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8 de jan. de 2015

Hostel Suites Florida: opção barata e bacana em Buenos Aires

Onde ficar em Buenos Aires? Ou melhor, onde ficar em Buenos Aires sem gastar todas as suas economias, mas com um tanto de conforto + a possibilidade de conhecer gente do mundo inteiro? Minha sugestão: o hostel Suites, onde me hospedei recentemente.

Na viagem que fiz para a Argentina em julho de 2013, fiquei no hotel D’Artist, no bairro Centro. O quarto triplo era top: camas confortáveis, calefação, ar condicionado, televisão, frigobar, banheira, torneiras de água quente, aqueles shampoos em miniatura que todo mundo adora levar pra casa, etc. O café da manhã era de novela – com croissants e sucos mil -, o atendimento era impecável e o lugar era mega cheiroso (eu reparo nessas coisas). No entanto, gastei muitas Dilmas (ou Cristinas) nessa brincadeira. Se você está disposto a gastar um pouco mais, recomendo o lugar sem sombra de dúvida. Agora, se a ideia é gastar menos com hospedagem e mais com alfajores, tem um lugarzinho especial para você conhecer.

O pacote de viagem que fiz agora em dezembro/janeiro, contava com transporte e hospedagem em hostel. Como um nunca havia ficado em um, tinha uma imagem um tanto quanto deturpada desses locais – quartos abarrotados de pessoas do mal, meus pertences à mercê do entra e sai de gente, um único banheiro para 80 pessoas... Ok, pode até ser que alguns hostels sejam assim mesmo – e deles eu prefiro tomar distância, mas o Suites não tem nada disso.

Hostel Suites é uma rede que com conta com acomodações em diferentes lugares: HS Mendonza, HS Obelisco, HS Palermo e HS Florida. Fiquei nesse último e posso dizer que foi uma experiência e tanto. O prédio fica praticamente na esquina da avenida Corrientes com a famosa calle Florida – dois pontos movimentados e cheeeeios de comércio, perto de praticamente tudo!

São 10 andares e cada um deles tem um tema. Fiquei no 9º andar, que trazia a Mafalda ilustrando as paredes (tem como não amar?). Os outros andares traziam Maradona, Carlos Gardel e Che Guevara, por exemplo. O quarto em que fiquei tinha espaço para 6 pessoas – 3 beliches -, ar condicionado, 6 lockers (armários que você pode fechar com cadeado, que tem espaço para duas malas grandes!), várias tomadas e banheiro privativo. Isso mesmo, um hostel que tem um banheiro por quarto. Achou pouco? Pois a diária ainda trazia um café da manhã bem gostoso, com pães quentinhos, dulce de leche, suco, cereais, iogurte e tudo o mais.

Além disso, toda tarde há uma lista na recepção, e se você chegar a tempo pode colocar seu nome e faturar uma jantinha grátis! Em um dos dias eu peguei o “ticket janta” e comi um pratinho de macarrão com molho bem honesto, hein? Nas paredes da recepção há um calendário semanal com diferentes passeios e programações, de visitas à Tigre até pub crawl por Palermo, para todos os gostos. Também há uma cozinha comunitária, wi-fi em todos os quartos e computadores disponíveis para o uso do pessoal. É tanta coisa legal – e olha que eu nem estou sendo paga pra fazer essa propaganda toda haha.

Como nem tudo são flores, tem uma coisinha que devo alertar vocês: os elevadores às vezes não funcionam. Não foi nem uma nem duas vezes que tive que subir de escadas até o nono andar... E fiquei PRESA no elevador duas vezes, uma por excesso de pessoas dentro :( e outra porque faltou luz. O fato é que são dois elevadores para um prédio de 10 andares. Dá para imaginar a quantidade de viagens que eles fazem durante o dia. Enfim. 

O clima por lá é pura descontração e agito, por isso acredito que ele é mais recomendado para quem está viajando sozinho ou com amigos - mas não acho que uma família inteira não poderia aproveitar também, hein?

