9 de jul. de 2024

Tudo sobre o meu congelamento de óvulos - injeções, valores e afins

2024 é o ano em que eu completo 35 anos. Idade que, dizem, é decisiva para as mulheres: já passou da hora de ter filhos. Com a intenção de entender como estava meu corpo e minha fertilidade, visitei minha ginecologista logo em janeiro. Ela pediu muitos exames. Muitos mesmo. Entre eles, o antimulleriano. Foi a partir dele que me dei conta de que, embora tenha um rostinho de 33 anos (kk), a idade realmente me pegou.

Com uma reserva ovariana bem abaixo do esperado (0,77), me vi diante do dilema: queria ter filhos agora ou iria torcer para minha reserva não despencar ainda mais com o passar do tempo? Eu tenho um relacionamento estável, moro com meu noivo, pensamos em ter filhos sim. Mas não queremos fazer nada correndo, nada às pressas. Então, resolvi optar por uma terceira via: congelar meus óvulos e, assim, ter mais uma oportunidade de gestar no futuro.

Pesquisei no Google e encontrei a Clínica Insemine, que tem consultório em Novo Hamburgo e a sede em Porto Alegre. Me apaixonei pelas médicas que atendem lá, tirei minhas dúvidas, especialmente sobre o preço, e decidi: vou fazer! Bora congelar o que der!

Como foi o meu processo de congelamento: a estimulação

Com a canetinha de Puregon, companheira de vários dias

Eu li muito sobre o assunto. Tanto que poderia tranquilamente fazer uma palestra de uma hora falando sobre congelamento, sério mesmo. Mas, aqui, vou trazer o meu relato pessoal. Sem ciência ou muito embasamento, e sim da forma que vivi. Caso você queira ler mais profundamente sobre o assunto, recomendo muito este artigo aqui, completíssimo. Agora, vamos ao que interessa.

Nosso corpo libera normalmente apenas um óvulo por mês e a ideia para ter ovinhos para congelar era liberar bem mais. Então, o primeiro passo do processo todo é a estimulação ovariana, que é feita por meio de medicação - injeções de hormônio.

No terceiro dia do meu ciclo menstrual (21 de junho), fiz uma ecografia para avaliar o endométrio e os folículos, e comecei as aplicações de Puregon. É uma canetinha com uma agulha fininha, tipo aquelas de aplicar insulina (ou Ozempic hehe).

A ideia é que a pessoa aplique nela mesma, na parte de baixo do umbigo. Eu até fiz uma tentativa, mas fiquei tão ansiosa que minha pressão despencou e eu quase desmaiei no chão da cozinha. Então, meu noivo passou a aplicar em mim diariamente, sempre no mesmo horário. É importante seguir isso à risca.

Nesse mesmo sábado, fiz também os exames de sangue que são obrigatórios: sorologia para HIV, HTLV, sífilis, hepatite B e C. 

Na terça-feira (25 de junho), fiz mais uma ecografia para verificar se os folículos estavam respondendo à medicação. Sucesso, estavam. Inclusive, com mais quantidade do que era esperado para a minha reserva ovariana. Fiquei confiante.

Na quarta-feira, além de aplicar o Puregon, passei a aplicar Orgalutran. Mais uma injeção, essa um pouco mais dolorida do que a outra, mas nada insuportável. Assim foi até sábado, 29 de junho, quando fiz a terceira ecografia. Alguns folículos já estavam quase do tamanho certo para a punção, e outros ainda precisavam crescer um pouquinho mais.

Injeções de Orgalutran

No domingo (30 de junho), apliquei uma injeção de Menopur, porque as minhas doses de Puregon já tinham acabado e essa é um pouco mais barata (em breve vou chegar na parte de valores, prometo). Na segunda-feira, voltei para o consultório e fiz a última ecografia. Estava com 5 folículos do tamanho certo para a punção, então marcamos o procedimento para a quarta-feira (03 de julho). Na noite de segunda, exatamente às 21:30, apliquei 2 doses de Gonapeptyl e 1 de Ovidrel. Precisava ser assim, bem certinho, 36 horas antes do procedimento.

O que posso dizer sobre a indução é que é chato. Levar injeção na barriga pode não ser dolorido, mas também não é agradável. Fora que é por vários dias, mesmo horário, etc. Mas passa bem rápido.

O dia da coleta dos óvulos

Eu indo congelar meus óvulos

Fora o jejum total de 8 horas e a aplicação correta dos medicamentos, não é preciso nenhum preparo específico para o procedimento. Cheguei lá na hora marcada, coloquei o aventalzinho que fica com a bunda de fora e fui para a maca. Chegou o anestesista do meu lado:

- Eu sou o doutor fulano, o anestesista que vai te atender hoje.

- Eu vou dormir, doutor? - perguntei.

- Aaaah, vai - respondeu ele.

Tomei a anestesia e fui curtir uma breve sonequinha. Breve mesmo - não dura nem meia hora o processo. Acordei, fui andando para o quarto, tomei um copo de água e, como não estava sentindo dor alguma, fui liberada.

Passei no consultório com a médica e ela me disse que tinham sido coletados 10 óvulos, mas que eles ainda seriam analisados. Isso porque nem todos os óvulos coletados são maduros ou estão aptos para o congelamento. Daí, me orientou a não fazer atividade física, nem ter relações nas 24 horas seguintes, além de não dirigir ou trabalhar naquele dia por causa da anestesia. Fui para casa, obedeci à doutora e passei a tarde jogando The Sims kkkkk. Senti um pouquinho de dor e tomei um Buscopan. Nada intenso ou preocupante. Logo passou.

No dia seguinte, fiquei sabendo que todos os 10 óvulos coletados estavam maduros e é isso: agora tenho 10 óvulos congelados e poderei usá-los quando quiser, futuramente. 

