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17 de abr. de 2011
a triste história do meu celular problemático
No final do ano passado eu resolvi passar o meu telefone pré-pago para pós-pago. Uma das razões foi que eu não aguentava mais ficar sem cartão e ter que ficar ligando para os outros à cobrar (tri pobre). E a outra razão foi que fazendo essa troca, a compra de um outro aparelho é tri de barbada, baratinho e tal. E eu andava querendo um smarthphone. Então em dezembro eu adquiri um telefone todo bonito e rosa, um C3, pela bagatela de R$49,90. Quase dado.
O nosso relacionamento ia às mil maravilhas. Eu twittava de dentro do ônibus, do cinema, pesquisava coisas, mandava um milhão de torpedos, ligava pra todo mundo, escutava música na academia, etc – essas coisas que todo mundo faz com seus telefones. Até que o problema começou a acontecer.
Eu estava em uma botequinho com duas amigas, quando um amigo meu me ligou. Eu atendi, de uma maneira costumeira: “Oeee” – estilo Sílvio Santos. E ele: “aloô? Nicole? Aloooouuuuuwww?”. E eu fiquei meio sem entender. Afinal de contas, eu tinha atendido a droga do telefone... Daí eu berrei que estava em determinado local, e ele me ouviu. Mas, vejam bem, eu tive que berrar. Em público. Pois é.
E daí começou. Algumas pessoas me ligavam e me ouviam normal. Outras gritavam: “NÃO TÔ TE OUVINDOOOO, A LIGAÇÃO TÁ BAIXAAAA!!!”, sendo eu EU escutava perfeitamente tudo. Então eu resolvi que assim não dava mais e levei meu aparelho para uma autorizada, que enviaria ele para a assistência técnica lá em Porto Alegre. Ele ficou lá por 15 dias, e eu tive que colocar o chip no aparelho antigo que tinha.
Até que ontem eu fui lá buscar ele.
Chovia muito em Novo Hamburgo, mas eu e minha sombrinha vermelha enfrentamos as duas quadras que eu precisava caminhar. Chegando lá...
Moça da loja: - Tá aqui o aparelho. Foi feita uma atualização de software.
Eu: - mas por que foi feita uma atualização de software? Eu pensei que o problema fosse no microfone, ou alguma coisa assim...
Moça da loja: - É, mas provavelmente a Atualização do software resolveu o problema.
Eu (já desconfiada): - Hm, beleza, vou testar então.
Coloquei o chip nele, liguei pro meu pai e logo começou o habitual: “alô? Nicole? Não tô te ouvindo! Alo? Aloww??”. Então eu olhei pra moça e disse: “Não funciona!”. O que me leva a pensar: porra, mas eles não testam as coisas? Que sacanas! Então a moça ligou para mim pra ela ouvir com os próprios ouvidos. Ou não ouvir, na verdade. Realmente, não funcionava.
Moça da loja: - Tu quer mandar de volta para a assistência técnica? – ela ainda teve a audácia de perguntar.
Eu: - Mas é ÓBVIO que eu quero mandar!
Não, não, deixa assim, quero continuar com esse telefone que as pessoas não me escutam. É bom falar sozinho... NOT.
Então, amiguinhos, estou sem meu telefone rosa e lindo. E ficarei mais 10 dias sem ele. Quer dizer, isso se ele voltar consertado dessa vez... Vamos esperar pra ver.
Alguém já teve algum problema desse tipo? E ainda nessa linha kind of tecnológica, aguardem o post “Comprei um notebook – logo, sou pobre”. Beijo!