Com as amigas do Rio Grande do Sul e novos amigos de São Paulo, na recepção do Hostel Suites Florida


Adorei ficar em um hostel. A possibilidade de conhecer pessoas novas é muito, muito grande. Nos 6 dias que estive em Buenos Aires, tive a felicidade de fazer amizade com gente muito bacana de São Paulo, do Espírito Santo e da própria Argentina. A quantidade de brasileiros que havia por lá era bem grande, o que tornava as coisas muito mais divertidas. Em questão de poucas horas, já éramos melhores amigos uns dos outros – estar longe do país faz isso.

VÁ SE: você quer gastar pouco, se divertir muito e não se importa com privacidade (dividir um quarto com mais 5 pessoas pode não ser fácil para alguns).

NÃO VÁ SE: você gosta de silêncio, quer um lugar muito confortável e com serviço de quarto.

Well, depois me conta como foi! E se você tem alguma história ou dica de hostel pra contar, deixa aqui nos comentários!

Hostel Suites Florida:
Localização: nota 10
Custo-benefício: nota 10
Atendimento: nota 9
Acomodação: nota 9
Voltaria lá? SIM!

6 de jan. de 2015

Réveillon em Buenos Aires

Entre casas a dezenas de quarteirões do mar e acampamentos debaixo de chuva, nos últimos anos eu tenho comemorado o réveillon na praia, seja no Rio Grande do Sul ou em Santa Catarina. Sempre vou com grupos grandes de amigos e aproveitamos alguns dias de sol, bebedeiras, jogos de carta, curtição, bebedeiras, churrasquinhos, músicas grudentas e bebedeiras. No entanto, em 2014 o final do ano começou a chegar e parecia que as coisas não iam se acertar: vários amigos não iriam ter férias, outros estavam de viagem marcada com os pais e outros, ainda, resolveram que seria uma ótima ideia alugar uma Kombi e ir conferir a virada em Copacabana. Eis que nos últimos minutos do segundo tempo surgiu uma oportunidade incrível, eu pulei de cabeça e as coisas acabaram dando mais do que certo: aproveitei os últimos dias do ano em Buenos Aires, e aqui nesse post eu vou dar as dicas pra quem pretende fazer isso alguma vez na vida (eu recomendo!).

Primeiro: como ir pra Buenos? Por se tratar de um país relativamente perto, vale tudo. Eu, por exemplo, fui em uma excursão com mais umas 30 pessoas, e fomos de ônibus. Como moro no Rio Grande do Sul, a viagem - entre paradas para xixi, refeições e aduana - levou 24 horas. Pode parecer cansativo (e até de fato ser um pouco cansativo), mas ônibus de turismo são confortáveis e acabam sendo uma ótima maneira de você aproveitar o percurso para já ir conhecendo gente nova, fazendo amigos, cantando músicas bregas, conferindo paisagens diferentes, etc. De avião é beeem mais rápido, obviamente. É possível comprar as passagens por você mesmo, aproveitando promoções, ou até contatar uma empresa para levar o pacote completo, assim como eu fiz (viajei com a Voando as Tranças, empresa nova e linda da Adri e da Pri).

Nos próximos posts eu vou falar sobre viajar de ônibus, o verão de Buenos Aires, dicas de onde ficar e que passeios baratex fazer, certo? Foco no Ano Novo, por ora.

Se você pretende viajar a Buenos Aires esperando fogos maravilhosos como os do Rio de Janeiro, não precisa sair do Brasil, viu? Depois da meia noite até há uma corzinha no céu, e é claro que emociona – você está fora do país, preparado para receber um ano novinho em folha, etc -, mas não é nada de muito espetacular. Estrelinhas, cascatas douradas e nada muito além disso. Pra mim já estava ótimo, já que eu choro em réveillon até se não tiver nada. A função acontece em Puerto Madero, que por si só já é um lugar LINDO.