Meus 10 óvulos

Pelo que li, uma quantidade satisfatória de óvulos é entre 8 e 15. Fiquei feliz com os meus 10, porque no fundo eu achei que conseguiria bem menos. Há mulheres que não conseguem nenhum óvulo maduro na primeira coleta, ou um número bem baixo, e precisam passar por tudo de novo mais vezes. Acontece bastante, e eu já estava me preparando mental e financeiramente para ter que repetir, se precisasse.

O que acontece agora?

Agora, meus óvulos vão ficar lá, congelados, até o momento que eu decidir usá-los - ou seja, ter filhos. Quando eu optar por isso, terei que passar pela fertilização in vitro, famosa FIV.

Mas não existe uma data de validade. Posso usá-los no ano que vem, em 2030 ou quando quiser. Eles seguirão sendo óvulos de uma mulher de 34 anos, mesmo que eu resolva fertilizá-los nos meus 50. E, caso não queira usar, posso doá-los. Acho uma linda opção também.

Como me senti durante o processo todo

São esperados alguns sintomas junto com a estimulação ovariana, já que é uma quantidade brutal de hormônios. Eu não tive tantos assim.

No terceiro dia eu senti como se fosse uma TPM e fiquei com vontade de chorar quando meu noivo disse que não queria ir comigo à academia. Mas acho que foi mais o meu lado canceriano do que qualquer coisa. E fui na academia mesmo assim.

Por volta do quarto dia, comecei a ficar muito enjoada, sem vontade de comer nada. Isso durou uns 3 dias, mas tomei Vonau e fiquei de boa.

Durante todo o período, tive muita retenção de líquidos. Bebia muita água, como já costumo fazer, e urinava quase nada. Também fiquei com a barriga levemente inchada - tipo quando a gente não vai ao banheiro há 2 dias, sabe?

Nos últimos dias antes do procedimento, senti um desconforto nos ovários - afinal, eles estavam bem maiores do que o normal. E esse desconforto continuou até uns 3 dias depois da coleta.

Amanhã faz uma semana e já me sinto 100%. :)

Quanto custou o congelamento de óvulos

Aqui está a pergunta que mais recebi quando contei sobre o congelamento: quanto custa essa brincadeira? Vou dizer que não é barato, mas também não é tão caro quanto eu esperava. Na minha cabeça, giraria em torno de 30 mil reais. Foi bem menos;

O que gastei:

  • Medicamentos: R$ 7.484,50 (são importados e vendidos somente em locais específicos)
  • Consultas, ecografias, atendimento médico, o procedimento em si: R$ 8.000,00 
  • Anestesista: R$ 700,00 
  • Exames de sangue: R$ 800,00 (não fiz pelo plano de saúde porque ia demorar para autorizar, mas é uma possibilidade) 
  • Ubers: R$ 500,00 (considerando que tive que ir em muitas consultas para ecografias, até mesmo em Porto Alegre)

Então, gastei no total R$ 17.484,50. Arredondando, 18k. E vou precisar pagar mais R$ 1.200,00 por ano como taxa de manutenção dos óvulos (o aluguel dos póbi kkk).

É uma boa grana, sim. Com ela eu poderia ter feito um procedimento estético, comprado coisas legais para minha casa, viajado, etc. Porém, era algo que eu queria muito e que eu não poderia deixar para depois. Então, priorizei, me organizei e fiz. As viagens e botox ainda virão haha. E não me arrependi nada. Só de talvez não ter feito isso tudo antes.

Quem deveria fazer o congelamento?

Se você está na faixa dos 30 anos, recomendo que comece a pensar nesse assunto. Não, não precisa ir correndo congelar os óvulos também. Mas vale avaliar como está a sua reserva ovariana e quais são os seus planos. Quer ter filho logo? Não sabe se quer? Quer ter tempo para decidir depois? Talvez ter o primeiro naturalmente, mas planejar melhor o segundo ou terceiro? Isso precisa ser levado em consideração.

Por mais que hoje em dia muitas mulheres estejam deixando a maternidade para mais tarde, infelizmente o nosso corpo não acompanha. Depois dos 35, vai baixando rapidamente a quantidade dos óvulos e a qualidade deles também. Por isso, é ótimo ter opções como o congelamento.

Enfim, espero que com esse relato eu possa ajudar você que já considerou ou está considerando esse assunto. Se faltou alguma coisa neste post, pode deixar nos comentários que eu respondo. :) 

Um beijo e até a próxima.


13 de ago. de 2020

Tudo sobre o meu pillow top

Esses dias postei no meu Instagram sobre a minha mais recente aquisição: um pillow top. E tantas pessoas vieram fazer perguntas sobre ele que resolvi escrever aqui a minha resenha sincera – e dar as diquinhas de dona de casa que eu adoro, né? 

Pra começar: quando criança – e até meus 29 anos – eu dividia o quarto com meu irmão e, por isso, dormia em uma cama de solteiro. Quando comprei meu apê, resolvi comprar uma cama grande, confortável e com todas as frescurinhas que eu sempre quis. Afinal, cama não é gasto, é um investimento. A gente passa mais de 20 anos dormindo, aquela história toda. Já fiz um post falando da minha cama king, pode ir lá dar um conferes. 

Eis que nesses tempos de pandemia, tudo que tenho feito é trabalhar, lavar louça, cuidar das plantas, lavar louça, trabalhar e eventualmente dormir. Eu já pensava há algum tempo em ter um pillow top, seguir no projeto “cama de hotel”, etc. E no dia que eu encontrei um preço bom, hesitei um pouquinho, mas acabei convencida. 

Mas Nicole, o que é um pillow top?

