica. Beeeeem na realidade, o Kerb é a festa  de  aniversário da  inauguração  da  Igreja  Evangélica de  Confissão Luterana no Brasil. Mas hoje em dia essa ideia mais religiosa se perdeu, e a comemoração se resume a uma palavra: chopp. Ou três: enchente de chopp.

Eu tenho um grupo de amigos, e temos um grupo que se chama RAZ. No Kerb existem vários outros grupos como o nosso. E a galera toda se reúne, bebe chopp, arrisca dançar umas bandinhas e aproveita toda a programação que a cidade prepara para esses dias especiais. Hoje de manhã, por exemplo, começaram os jogos germânicos: cabo de guerra, corrida de tamancas, tomada de tempo para cortar madeira...  De tarde, várias bandas se apresentaram nas diversas áreas que haviam por lá.

Isso quer dizer que eu comecei a beber às 11 da manhã e só fui para agora a pouco. E eu estou cansada. E sei lá, meio bêbada ainda. Sei lá. Preciso deitar. Porque, afinal de contas, tem mais Kerb amanhã. E eu conto, daí, como foi.
Fiquem com uma foto para ilustrar o dia de hoje. Já que dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras...


20 de abr. de 2012

em caso de TPM, fique em casa (ou "o caso do vestido rosa de bolinhas")



Achei esse post velho no meio das minhas coisas. Nunca tinha postado ele aqui. Achei simpático para uma sexta-feira. Levinho. Espero que gostem. :-)
......
Muita gente diz que não devemos ir ao supermercado quando estamos com fome. Essas pessoas, seja lá quem forem, estão cobertas de razão. Se você está com o estômago vazio, invariavelmente sairá do súper com sacolas (ou eco-bags, caso você seja eco-friendly – ou eco-chato...) recheadas de tudo aquilo que os nutricionistas dizem que você não deve comer. Tipo congelados, biscoitos, chocolates, potes de doce de leite, etc etc. Quem está com fome não vai comprar brócolis. Quem está com fome compra bacon.

Alguém deveria dizer também que você não deve ir em uma loja quando está na TPM. Em nenhum um tipo de loja. Nem farmácias. Aliás, muito menos farmácias. E eu digo isso por experiência própria.

Num desses finais de semana aí, fui encontrar uma amiga minha em Novo Hamburgo. Era o Mc Dia Feliz e íamos ao Mc Donalds fazer o bem (ou comer hambúrgueres com a desculpinha de estar fazendo o bem). Nosso ponto de encontro determinado foi o shopping. Enquanto ela não chegava, entrei na Renner e fiquei zanzando pelas araras. Estava no auge da TPM, me sentindo a pessoa mais feia, gorda, sem talento e sem amigos do mundo. E, para completar, naquela noite eu tinha um pub com os amigos para ir. E nenhuma vontade de usar, naquela noite, qualquer roupa que não fosse um pijama.

Então, no meio de camisas e malhas eu vi um... vestidinho rosa de bolinhas brancas. Curtinho, tomara que caia, com botões na frente. Ele olhou pra mim. Eu olhei pra ele. E foi como se o anjinho e o diabinho tivessem aparecido nos meus ombros assim, do nada. E o diálogo começou.
 Diabinho: - nossa, tu precisa ter esse vestido. 

Anjinho: - ele é bonito mesmo, mas tu prometeu que não ia comprar mais nada, lembra Nicole? Época de controlar os gastos, coisa e tal...

Diabinho: - mas um vestido desses não é sempre que se encontra. E olha só, só tem um do tamanho dela. Um só. O último da arara!
Anjinho: - talvez esteja aí há muito tempo e ninguém tenha gostado. Talvez esteja com alguma falha! Deixa ele aí, Nicole, e vamos olhar outra coisa...
Diabinho: - tu vai deixar um vestido desses de lado? Ele custa só 90 reais... em 5 vezes sem juros... Já calculou?
Anjinho: - você acha que 90 reais é pouco por um vestido? Não é não, é um absurdo!
Eu mesma: - tá, gente, eu só vou ali experimentar ele. Não quer dizer que eu vá comprar. E acho que nem vai servir mesmo. Tô tão gordinha...
O anjinho fez uma cara infeliz e resignada, de “eu já sei onde é que isso vai terminar”. O diabinho não disse nada, mais. 