É importante eu mencionar que você precisa ter um prévio planejamento sobre a noite de réveillon. Os lugares (de lojas ao McDonalds) começam a fechar por volta das 17h, e se você não comprou nada corre o risco de ficar sem comida/bebida. Eu, por exemplo, passei a tarde no Malba e, ao voltar pro hostel, só achei um quiosco aberto. Ou seja, minha ceia consistiu em: um sanduíche de jamon y queso, um alfajor e uma garrafinha de h20h (minha amiga jantou um pacote de Cheetos e uma Coca-cola). Vários restaurantes oferecem programações especiais para o dia 31, com janta, bebidas e festa depois da meia noite. Também rolam diversas baladas, que começam por volta da 1 da manhã. Vai do seu bolso e do seu gosto. Vou contar como foi a minha festa.



Depois da ~ceia~, dei uma telefonada para papis & mamis e depois me reuni com o pessoal da excursão – e mais uma galera brasileira – lá na frente do hostel. Os meninos haviam levado instrumentos, então rolou samba, pagode e muita diversão por ali mesmo, enquanto todo mundo tomava vodca com Gatorade e tragos afins (acho que a ideia era se enlouquecer). Quando deu 23 horas, começamos a cantar ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO e estourar os primeiros espumantes, já que já era 2015 no Brasil - em função do horário de verão, Buenos Aires fica uma hora atrasada. Como nosso hostel ficava na esquina da Corrientes com a Florida, perto de TUDO, fomos andando até Puerto Madero.

Aqui vale um parênteses:

(Se a sua hospedagem não for bem localizada, provavelmente você precisará pegar um táxi. Tome cuidado! Os taxistas podem querem cobrar um valor fechado, muito acima daquele que marcaria o taxímetro. Algumas pessoas me contaram que um taxista quis cobrar MIL PESOS por uma corrida que normalmente daria 80. Fora que não é fácil encontrar taxis pela rua na madrugada do dia 31. Por isso, prefira ir andando (se estiver com mais pessoas) ou combine previamente com algum taxista – vale perguntar no hotel/hostel se há alguma indicação de pessoa de confiança.)

Logo começaram os fogos e como a galera já estava um pouco alta, foi pura emoção. Gente chorando (e não era só eu), muitos abraços, desejos de felicidades, amor, sucesso, ousadia e alegria, gente caindo, gente querendo pular a ponte, gente fazendo simpatias, amores e amizades. Ficamos próximos de um desses restaurantes que tinham uma dessas festas fechadas, então dançamos, cantamos e piramos ao som das músicas que tocavam por lá mesmo. 

Notei que haviam muitos, muitos, muitos brasileiros por lá, e que eram esses que usavam branco, conforme a tradição. Os portenhos não ligam muito para isso – e inclusive aproveitam para fugir de Buenos nessa época. Tolinhos.

Depois disso a minha memória começa a falhar um pouco, talvez por causa de toda a emoção da noite (outro nome para bebedeira loka), mas lembro que eu fiquei celebrando que só havia gasto 27 pesos (o valor da minha garrafa de espumante) no melhor réveillon da vida, enquanto as pessoas da tal da festa fechada deveriam ter desembolsado pelo menos 500 vezes mais que isso. Antes de começar a perder a dignidade, voltamos para o hostel e comemos dulce de leche, bem felizes. Não fui para nenhuma balada, já que eu não tinha grana para nada, mas posso dizer que foi uma das viradas de ano mais incríveis que já vivi em todos esses meus 25 anos.  

O ensinamento que tive: sua festa não precisa contar com uma mega produção. Desde que você esteja acompanhado por pessoas do bem, dispostas a aproveitar a vida do jeito que ela deve ser aproveitada, a festa está feita! Sem balada, sem jantares elaborados, sem dinheiro gasto a toa. O que rolou foi felicidade pura, daquelas que ouro nenhum paga. Tenha disposição, coloque um sapato confortável e aproveite a vida!

Resumão:
- os fogos de artifício rolam em Puerto Madero;
- as lojas começam a fechar por volta das 17h;
- táxis na noite do dia 31 são uma cilada;
- você pode até ir para algum lugar badalado, mas a melhor festa é você que faz.


Um beijo e até os próximos posts! 