O pillow top é uma espécie de almofadona para ser colocada por cima do colchão. A função é pura e exclusivamente de trazer CONFORTO. Existe pillow top para todos os tamanhos de cama, inclusive de solteiro. É uma boa pedida tanto se você quer deixar a sua cama mais gostosinha quanto pra quem tá com aquele colchão meio velho mas ainda não teve tempo ($$$) de comprar outro, sabe? 

Onde comprar pillow top? Custa caro?

Se você jogar “pillow top” no Google, talvez vai se assustar com os valores que aparecem por lá: 900, mil reais, etc. Isso porque eles podem ser encontrados de diversas formas – aqueles com plumas de ganso custam caríssimo, por exemplo – e em lojas mais chiques de cama, mesa e banho. 

Por mais que eu quisesse, sim, o aconchego do pillow top, eu quis começar a minha experiência sem colocar o cartão de crédito no vermelho. E então recorri ao site mais perfeito da web: o Vida e Cor. Foi nesse site que foi adquirido o meu lendário cobertor com mangas, então só poderia ser um local que traz alegrias. 

Acessei o “Pillow Top King Fibra Siliconizada Super Volumosa 1.000 gramas/m² - Master - Dui Design” e achei o preço interessante: de R$ 699,90 por R$349,90. E foi nesse link que encontrei um comentário que me convenceu a fazer a compra. A consumidora Daniela B. L. D. S., de São Paulo / SP, escreveu: “Queria poder gritar para o mundo o tanto que esse Pillow Top é MARAVILHOSO!!! Passei 15 dias pesquisando em tantos sites, li muitas avaliações, pesquisei preços... Mas sem dúvidas essa foi uma das minhas melhores compras da VIDA!!! Esse Pillow Top trás uma noite de sono sobre as nuvens, dormi, acordei e não quero sair da cama!!!”

Talvez eu seja muito influenciável? Bom, talvez. Só sei que comprei meu pillow top por causa de Daniela B. L. D. S., seja ela quem for. Isso foi no dia 05 de agosto. E, para minha surpresa, no dia 10 o produto já estava aqui em casa. 

Por isso que eu amo o site Vida e Cor: tem preço bom, tem produtos legais e a entrega aqui pro Sul é rapidinha. E não, isso não é um post patrocinado. Ai se Vida e Cor me desse bola... 

Mas, afinal, é bom dormir no pillow top? 

Logo no dia que chegou eu coloquei o pillow top na cama, cobri com o meu lençol favorito – que só tem 180 fios, mas um dia a gente supera isso -, passei um spray cheirosinho da TokStok e deitei para o sono dos justos. 

E sim, eu curti. Claro, pelo preço que eu paguei não é que eu me senti transportada para o céu ou para um hotel 5 estrelas, nem nada assim. Mas parece que a cama me abraçou com carinho e me disse que tudo ia ficar bem, sabe?

Portanto, sim, eu recomendo que você tenha um pillow top se você tem condições de investir nesses pequenos luxos. A vida já anda tão dura... Que pelo menos a hora do soninho seja assim, macia e gostosinha. ♥ 

11 de ago. de 2020

Sobre a função de usar máscaras

 

Achei que estava faltando aqui no blog uma foto com máscara para simbolizar esse momento que estamos vivendo. Escolhi a minha favorita - com plantinhas! 

Lembro direitinho a primeira vez que vi pessoas de máscara na rua, por volta de março. Fiquei surpresa e ainda comentei com minha mãe: “vi pessoas de máscara na rua, será que eu também deveria ter uma máscara?”. Hoje eu não saio sem máscara nem pra levar o lixo na rua.

Falando em sair na rua, agora é uma função. Dia desses, tocou o interfone e era uma entrega da farmácia. Fiquei na função de colocar a máscara, trocar o chinelo de usar em casa pelo famigerado chinelo de usar na rua, etc. E, ao descer os 5 andares para pegar a compra, lembrei que havia deixado o dinheiro em cima da mesa. Volta correndo o cão arrependido - trocando os chinelos para entrar em casa e sair de novo, etc.

E, falando em cão, umas semanas atrás eu estava passeando com a Cindi e um homem disse: “deveria ter uma máscara no cachorro também! Hehe”. Confesso que na hora eu fiquei fantasiando em como seria lindo sair eu e Cindi com máscaras combinando.

Escrevo na esperança de ler isso em 2021, aglomerada com as pessoas que eu gosto, e dizer: “nossa, lembra como era tenso quando ainda não tinha a vacina do coronavírus? Que bom que estamos vacinados, traz aí mais uma cerveja faz favor”.


12 de jun. de 2020

A vacina não dói nada

"A vacina não dói nada. Tu é homem ou não é?"

Moro do lado de uma casa de vacinação. Durante essa campanha de vacinas da gripe, ouço diariamente crianças chorando - mesmo daqui do quinto andar. E muitas vezes é possível ouvir os pais encorajando os pequenos, avisando que não vai doer, que é só uma picadinha, enfim. No entanto, hoje ouvi essa frase ali acima: "A vacina não dói nada. Tu é homem ou não é?" dita de um pai para uma criança muito pequena. Fiquei com pena desse menino e pensei nisso a tarde toda.

Não é pena por causa da vacina, que vai fazer bem pra ela no final das contas. Mas por, desde pequena, a criança ter que lidar com sentimentos “como homem”. Esconder o medo, esconder as lágrimas, as fraquezas, tudo para seguir um modelo imposto pelo seu pai – que também deve ter ouvido o mesmo de outras gerações anteriores.

Muito mais do que uma frase, “homem não chora” é machista, é uma ideia velha, é algo que precisa mudar. É aquele conceito de que são as mulheres que choram, que são medrosas, que fazem escândalo. Homens engolem em seco e encaram. Essa coisa de sentimentos não é bem-vinda no universo masculino.

“Tu é homem ou não é?”. O que deve ter passado pela cabeça do menininho, nesse mundo em que as pessoas agora precisam usar máscaras na rua, tendo que ir levar uma agulhada no braço? Sem saber exatamente o que esperava por ele? Pobrezinho.