Então eu experimentei o vestido e ele me deixou magra. E mais alta, o cabelo mais brilhante, a pele mais bonita e lisa. Que tipo de substância eles colocam em provadores, que deixam as pessoas com a ilusão de que elas estão melhores do que na verdade são?

Daí eu fui lá e comprei, né. E, parando pra pensar, não me arrependi dessa compra não. Usei no tal pub de noite e me senti bonitona. Mas mesmo assim, gastei mais de 100 reais num dia que o único objetivo era comer um Big Mac. Por isso, amigas, fica aqui o alerta: em dia de TPM... FIQUE EM CASA! 

Até a próxima! ;)

19 de abr. de 2012

agora o papo é sério


Oi gente! Eu nunca pedi nada aqui no blog. Ok, talvez eu tenha pedido alguns presentes de aniversário, ou alguns likes na minha página do Facebook, mas nada muito além disso. Dessa vez, venho aqui com um pedido mega sério. Eu sei que tenho leitores de tudo o que é parte, por isso aproveito esse espaço para ajudar uma amiga muito especial.

O pai da minha amiga Kátia Oliveira de Souza está com uma doença muito má. Cirrose hepática. Ele está num estado não muito bom, e vai precisar de um transplante duplo: fígado e rim. Para isso, é preciso ter 50 doadores de qualquer tipo sanguíneo para doar no banco de sangue da Santa Casa (Porto Alegre). As doações devem ser feitas no nome de Izaltino Lemes de Souza.

Esse sábado, em função do feriado, o banco de sangue estará fechado. Mas pretendo estar lá no sábado da semana que vem. Quem quiser pode ir encontrar comigo lá e aproveitar pra fazer o bem! ♥

Doar sangue não dói, é fácil, não exige praticamente nada e ajuda muitas pessoas! Para saber mais sobre doação, cliquem aqui.

Peço que ajudem a divulgar essa campanha. A Kátia é querida demais e merece esse apoio!
Bora lá ajudar?

18 de abr. de 2012

o drama

Atualmente, o tema central da minha vida é a minha monografia. É claro que ela vem acompanhada de um monte de coisas do meu dia a dia, né: todas as noites de aula que tenho, os trabalhos da agência, o namorado, a família, azamigas, os livros (que não tem a ver com o TCC) que estão formando uma pilha cada vez mais assombrosa na minha mesa de cabeceira. Mas mesmo assim, a cada coisinha que eu faço, eu penso na monografia. Ou na CULPA que eu sinto por estar fazendo outras coisas e não estar fazendo ela.

Conheço várias pessoas que estão na mesma situação que eu. Algumas estão mais adiantadas e vão entregar o trabalho pronto agora, na metade desse ano. Outros, assim como a Nicole aqui, estão apenas na fase de produção do projeto de mono – mas eu não consigo enxergar dessa forma, como um negócio simples. Pra mim, é a reta final. Se a faculdade toda foi de boa, chegar a hora de levar MUITO à sério. Depois de tanto tempo tendo aulas de fotografia, escrevendo notícias pelo Campus, desenvolvendo reportagens e gravando boletins, chegou a hora de, bem, ser jornalista. Ter um diploma. Não que isso vá mudar minha vida, mas vai ser um mega passo e tal.

Na verdade, eu só tô exaltando a importância da monografia pra ver se vocês compreendem os posts meio aleatórios e curtinhos que estão vindo nesse especial de 30 dias 30 posts. Mas logo as grandes histórias virão. Eu nem falei do curso de nadismo ainda...

Então, até a próxima – que já é amanhã! BEIJO!