30 de mar. de 2014

Buenos Aires: dúvidas e dicas iniciais para quem quer viajar

Já faz tempo que estou devendo posts sobre minha viagem a Buenos Aires aqui no blog. Tenho recebido dezenas de pedidos de dicas e ajuda para quem vai conhecer a capital portenha pela primeira vez. Nada melhor do que tomar vergonha na cara e compartilhar publicamente os conhecimentos que tenho, não é mesmo?

Antes de começar de fato, vale lembrar o que já foi postado aqui:

E vale lembrar, também, que as minhas dicas são baseadas nas experiências que eu tive e no que aprendi na minha viagem, que fiz com mais duas amigas em julho do ano passado.

Enfim, começando pelo começo: na minha opinião, a época mais legal para ir para Buenos é no inverno. O lugar é um charme, uns até chamam de “Europa da América Latina”, então o frio deixa tudo mais bonito. Porém, é preciso ir preparado com casacos quentinhos, luvas e até gorros – o vento castiga quando você está pela rua, já as lojas são todas climatizadas.... É um tira e põe de casaco, mas faz parte.

Casaco grosso, luvas, lenço no pescoço e protetores nas orelhas: o vento é gelado nas ruas de Buenos Aires

Como ir? Bom, há quem prefira catar promoções de passagens pela internet e se hospedar em hostels – tem muitos por lá e dizem que os preços são bem camaradas. Eu, porém, fiz diferente: comprei, com antecedência, um pacote de viagens na CVC. Dessa forma, pude escolher exatamente o dia que queria ir e voltar (eu e uma amiga queríamos comemorar nossos aniversários lá, então o período estava friamente calculado).

Além disso, preferimos nos hospedar em um hotel. Passávamos o dia todo andando de um lado para o outro, pegando trens, perambulando por lojinhas e museus... Quando chegávamos no hotel, não tinha nenhum esquema de banheiro coletivo, de quarto com muitas pessoas, etc etc. Ficamos em um quarto triplo no Hotel D’artist, que fica no Centro, próximo ao Obelisco. A estrutura era muito boa, toda a equipe era muito simpática e solícita, nosso banheiro tinha uma banheira e o café da manha tinha croissants incríveis (que lá eles chamam de medialuna).

O hotel em que ficamos era lindo, cheiroso (sério) e tudo de bom. Quarto climatizado - e tinha até uma banheira. 

Escolhemos ir pela CVC pelo fato de sermos inexperientes em viagens internacionais desacompanhadas (até brinquei que não ia nenhum “adulto” com a gente, mesmo todas nós tendo 24 anos). Quando chegamos na Argentina, tinha pessoas esperando pela gente, que nos levaram ao hotel e ainda nos mostraram algumas coisas da cidade. Mesma coisa no dia de voltar: na hora marcada, apareceram no hotel e ainda carregaram as nossas malas para dentro da van. Outras coisas legais da CVC: é possível pagar a viagem em 10 vezes, o nosso pacote contava com um city tour (conto no outro post) e o guia aparecia todos os dias de noite no hotel – era possível tirar dúvidas com ele e trocar reais por pesos.

No próximo post sobre Buenos Aires eu vou falar sobre o roteiro que fizemos por lá: os lugares que conhecemos, os bairros por onde passamos e como nos locomovemos por lá. Mas, de antemão, já deixo a dica: compre um guia já aqui no Brasil. Leia antes, veja as imagens e lugares que agradam. Anote os endereços e horários de funcionamento. Eu comprei o guia da Viaje Mais. Ele veio com um mapa que foi ESSENCIAL na viagem. Sério, tenha um mapa. Esse é o principal conselho desse post – quiçá de toda a vida.

Mapa de Buenos Aires: você precisa ter um.

Até a próxima! 

29 de ago. de 2013

eu curti um cemitério: o da recoleta, em Buenos Aires!


