Mostrando postagens com marcador terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terror. Mostrar todas as postagens

23 de set. de 2013

invocação do mal: o meu primeiro filme de terror


Se tem uma coisa que me deixa empolgada é ir ao cinema. Adoro todo o processo do comprar ingressos e pipoca, a expectativa de que comece logo, as luzes apagando e o barulho de refrigerantes abrindo por toda a sala... Ok, talvez sem a parte do barulho dos refrigerantes. Se eu começar a falar de coisas que me deixam irritada no cinema, esse post perderia totalmente o foco inicial dele - e ficaria enorme, já que eu sou a pessoa mais chata do universo. Vamos focar na parte de “eu amo ir ao cinema”, ok? 

Fazia tempo que eu não ia, porque a programação das cidades mais próximas estava cheia de filmes adolescentes, dublados ou nacionais – e eu prefiro ficar em casa jogando The Sims do que ter que optar por qualquer um desses. E então lançaram, em uma sexta-feira 13, um filme chamado Invocação do Mal. 

O boy Um amigo meu logo mostrou interesse em ver e eu, que nunca tinha assistido um filme de terror no cinema, decidi encarar a missão. 


 - Dois ingressos para Invocação do Mal, por favor. 

Peguei com as mãos tremendo. Comprei pipocas enormes e um copo de Coca-cola maior ainda - em caso de terror supremo eu me distrairia com a comida, oras! Nos sentamos em um lugar bem central, já que o amigo não queria perder uma parte sequer. Ele, na verdade, parecia estar com uma estranha satisfação em me ver apavorada – visto que ele é fã de filmes do gênero e já tinha assistido muitas produções aterrorizantes na telona. 

As luzes apagaram, os trailers começaram e eu já tirei um casaco de dentro da bolsa – trazido com a clássica desculpa “é muito frio dentro do cinema”, sendo que obviamente o meu objetivo era me esconder atrás dele. 

Enquanto isso, o amigo me explicava táticas para não levar sustos. Prestar atenção na música, tentar ignorar ela, entoar mantras mentais dizendo “eu sei que vai dar merda, não vou me assustar”. Só digo que ao longo do filme essas coisas não deram muito certo – nem pra mim e nem pra ele. 

Não vou falar muito sobre o filme, até porque 1) eu recomendo que vocês olhem 2) esse não é um blog com resenhas ou sinopses de cinema. Enfim, trata-se de uma história baseada em fatos reais, de um casal que nos anos 70 exorcizava, espantava bruxas, falava com espíritos, investigada casas mal assombradas e etc etc.

Me deixei envolver pela história, mas quando eu via que ia ficar com medo ou que algo meio sinistro ia acontecer, eu escondia minha cara atrás do casaco. O amigo tentava fazer com que eu olhasse, mas eu evitava. Olhava para ele, para a pipoca, para os sinais luminosos da saída de emergência.

Eu outros momentos acontecia o contrário. Eu sabia que ia acontecer alguma coisa, mas estava preparada e continuava assistindo. Nisso, o amigo tentava tapar meus olhos com as mãos, sussurrando um “não olha, vai ser feio”. Mas eu queria ver, então rolava uma mini-luta entre a gente nessas horas.  

Confesso que em algumas horas eu até esquecia que o filme era de terror, e me pegava com pensamentos de como as casas dos anos 70 eram diferentes, como as pessoas ficavam desesperadas em situações de emergência – sem celular nem nada -, e, claro, como a Vera Farmiga é elegante. Usaria cada um daqueles penteados elaborados. É, misturo pavor com ideias de  beleza. Sou dessas. 


Gosto de olhar as outras pessoas pelo cinema, e nos filmes de terror isso é bem bacana. A sala estava repleta de casais e em praticamente todos eles as mulheres estavam encolhidas e agarradas nos braços de seus boys. Cadê a nossa força e independência, mulherada? Haha. 

Então o filme acabou, as luzes acenderam. As pessoas começaram a sair do transe apavorante em que estavam, praticamente coladas nas poltronas. E eu percebi que adorei cada minuto da experiência. O medo e o suspense são coisas que fizeram eu me sentir viva! Mãos suadas, frio na espinha, reviravoltas, adrenalina, tranquilidade e tensão. Um mix de sensações em pouco menos de duas horas! 

Sou a mais nova apaixonada por terror que existe – e quando outros entrarem em cartaz, podem me avisar. Ou me pagar ingressos, já que o preço do cinema é outra daquelas coisas que me deixam irritada.

29 de ago. de 2013

eu curti um cemitério: o da recoleta, em Buenos Aires!