Da próxima vez, vou pegar meu megafone e gritar umas poucas e boas pra esses pais aí.

 

4 de jun. de 2020

Sonho na pandemia

 Desde que a quarentena começou, eu ainda não tinha sonhado nada dentro do contexto "coronavírus". Essa noite sonhei que estava andando por uma rua bem movimentada, tranquila, e me dei conta que ninguém estava usando máscara – nem eu mesma. Eu senti uma sensação muito louca, tipo naqueles sonhos que você percebe que está pelado na escola, sabe? Daí por sorte eu tinha uma máscara comigo e coloquei ela.

Não lembro o que rolou no sonho depois disso, se as outras pessoas também colocaram as suas máscaras, se eu fui embora, qual foi o desfecho. Mas me peguei refletindo bastante sobre isso. Sobre a vida de antes, a de agora, como as coisas vão ser. Sobre sensações novas que a gente vem experimentando. E sobre como isso acaba chegando até mesmo na hora de colocar a cabeça no travesseiro e dar um tempo na realidade.

Vocês já sonharam com máscaras e pandemia? No fundo, acho que prefiro sonhar que estou pelada na escola. É menos angustiante.

1 de mai. de 2020

Reflexões da pandemia

É curioso notar como a pandemia do coronavírus mudou coisas que eram tão comuns no nosso cotidiano. Tipo a questão de ir no supermercado.

Eu sempre morei bem perto de mercadinhos e na minha vida era comum ir buscar rapidinho alguma coisa que estava faltando enquanto o almoço era preparado – opa, busca lá um requeijão, um refrigerante, coisas assim. Agora é tudo bem diferente.

Na última vez que eu saí de casa para ir ao supermercado, faz um mês, ainda não era obrigatório o uso de máscaras aqui em Novo Hamburgo. Então, enquanto algumas pessoas estavam com proteções no rosto e luvas, outros clientes – eu entre eles – estávamos com olhares cautelosos, mas rostos descobertos.

Hoje, fui ao supermercado acompanhada de duas novidades: uma máscara preta e um carrinho de feira. O carrinho se mostrou um item fundamental para uma pessoa como eu, que prioriza fazer tudo andando. Foi ótimo poder ir carregando com facilidade as compras do mês pra casa. Já a experiência com a máscara me trouxe muitos pensamentos.

Sim, ela esquenta, abafa, todas aquelas reclamações. Mas, além disso, a máscara nos rouba muito da expressão. Da expressão de diversão enquanto um carrinho pesado é manobrado, de desculpas quando há um esbarrão, até mesmo de impaciência quando alguém está bloqueando todo o corredor. Tentamos nos expressar em olhares, sobrancelhas erguidas, piscadelas.

E falando em olhos, tive que fazer compras sem usar óculos, lendo rótulos daquele jeito quase colado nas vistas. Se alguém sabe uma forma de usar a máscara e não ficar com os óculos embaçados, pode me ensinar.

O recomendado é a gente não falar muito enquanto usa a máscara, porque ela fica úmida. Então, me mantive calada a maior parte do tempo que estava fazendo compras. No entanto, já que o sorriso estava guardado, fiz questão de ser muito gentil e carinhosa com todos com quem falei. Foi um animado OLÁ, COMO VAI para o cara que mediu minha temperatura na entrada do supermercado, um BOM DIA PARA A SENHORA para a moça que colocou álcool gel nas minhas mãos, um OBRIGADA, ÓTIMO DIA DE TRABALHO para a menina do caixa. Em tempo de medo e rostos fechados, acredito que a gentileza se mostre cada vez mais necessária.

Sempre gostei de ir ao supermercado quase de noite, já pensando em uma taça de vinho e um bom jantar. Dessa vez, fui bem cedinho, logo após o horário destinado aos idosos. Na minha cabeça, sem embasamento científico nenhum, criei que nesse horário as coisas estão “menos contaminadas”. E amei ver uma vovó de máscara florida saindo com um carrinho cheio de cerveja.

E, após toda essa saga, ainda há o incrivelmente chato trabalho de higienizar cada coisa, incluindo as sacolas plásticas. Ensaboando um pacote de batata palha, me peguei pensando se um dia a vida vai voltar a ser como já foi um dia.

Escrevo isso não com alguma conclusão, mas sim para deixar registrado esse momento que estamos vivendo. Minha ideia é, daqui uns anos, reler esse texto e poder dizer: nossa, lembra como foi maluca aquela época daquele vírus? Que bom que passou. E que estamos todos bem. ♥

17 de mar. de 2020

Diário do isolamento social – dia 1


7h: Cindi fica contente que a mamãe não saiu de casa no horário de sempre.

8h: Cindi continua contente que a mamãe ainda está em casa.

9h: Cindi continua contente, mas começa a se perguntar que horas ela vai sair.

10h: Cindi fica incomodada que mamãe não está saindo da porcaria da casa.

11h: Latindo para a janela, Cindi descobre com outros cães que ninguém está saindo de casa e que será assim pelos próximos dias.

12h: Cindi finge que está feliz enquanto mamãe almoça.

13h: Sorrateiramente, Cindi pega as chaves-reserva e sai do prédio.

14h: Cindi aproveita a falta de fila nos locais e faz um contrato de aluguel.

15h: Cindi conquista sua própria independência em um apartamento próprio.

16h: Cindi fica com fome e lembra que é a mamãe que serve a ração.

17h: Cindi volta com agilidade sem que a mamãe perceba e finge que nada aconteceu.

Semana que vem vai ser uma delícia. ♥

15 de jan. de 2020

45 ideias de tema para TCC de administração

Me pediram ideias de temas para TCC, eu resolvi ajudar – e hoje o post vai para quem estuda ADMINISTRAÇÃO. Procurei mostrar assuntos que são bem amplos. O ideal é combiná-los com algum estudo de caso, nicho, grupo, empresa, etc.