Quando as pessoas me perguntam sobre minha viagem para a Argentina, ficam surpresas quando eu digo que o lugar que eu mais gostei de conhecer foi o Cemitério da Recoleta. Sim, um cemitério – apesar de eu ter conhecido lugares absolutamente fantásticos, que me fizeram desejar a capacidade de poder fotografar coisas com meus olhos. Mas é, curti um lugar que logo nos remete a filmes de terror, lágrimas, góticos e flores de plástico. Pois posso dizer que lá é bem diferente. Quase não tinha flores de plástico – auheuaheuae. Ok, tinha mil outras diferenças dos cemitérios que temos por aí, não se preocupem.

Na verdade, o da Recoleta é uma verdadeira necrópole – são uns quatro quarteirões de túmulos e estátuas e afins, formando um verdadeiro labirinto! O cemitério é mega antigo, e é lá que estão rycos and famosos portenhos. Políticos, professores, militares, ganhadores de prêmio Nobel... E, claro, possivelmente o mausoléu mais fotografado do lugar: o da Evita Perón.



Tá, primeiro, como chegar. Como eu estava hospedada no centro, fui de metrô. Desci looonge do cemitério, pois queria passar na livraria El Atheneu antes. Depois de uma pernadinha, chegamos. O cemitério fica ao lado de um supershopping, o Recoleta Mall. Vale passear lá também! Dá pra ir de táxi também. Mas dependendo de onde você estiver, é possível ir a pé, curtindo as lojinhas e coisas que tem por lá, já que o cemitério fica numa área bem legal.

Agora, vamos nos embrenhar nesse fabuloso ponto turístico! Falando em embrenhar, o mais curioso do lugar é que os caixões não são enterrados – eles ficam nuns tipo mausoléus, em prateleiras. É possível espiar para dentro e ver pilhas e pilhas de caixões, que vão até não sei aonde, pra baixo do solo. Alguns têm, inclusive, escadas que descem para sei lá qual lugar. Aliás, vários túmulos têm coisas dentro – além dos caixões: flores, cartas, fotografias. Alguns têm cadeiras, o que é bem diferente – e faz pensar em muitas coisas: pessoas, espíritos, saudades, lembranças. Um deles tinha uma estátua dentro, e meu coração parou por um segundo quando eu vi a forma de uma pessoa de pé pela minha visão periférica. Na hora senti formigamentos de medo pelo corpo, mas depois passou e nós demos risada. Ufa.

Outra coisa bem legal de lá são os gatos. Nhoiiiiii! Tem muitos morando por lá, alguns inclusive usam roupas. Bem carinhosos e carentes. Desejei ter um Wiskhas Sachê na bolsa, mas não é o tipo de coisa que eu costumo carregar.




Além da fome dos gatos, a parte meio triste é que tem vários espaços que estão abandonados ou depredados. Eu poderia jurar que alguns túmulos são moradia de mendigos nas noites geladas de Buenos Aires. Tem vários mendigos por lá. :(

Bem, aqui vão algumas dicas pra quem quiser visitar o Cemitério da Recoleta:

1 – cuidado para não cair em golpes logo na entrada. Para entrar no lugar é gratuito, mas tem bastante gente querendo enrolar turistas, pedindo dinheiro (ou contribuições espontâneas...) para a cruz vermelha, jovens com problemas com drogas e afins. Obviamente caí na lábia de um desses caras. Audácia 1: ele disse que aceitava reais. Audácia 2: ele disse que 5 reais era muito pouco, e eu tive que dar mais uma grana pra ele ficar satisfeito. Dei 7 e falei pra ele que tava de bom tamanho. Ele ainda assim ficou com uma cara de “brasileira pão dura, te odeio com todas as minhas forças”. Nem liguei.

2 – arranje um mapa do lugar. Se for o caso, imprima um da web antes de ir. É bacana para você localizar os túmulos mais tops. Mas é claro que vale a pena se perder lá no meio. É legal, assustador e curioso ao mesmo tempo.