Quando as pessoas me perguntam sobre minha viagem para a Argentina, ficam surpresas quando eu digo que o lugar que eu mais gostei de conhecer foi o Cemitério da Recoleta. Sim, um cemitério – apesar de eu ter conhecido lugares absolutamente fantásticos, que me fizeram desejar a capacidade de poder fotografar coisas com meus olhos. Mas é, curti um lugar que logo nos remete a filmes de terror, lágrimas, góticos e flores de plástico. Pois posso dizer que lá é bem diferente. Quase não tinha flores de plástico – auheuaheuae. Ok, tinha mil outras diferenças dos cemitérios que temos por aí, não se preocupem.

Na verdade, o da Recoleta é uma verdadeira necrópole – são uns quatro quarteirões de túmulos e estátuas e afins, formando um verdadeiro labirinto! O cemitério é mega antigo, e é lá que estão rycos and famosos portenhos. Políticos, professores, militares, ganhadores de prêmio Nobel... E, claro, possivelmente o mausoléu mais fotografado do lugar: o da Evita Perón.



Tá, primeiro, como chegar. Como eu estava hospedada no centro, fui de metrô. Desci looonge do cemitério, pois queria passar na livraria El Atheneu antes. Depois de uma pernadinha, chegamos. O cemitério fica ao lado de um supershopping, o Recoleta Mall. Vale passear lá também! Dá pra ir de táxi também. Mas dependendo de onde você estiver, é possível ir a pé, curtindo as lojinhas e coisas que tem por lá, já que o cemitério fica numa área bem legal.

Agora, vamos nos embrenhar nesse fabuloso ponto turístico! Falando em embrenhar, o mais curioso do lugar é que os caixões não são enterrados – eles ficam nuns tipo mausoléus, em prateleiras. É possível espiar para dentro e ver pilhas e pilhas de caixões, que vão até não sei aonde, pra baixo do solo. Alguns têm, inclusive, escadas que descem para sei lá qual lugar. Aliás, vários túmulos têm coisas dentro – além dos caixões: flores, cartas, fotografias. Alguns têm cadeiras, o que é bem diferente – e faz pensar em muitas coisas: pessoas, espíritos, saudades, lembranças. Um deles tinha uma estátua dentro, e meu coração parou por um segundo quando eu vi a forma de uma pessoa de pé pela minha visão periférica. Na hora senti formigamentos de medo pelo corpo, mas depois passou e nós demos risada. Ufa.

Outra coisa bem legal de lá são os gatos. Nhoiiiiii! Tem muitos morando por lá, alguns inclusive usam roupas. Bem carinhosos e carentes. Desejei ter um Wiskhas Sachê na bolsa, mas não é o tipo de coisa que eu costumo carregar.




Além da fome dos gatos, a parte meio triste é que tem vários espaços que estão abandonados ou depredados. Eu poderia jurar que alguns túmulos são moradia de mendigos nas noites geladas de Buenos Aires. Tem vários mendigos por lá. :(

Bem, aqui vão algumas dicas pra quem quiser visitar o Cemitério da Recoleta:

1 – cuidado para não cair em golpes logo na entrada. Para entrar no lugar é gratuito, mas tem bastante gente querendo enrolar turistas, pedindo dinheiro (ou contribuições espontâneas...) para a cruz vermelha, jovens com problemas com drogas e afins. Obviamente caí na lábia de um desses caras. Audácia 1: ele disse que aceitava reais. Audácia 2: ele disse que 5 reais era muito pouco, e eu tive que dar mais uma grana pra ele ficar satisfeito. Dei 7 e falei pra ele que tava de bom tamanho. Ele ainda assim ficou com uma cara de “brasileira pão dura, te odeio com todas as minhas forças”. Nem liguei.

2 – arranje um mapa do lugar. Se for o caso, imprima um da web antes de ir. É bacana para você localizar os túmulos mais tops. Mas é claro que vale a pena se perder lá no meio. É legal, assustador e curioso ao mesmo tempo.

3 – antes de ir, leia as histórias que existem por trás dos túmulos. Coisas acerca do passado das pessoas que estão enterradas... Tem algumas histórias muito legais - tipo lendas urbanas mesmo. Querem uma? A estória (sim, estória) desse túmulo/estátua da foto abaixo é sensacional - e um tanto quanto sinistra. Em 1970, Liliana morreu numa avalanche durante sua lua de mel na Áustria. No mesmo dia, separado por mais de 14 mil quilômetros de distância, seu cachorro Sabú também faleceu. Seu pai fez um mausoléu que imita o quarto que Liliana tinha em vida. A escultura é a única do cemitério acompanhada por um cachorro. Deu pra entrar no clima do lugar? Imagino que sim. :)



Se eu me lembrar de mais coisas legais sobre o Cemitério da Recoleta, eu volto aqui para contar. E se vocês tiverem alguma dúvida, podem perguntar nos comentários. Besos!