O assunto “Empreendedorismo feminino”, por exemplo, pode ser explorado de várias formas:
👉 Perfil do empreendedorismo feminino na cidade x;
👉 Empreendedorismo feminino: análise das competências de gestoras na empresa y;
👉 Desafios do empreendedorismo feminino: maternidade e carreira.

Vamos ao que interessa! 45 ideias de tema para TCC de Administração:

1. Administração pública
2. Análise de projetos de investimentos
3. Análise de sistemas organizacionais
4. Antropologia das organizações
5. Clima e cultura organizacional
6. Comportamento do consumidor
7. Contabilidade empresarial
8. Cultura Organizacional
9. Demonstrações contábeis
10. Desempenho Organizacional
11. Direito comercial
12. Direito empresarial
13. Economia brasileira
14. Empreendedorismo criativo
15. Empreendedorismo digital
16. Empreendedorismo feminino
17. Empreendedorismo rural
18. Empreendedorismo sustentável
19. Estrutura organizacional
20. Filosofia para administração
21. Finanças corporativas
22. Gestão da inovação
23. Gestão da tecnologia da informação
24. Gestão de agronegócios
25. Gestão de custos
26. Gestão de marketing
27. Gestão de marketing no varejo
28. Gestão de operações
29. Gestão de pessoas
30. Gestão de projetos
31. Gestão de sistema da informação
32. Gestão estratégica de empresas
33. Gestão socioambiental
34. Internacionalização de empresas
35. Legislação Tributária
36. Macroeconomia
37. Marketing
38. Microeconomia
39. Negociação empresarial
40. Negócios digitais
41. Operações e logística
42. Orçamento empresarial
43. Sistemas de produção agroindustrial
44. Sistemas produtivos
45. Tecnologia da Informação
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Tem algum amigo que estuda adm? Manda para ele esse post. Quer ver ideias para o seu curso? Comenta qual é ele! 👇

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7 de jan. de 2020

4 ótimos sites para pesquisa acadêmica

“Sites para busca de artigos e livros”. Esse foi um dos pedidos feitos em uma caixinha que coloquei nos Stories esses dias. Pois bem, vamos lá.
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Por mais que a vontade de simplesmente procurar as coisas no Google seja enorme, a sua pesquisa será muito mais rica e produtiva se você utilizar essas ferramentas acadêmicas mais específicas. Elas contam com milhares de artigos dos mais variados temas, dissertações, teses e afins.

👉 SciELO: respeitadíssimo, o portal tem um montão de periódicos científicos brasileiros. (💻 http://www.scielo.br/).

👉 Google Acadêmico: foi o que eu mais usei na época do meu TCC. Também oferece capítulos de livros. (💻 https://scholar.google.com.br/).

👉 .periodicos: a plataforma da CAPES tem muitos artigos do mundo inteiro. A interface é toda moderninha e fácil de usar. (💻 http://www.periodicos.capes.gov.br).

👉 BDTD: Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações já diz muito sobre o que é essa ferramenta, né? Bem completinha. (💻 http://bdtd.ibict.br/vufind/).

Eu priorizei mostrar aqui os portais brasileiros, mas se você quiser fazer buscas em inglês, vale a pena procurar pelo ERIC (https://eric.ed.gov/), que foi desenvolvido pelo Departamento de Educação dos EUA. Coisa chique.

Essa dica te ajudou? Comenta!

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Afinal, o que é método científico?

Acharam que eu não ia falar de metodologia hoje, é?

Esses dias abri uma caixinha de sugestões nos Stories e várias pessoas pediram para eu falar mais sobre metodologia. Bem, esse pedido é uma ordem. Mas hoje vamos começar bem do básico: O QUE SÃO OS MÉTODOS CIENTÍFICOS?

Trago meus autores favoritos, Prodanov e Freitas (2013, p. 24) para explicar: “Método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que devemos empregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa”

Em outras palavras, é a maneira que você vai utilizar para resolver o seu problema de pesquisa. Se eu quero descobrir quais são os fatores que levam uma pessoa a comprar um livro com determinada capa, eu posso me utilizar de diferentes métodos de abordagem: dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico.

Também existem os meios técnicos de observação, que são o histórico, o experimental, o observacional, o comparativo, o estatístico, o clínico e o monográfico. “A utilização de um ou outro método depende de muitos fatores: da natureza do objeto que pretendemos pesquisar, dos recursos materiais disponíveis, do nível de abrangência do estudo e, sobretudo, da inspiração filosófica do pesquisador.” (PRODANOV; FREITAS, 2013, p. 27). Sim, em breve vamos conhecer mais sobre cada um deles.

O método científico geralmente tem as seguintes etapas:

  1. Observação;
  2. Elaboração do problema;
  3. Hipóteses;
  4. Experimentação;
  5. Análise dos resultados;
  6. Conclusão.

Pra resumir: método científico é um conjunto de etapas que você deve seguir para investir algo e, assim, obter conhecimentos.

Ficou mais ou menos claro? Se não, comenta aqui qual a sua dúvida que eu tô pronta pra responder.

P.S.: eu tenho um link do PDF do livro de Prodanov e Freitas, o e-book Metodologia do Trabalho Cientifico. Quem quiser, comenta aqui que eu envio!

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4 dicas para escolher o tema do seu TCC

Uma das grandes preocupações de quem está entrando na fase dos TCCs é: sobre o que falar? Pois eu tenho conselhos que vão ajudar a definir qual assunto acompanhará você ao longo dessa trajetória. ⁣

1. Você precisa gostar do assunto. Pensa que o TCC é como um relacionamento longo. Se você tiver que pesquisar algo que não seja do seu interesse, o sofrimento será muito maior. ⁣ ⁣

2. Deve ter ligação com a sua área. Não adianta você querer escrever sobre Harry Potter se você estuda matemática. A não ser que você ache um gancho (ainda falaremos disso).