3 – antes de ir, leia as histórias que existem por trás dos túmulos. Coisas acerca do passado das pessoas que estão enterradas... Tem algumas histórias muito legais - tipo lendas urbanas mesmo. Querem uma? A estória (sim, estória) desse túmulo/estátua da foto abaixo é sensacional - e um tanto quanto sinistra. Em 1970, Liliana morreu numa avalanche durante sua lua de mel na Áustria. No mesmo dia, separado por mais de 14 mil quilômetros de distância, seu cachorro Sabú também faleceu. Seu pai fez um mausoléu que imita o quarto que Liliana tinha em vida. A escultura é a única do cemitério acompanhada por um cachorro. Deu pra entrar no clima do lugar? Imagino que sim. :)



Se eu me lembrar de mais coisas legais sobre o Cemitério da Recoleta, eu volto aqui para contar. E se vocês tiverem alguma dúvida, podem perguntar nos comentários. Besos! 

lugares legais para fazer comprinhas em Buenos Aires

Olá meninas, olá meninos. Como prometido, cheguei para contar um pouco de como foi meu passeio de férias em Buenos Aires. Resolvi dividir em tópicos, para as postagens não ficarem muito longas e maçantes. Hoje vou falar sobre um assunto que eu gosto bastante: comprinhas! Na verdade, talvez esse posts pareça um pouco decepcionante, porque na realidade eu fui com muitas expectativas e poucos pesos. Esperava encontrar preços realmente arrasadores, mas não foi o que aconteceu. Roupas caras, comida cara, livros caros. As maquiagens estavam com o preço relativamente baixo, mas ficavam mais ou menos parelhas com os preços daqui do Brasil. Fiquei um pouco frustrada, pois antigamente valia realmente a pena ir para Buenos Aires para encher as malas com novidades.

Coloquei aqui uma montagenzinha com algumas coisas que comprei. As fotos ficaram péssimas, porque a iluminação não estava boa, a minha mão treme, enfim, uma combinação um tanto quanto catastrófica. Mas dá pra ver que comprei alguns produtinhos de make (não resisto), uns lápis e blocos e um tapador de orelha de panda (que na verdade eu não comprei, ganhei de aniversário das minhas amigas que viajaram comigo).



Além do que está na foto, comprei muuuuuuuitos chocolates e alfajores, cartões postais, bebidas, erva... Na feira de San Telmo eu comprei garrafinhas de licor de doce de leite e uns pôsteres vintage muuuito legais. Comprei também uma garrafa linda em um antiquário, assim como uma cuia típica do mate portenho – pretendo fazer chimarrão nela, mas ainda não tive tempo/oportunidade. Também comprei presentinhos: chaveiros, canecas, imãs de geladeira, cartões postais, canetas e sacolas da Mafalda. 

Devo confessar que as compras que mais valeram a pena foram no Free Shop. Uma pena que eu não tinha mais muito dinheiro, então só comprei um splash da Victoria’s Secret, um uísque para o meu irmão e um Toblerone gigante para o meu pai. Ah, isso no Aeroparque. Me falaram que o Duty Free do Ezeiza é mil vezes maior.

Vou listar alguns lugares que quem adora fazer comprinhas não deve deixar de dar uma passada:

- Clandestine. É uma loja que tem em vááaarios lugares de Buenos. É um verdadeiro xing-ling - tem maquiagens, lenços, acessórios, tiaras, toucas, luvas, mochilas... Tem de tudo um pouco. Os preços regulam um pouco com os brasileiros, mas sempre dá pra garimpar algumas coisinhas.

- Todomoda. Mais uma loja cheia de coisas legais, como a Clandestine. Comprei lá 2 lápis lindos e delicados, por 1 peso cada, e aqueles blocos que estão na foto – não me lembro quanto custaram, mas não foram muito. Minhas amigas compraram acessórios bem lindos lá. Dá vontade de levar tudo.

- Farmacity. Rede gigante de farmácias, também presente por vários lugares. Eu não me interessei muito, mas tinha muuuuitos shampoos e creminhos por preços bem legais. Lá eu comprei makes, uns hidratantes e até uma lata de Pringles. É, tem de tudo no lugar. Vale a pena comprar lenços de tirar maquiagem também.

- Morph. Loja de decoração que me deixou apaixonada. Vi em 3 lugares e entrei na loja em todos eles. Comprei um prato liiiiiindo de cupcakes, umas canetas em forma de cápsula de remédio, um treco para colocar na chave... Ai, se eu fosse rica eu teria ido de caminhão lá, levando metade do estoque. Sério, é de morrer de tão amor. Mas não é tão barato, é tipo preço de Imaginarium.

- Carrefour. É, isso mesmo. Assim como temos o supermercado aqui, tem lá – com preços bons. Afinal, nada como comprar vinhos argentinos na Argentina, né? Tem vários achados, custando realmente barato. Se jogue nos vinhos e nos chocolates. :)

- Isadora. Possivelmente a loja mais linda e cheirosa do mundo. A Isadora vende acessórios meeeeeeega legais. Entra no site deles pra babar um pouquinho! Comprei uns quantos pares de brinco por lá, que estavam numa seção que continha a mágica palavra “rebajas”.  Pirei nas bolsas e nas carteiras, mas estavam um pouco acima do meu orçamento. Mas quando eu ganhar na raspadinha, certamente voltarei lá para fazer um rancho básico de estilo.

- Magneto. Mais uma loja de coisas legais – mas não tão específica quanto a Morph. Lá tem coisas que a gente põe o olho e quer ter – mas que não são necessariamente essenciais, sabe? Enfeites legais, abajures, canecas, inutilidades em geral. Mas tudo lindo e naquele padrão Imaginarium também. Minha amiga comprou a mala / bolsa mais linda do mundo lá. Apenas.

- Galerias Pacífico. É um shopping que fica na Florida. Tem bastante coisa legal lá, sem falar que o shopping é todo lindo e esplendoroso. Vale dar uma pernada. Na praça de alimentação tem Freddo. Nham! Ah, lá tem um lugar chamado GreenEat - Natural Minimarket, que vocês PRECISAM ir. Tem comidinhas naturais lindas – e até quem não curte muito vai desejar. Sanduíches, potinhos com cenoura e aipo, sobremesas... Tudo fresquinho e com bom humor nas embalagens. Me encantei tanto que comprei um gigante pote de geleia de frutas vermelhas. ÓTIMA! Curtam a página deles para amar assim como eu.

- Feira de San Telmo. Pra quem, como eu, ama bugigangas variadas. Sério, tem de tudo lá. Eu só não aproveitei e gastei todos meus pesos lá porque estava absurdamente frio. Impossível ficar sem luvas, impossível ficar parado, tenebrosamente gelado! Mas tem roupas usadas, antiguidades, artesanato, artistas de rua, comida de carrocinha... Tem muita coisa. Tire um domingão para passear com calma lá. Minha dica é ir de manhã, de tarde é meio complicado de andar.

Uau, até que esse post rendeu! Eu sempre começo achando que vai ser curto, mas acaba se tornando uma odisseia! Well, espero que tenham gostado. Eu nunca falei de comprinhas aqui no blog, então me contem o que acharam! Eu sou uma pessoa bem consumista, então talvez seja legal mostrar por aqui meus achados e delírios de compras... Let me know! E se souberem de mais lugares legais de Buenos, postem nos comentários. Beijos e até daqui a pouco. 

29 de jul. de 2013

buenos fucking aires - o começo

Esses dias realizei mais um sonho, daqueles que estão anotados no meu caderninho de capa colorida: conhecer Buenos Aires. Essa ideia, aliás, surgiu em um dia de verão, dezembro do ano passado. Eu e uma amiga estávamos em um bar perto da faculdade - um pouco embriagadas - e conversávamos sobre o ano que estava por vir, com todas as coisas que queríamos fazer, resoluções e etc. A vida pós-formatura parecia uma imensa página em branco, e o futuro parecia empolgante e assustador ao mesmo tempo. A certa altura, com papel e caneta em mãos, assinamos um termo que dizia – com letras trêmulas de pessoa bêbada – que viajaríamos para Buenos Aires em julho de 2013, para comemorar os nossos aniversários (o meu no dia 20, o dela no dia 24). Falamos dessa promessa para uma outra amiga em comum que na hora disse “vou com vocês”.