3. Precisa ser relevante. Como o TCC é um trabalho acadêmico, ele deve contribuir de alguma forma para a área ou para os outros estudantes do seu curso. ⁣

4. Deve existir bibliografia acessível. Se fazer a pesquisa de um TCC já é cansativo, imagina ainda ter que traduzir artigos que estão em russo? A dica é encontrar assuntos que sejam ricos em fontes de consulta, como livros e outras monografias. ⁣

Te ajudei um pouco? Vamos fazer assim: coloca nos comentários o teu curso e alguns assuntos que você gosta, e eu vou dar alguma sugestão possível de assunto para pesquisa.

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21 de set. de 2019

O que aprendi tendo um cachorro


Coisas que descobri ao longo desses 15 dias que tenho um cachorro:

1. É fácil demais gastar dinheiro com o cachorro. Cobertorzinho rosa? Quero. Biscoito canino com sabor de bacon? Vou comprar. Spray de shampoo seco com cheiro de uva? Preciso. 

2. As preocupações mudam completamente. Se dá um temporal no meio da tarde, primeiro eu penso "Será que a Cindi vai ter medo?". Só depois eu tento lembrar se fechei todas as janelas do apartamento ou não. 

3. Passear com o cachorro é um ótimo jeito de conhecer melhor o bairro. Hoje de manhã, por exemplo, descobri uma pizzaria bem perto de onde moro e que eu nem fazia ideia. 

4. Cachorros fazem muitas coisas engraçadas, mas acho que subir escadas é a minha favorita entre elas. 

5. O amor que eu recebo é muito maior do que eu poderia imaginar. Tanto faz se eu fico o dia todo fora ou só saio para levar o lixo pra fora: basta eu entrar em casa para a Cindi ficar tão feliz como se tivesse ganho na loteria. 💙

2019 não está sendo o ano mais fácil da minha vida, mas tenho certeza que a escolha de adotar a Cindi foi uma das minhas melhores decisões já tomadas. E que venham as próximas descobertas!

6 de set. de 2019

Adotei um cachorro


Talvez o dia mais feliz do meu ano? Muito provavelmente. SIM, eu adotei um cachorro.

Cindi vivia em um acampamento de sem terra, rodeada de gente, mas sem nada de afeto. Dormia ao relento, sentia frio, se alimentava de lixo, não tinha carinho ou sossego. Isso mudou. Cindi foi resgatada por uma voluntária do projeto Peludinhos do Vale, veio aqui para a minha casa e, agora, terá mais amor do que ela pode imaginar.

Agora ela vai comer ração de salmão, dormir em uma cama quentinha, ter brinquedos de vários tipos, fazer passeios, tomar banho em petshop. Ter todo o conforto e o cuidado que ela sempre mereceu.

Cindi Costelinha Dias, tua nova vida está apenas começando. Seja bem-vinda à minha. ♥


14 de mai. de 2019

Como não matar samambaias


Tenho visto cada vez mais pessoas com interesse em SAMAMBAIAS. Eu acho isso muuuuito legal, visto que é uma planta que por muito tempo ficou meio fora de moda, sendo considerada brega. Onde já seu viu uma planta tão bonitona ter essa fama negativa? Eu acho que todo mundo precisa entrar no lado samambaia da força. Isso porque é uma plantinha de presença e que é beeeeem simples de cuidar. Sério.

A samambaia precisa, basicamente:

1. Um lugar iluminado pra ficar.

2. Água.

3. Pouco vento.

Sim, é fácil assim. Na foto está a samambaia que fica pendurada no meu quarto. Ela não pega sol direto nunca nunca, mas fica numa área bem clara. Eu molho algumas vezes por semana, sempre que coloco o dedo na terra e sinto que está seco. Sem nenhuma regra mirabolante, não. E de vez em quando eu dou uma chacoalhada nela para caírem as folhinhas secas – as folhas que encostam na parede acabam secando.

O melhor é que eu comprei essa planta pequenininha em um supermercado e logo ela se desenvolveu e ficou assim linda. E eu mal posso esperar para comprar mais samambaias e deixar o meu apezin inteiro nessa vibe de florestinha tropical.

Você também sonha com uma samambaia? 

23 de mar. de 2019

Minha cama baú king size

Durante quase 30 anos eu dividi o quarto com meu irmão. Isso significa que por quase 30 anos eu dormi em cama de solteiro – tirando aqueles anos que eu dormi em um berço hehehe.

Então eu tinha muito certo na minha cabeça que quando eu tivesse a minha casa, teria a maior e melhor cama que eu pudesse comprar. Dito e feito.

Como o quarto que tenho no meu apê é grandão, me joguei em uma cama box com baú da Ortobom, com direito a um colchão metido a besta, cheio de tecnologia: o Liberty. É muito confortável, não precisa ser virado, espumas firmes, tecido belga e não sei mais o que.

No baú eu guardo malas, guardo papel higiênico, os produtos de limpeza que ainda não estão no uso, ventilador... Sério, é um espaço muito bem aproveitado e eu recomendo muito pra quem mora em apartamento ou espaço compacto.

Tudo bem que essa brincadeira passou dos 5 mil reais, mas não me arrependo. Se eu cheguei nessa cama dos sonhos foi PORQUE EU MERECI. Brincadeira. Mas depois de espremer meus 1,72 em caminhas pequenas, estava mais que na hora de poder me espalhar tal e qual uma estrela do mar.

E a cama aí, como é?