Então, como o universo conspira a favor das pessoas que são show, tipo nós - haha, acabou dando certo e no dia 18 de julho nos embarcamos com destino a terras Hermanas. E é aí que entra o turbilhão de coisas que eu quero contar aqui. Sobre a organização do roteiro, as coisas que conheci, dicas de viagem, câmbio, transporte, comida e etc. Primeiro eu pensei em organizar tipo um diário de viagem, separando tudo por dia e narrando os acontecimentos. Mas achei que seria meio boring – tanto pra mim quanto pra vocês. Então resolvi que vou ir contando aos poucos as coisas mais legais, à medida que eu for me lembrando (e tiver um tempinho sobrando). Nesse vídeo aqui, um teaser dos momentos que rolaram lá.


O roteiro de viagem saiu da minha cabeça, através de conversas com as pessoas certas, dicas de amigos, pesquisas em milhares de blogs, espiadas em reportagens e livros-guia. E contou, é claro, com colaborações das amigas que viajaram comigo. Se você pretende ir para Buenos Aires em breve e quer algumas dicas ou ajuda para montar o roteiro, pode mandar um e-mail pra mim, nicolesdias@hotmail.com, com Buenos Fucking Aires no campo assunto. Pretendo ajudar no que estiver ao meu alcance – e dentro dos meus conhecimentos de mochileira das galáxias. ;)

Logo eu volto para contar sobre Recoleta, subte, Farmacity, empanadas e todas as delícias que fizeram parte dos meus dias. E dos dramas também. Tipo quando jogaram meu doce de leite fora em pleno aeroporto.

EU VOLTO.   

16 de jul. de 2013

sobre a troca de reais por pesos



Nunca tinha entrado em uma casa de câmbio. Da última vez que viajei, fiz todos os trâmites por telefone, pois só consegui encontrar libras em Porto Alegre – morar no interior dá nisso. Então na semana passada eu fui ter essa experiência. No mínimo, diferente.

Cheguei lá com algumas centenas de reais. Pensei que seria atendida direto em um balcão, mas não! Tive que entrar em uma espécie de cabine, como se fosse uma cabine telefônica. Lá havia um balcão com um vidro mega grosso, que me separava da tia simpática da loja. Entreguei alguns documentos, que foram devidamente xerocados. O câmbio estava 0,38 centavos por peso, o que eu achei bem bacana. Com pouco mais de 300 dilmas, eu teria mais de mil pesos. É uma sensação muito bacana, ainda mais quando você vê seu dinheiro sumir ao trocar ele por libras. 


A moça pegou uma pastinha e tirou cuidadosamente as notas de pesos lá de dentro. Depois, cadastrou no computador o número de cada uma delas, o que eu achei um trabalho maçante, mas me senti meio exclusiva – e talvez meio observada. Se Obama sabe meus e-mails, a Good Câmbio sabe por onde andam meus dinheiros. Então ela me disse:

- Tu tem que cuidar quando estiver por lá, porque tem muitas notas falsas.

- Ah sim, me disseram isso. Principalmente nos táxis, né?

- Não só nos táxis. Nos hotéis, em todo o lugar. É uma máfia. Os tempos estão difíceis por lá.

Eu fiquei em silêncio, pensando. Ao que ela completou:

- São tempos difíceis em todo lugar, não é?

Fiz um uhum e peguei uma bala Mocinho que estava num pote. O clima estava muito tenso. 

Então ela abriu um sorriso, me entregou um papel para assinar e me passou as notas por um vão por baixo do vidro grosso que me separava dela. Me desejou uma boa viagem. Eu saí da “cabine telefônica”, da loja e do shopping. Ao por meus pés na rua, passei imediatamente a assumir minha postura de “carrego algo muito valioso, se você encostar em mim eu te mato”. Na verdade, eu só pensava isso, enquanto tentava parecer normal. Graças a Deus ninguém falou comigo nem fez contato visual nem nada. Ou seja, nenhum morto e nenhum ferido. 

Agora eu tenho pesos e as malas estão quase prontas. Logo a minha mais nova aventura vai começar, e eu vou adorar contar tudo isso pra vocês.