20 de mar. de 2019

As cadeiras do apê

“E essas cadeiras lindas, Nicole? Qual é o nome? Onde compra? Como limpa?”. Sim, são muitas as questões que surgem cada vez que alguém vê as minhas cadeiras. Elas são inspiradas das famosas Eames (joga no Google que você vai ver mais). Réplicas, sim, porque as de verdade devem custar muito mais do que eu tenho para pagar hehehe.

Comprei em um site chamado Lucy Home porque foi lá que encontrei o preço mais baixo. Elas chegaram desmontadas e eu tive que prender o assento nas perninhas, mas não é complicado. Comprei 4 e escolhi a cor branca. Tem de várias cores pelo mercado a fora.

Eu acho elas bem resistentes, e a promessa é que aguentem até 150kg. O máximo de peso que elas já suportaram aqui em casa foi uns 100 e foi tudo de boas.

Para limpar, eu uso um paninho com CIF, que aliás é um excelente produto e que um dia desses receberá seu próprio post.

Essas são as principais informações sobre elas. E uma adicional é que elas são LINDAS DEMAIS, não são? Eu amo. Se tiver alguma dúvida, coloca nos comentários que eu respondo.

19 de mar. de 2019

A saga da geladeira


O momento que você compra a sua própria geladeira duplex é simplesmente inesquecível. E é claro que essa minha geladeira tem toda uma história por trás.

Quando eu comprei meu apartamento, ele veio com alguns itens dentro, tipo sofás, máquinas de lavar e, sim, uma geladeira.

Funcionava perfeitamente, tudo da forma que tinha que ser. Eu decidi, então, só comprar uma geladeira nova quando a antiga estragasse ou algo assim. E segui minha vida.

Até que comecei a perceber um CHEIRO na geladeira. Meu irmão não sentia, meus pais não sentiam, meus amigos não sentiam. Mas eu sentia perfeitamente aquele cheiro. Cheiro de algo que ficou parado muito tempo, um rancinho, não sei explicar. Comecei a ficar boladona.

Os dias se passaram e parece que o cheiro começou a se entranhar nas minhas coisas e elas ficaram com O GOSTO DO CHEIRO. Sabe isso? Parece maluquice minha, e talvez até pode ser mesmo.

Só sei que a gota d'água foi um dia que comi um pedaço de queijo e ele só tinha o sabor da geladeira, mais nada.

Resolvi que era hora de dar um BASTA. Fui pra internet atrás das melhores ofertas. Me apaixonei pelas possibilidades e preços do Compra Certa e me joguei. Foi ótimo porque o preço estava muito mais barato que qualquer outro lugar e foi possível agendar a entrega para um dia que eu estivesse em casa.

Agora minha geladeira é linda, é silenciosa, tem um congelador com um tamanho gigante, tem filtro que neutraliza todo os odores. Eu casaria com essa geladeira se o matrimônio entre humanos e eletrodomésticos fosse legalizado.

Às vezes eu fico rindo que nem boba só de olhar para ela.

E acho que muitas coisas na vida deveriam ser assim.

7 de mar. de 2019

Meu carrinho rosa

 

Acho que nunca mostrei nas redes o famigerado do meu carinho rosa. Por muito tempo desejei tê-lo e estava sempre indisponível no site da Etna. Assim que recebi o alerta de reposição do estoque, tratei de garantir o meu.

Como meu banheiro é miudinho e não tem armários, atualmente o carrinho fica lá e serve para guardar cosméticos, papel higiênico, grampos de cabelo, etc. 

Quando o banheiro for reformado (algum dia de 2021, quem sabe?), o carrinho poderá ir para o quarto ou escritório. Meu sonho, na verdade, é encher ele de plantas. Confesso que pensei agora em comprar mais um só pra fazer isso. 

 

28 de fev. de 2019

4 coisas que aprendi nesses 4 meses morando sozinha

🏠 Um pacote de sal dura praticamente pra sempre;

🏠 Usar Bombril seco para limpar box de vidro funciona muito;

🏠 Ninguém vai julgar se a cama ficar não for arrumada um dia... Ou a semana toda! 

🏠 Vale a pena gastar mais em um bom amaciante. Te amo, Downie.

Que venham os próximos aprendizados. ♥

4 de fev. de 2019

10 maneiras de juntar dinheiro para morar sozinho – ou realizar seus sonhos


Eu só fui morar sozinha aos 29 anos, mas desde muito tempo antes eu já vinha pensando nisso, planejando, montando no The Sims as casas dos meus sonhos, etc. E desde então eu já tinha uma coisa muito certa na minha cabeça: para sair de casa eu preciso ter dinheiro. Era impossível eu cogitar levar uma vida independente se eu não conseguia sequer controlar o meu próprio cartão de crédito.

Foi aí que eu virei a louca das finanças, da organização, das planilhas, dos investimentos. E divido agora com vocês algumas coisas que me ajudaram a ter uma grana legal para pagar a entrada do meu apartamento, mobiliar o que precisava e ainda e ter um bom fundo de emergência.

Lembrando que esses passos não se aplicam somente em casos de conquistar o sonho da casa própria. Vale se você quer fazer uma viagem internacional, comprar um carro, pagar uma faculdade, etc etc etc.

MAS ANTES! Esse blog conta com alguns anúncios, banners e links de sites parceiros. Eu vou receber um pequeno pagamento se você clicar nelas, e não tem nenhum custo pra você. Senta a mão no clique aí e me ajuda a pagar os boletos :P Obrigada!

Imagem: Beth Jones


1. Tenha seu objetivo em mente


Manter o foco naquilo que eu mais desejava me ajudou – e muito – a resistir a tantas tentações que apareceram no meio do caminho. Sempre que eu ficava com aquela coceirinha de comprar algo por impulso lembrava do sonho maior, o apartamento, e logo ignorava rapidinho o item em questão, geralmente maquiagem ou roupas.

2. Reserve uma parte do seu salário


Não adianta querer ter dinheiro se você não economiza. Especialistas dizem que o ideal é que você guarde pelo menos 10% do que você recebe todo mês. Ao parar de fazer compras sem necessidade, eu consegui ir guardando mais do que isso mensalmente. E então coloquei o dinheiro para trabalhar para mim, o que nos leva ao próximo tópico.

3. Invista o seu dinheiro


Pare de guardar o dinheiro em um cofrinho, embaixo do colchão ou na conta corrente. Se você quer ser uma pessoa independente, precisa aprender a colocar o dinheiro para render mais dinheiro ainda. E a ideia aqui é ir muito além da poupança. Investimentos de renda fixa costumam trazer um retorno maior e são igualmente seguros. Eu baixei o aplicativo Easy Invest e é por ali que coloco uns dinheirinhos sempre que dá. Tenho aplicações em Tesouro Direto, CDB e LC. E sou do tipo que acessa o aplicativo todos os dias para ver o quanto eu ganhei sem fazer nada. Juro.  Para quem quer aprender um pouco mais sobre essas letras todas e formas de fazer o dinheiro crescer, recomendo o livro da Nathalia Arcuri, “Me Poupe! 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso”, bem como o canal de Youtube dela.


4. Viva sempre um degrau abaixo


Essa dica aqui foi bem importante para mim. Sempre que por algum motivo eu ganhava uma grama a mais, eu dava um jeito de gastar. E por isso acabava vivendo sempre no meu limite (financeiramente falando). Então eu elegi que dos meus ganhos mensais eu só poderia gastar um valor determinado. E esse valor se manteve mesmo quando eu recebia a mais por um freela ou um aumento de salário. Assim, tudo que “sobrava” eu ia guardando. Claro que esse degrau abaixo precisa ser algo que funcione para você, que seja possível pagar as contas essenciais e garantir um pouquinho de diversão. Só é preciso ter consciência. Espia esse vídeo pra entender melhor.

Imagem: Beth Jones


5. Corte fora os gastos desnecessários


Dê uma olhada nas contas que você paga todos os meses. Será que alguma delas não pode ser reduzida – ou mesmo eliminada?

Na prática, o que eu fiz:

  1. Troquei o plano de celular que usava por um mais barato, com menos internet. Isso porque eu fico a maior parte do tempo em wi-fi e não precisava ter um plano de dados tão grande. Minha conta foi de 100 reais para 60. Em um ano, economia de quase 500,00! Vale ligar para a sua operadora e ver que tipo de promoção ou desconto eles podem oferecer para você.
  2. Troquei a academia por uma rotina caseira / na rua. Eu pagava mensalmente a academia perto de casa e quase nunca aparecia por lá. Ou seja, dinheiro praticamente posto fora. Depois que cancelei minha matrícula, passei a me exercitar em casa, fazer caminhadas e corridas. Mantive meu corpo ativo mas sem precisar pagar mensalmente por isso. Economia anual: mais de 1000,00.
  3. Cancelei assinatura de revistas. Eu recebia todos os meses a Cosmopolitan e a Pequenas Empresas Grandes Negócios. E pra falar a verdade eu mal tinha tempo de ler as publicações. Cancelei as duas assinaturas e passei a ler pela internet mesmo, ou comprar direto na banca quando é algo que me interessa bastante. Economia anual: cerca de 300,00.

Esses são apenas três exemplos. Outros gastos que você pode enxugar: televisão à cabo (com Netflix aí, quem precisa de mais canais?), lanches na faculdade (leve de casa uma fruta ou sanduíche!), etc etc etc.

6. Pesquise antes de comprar


Isso vale desde itens como um par de tênis até uma máquina de lavar. Quando você precisar de algum item, não aceite a primeira oferta que aparecer. Se estiver comprando pela internet, utilize sites que comparam preços para achar as melhores oportunidades. Mesmo que você prefira fazer as suas compras presencialmente, dar essa pesquisadinha prévia já dá uma ideia aproximada de quanto as coisas custam. E sabendo dos preços que são praticados por aí, sempre vale pedir pelo gerente e dar aquela bela negociada.

Essa coisa de pechinchar, aliás, é uma verdadeiro dica bônus. Anota aí: você não pode ter medo de pedir desconto. Eu já fiz muito isso ao longos dos meus quase 30 anos nesse mundo. Do simples “à vista tem desconto de quanto?” até um “na loja aqui na frente custa 10,00 menos. Você consegue me fazer esse preço para eu comprar aqui mesmo?”, eu sempre fui atrás de boas oportunidades de negócio, mesmo quando estava comprando um simples secador de cabelo. Muitas vezes funciona, o que é ótimo.

7. Reflita: “eu quero ou eu preciso?”


Isso aqui é algo que eu uso no meu dia a dia e me ajuda a controlar impulsos. Toda vez que estou prestes a comprar alguma coisa, me questiono: eu simplesmente quero esse item ou ele é uma necessidade? Exemplo: eu andei emagrecendo e minhas roupas não servem direito mais, então uma calça jeans é algo que eu preciso. Um batom vermelho novo, no entanto, seria um supérfluo, visto que tenho pelo menos 3. Fazer essa simples pergunta pra você mesmo faz toda a diferença na hora de passar o cartão de crédito.

Ah, cuidado com a armadilha do “eu mereço”. Tipo, “eu não preciso disso, mas eu quero tanto e mereço, pois tive uma semana difícil”. Escapadelas ocasionais acontecem com todo mundo, até comigo, mas não podem se tornar um hábito, ou você vai ficar cada vez mais longe dos seus sonhos.

Imagem: Beth Jones


8. Descubra um jeito de aumentar a sua renda


Para você ter mais dinheiro, é preciso gastar menos e ganhar mais. Na teoria é simples, mas como fazer na prática? Oras, não é nada impossível. Meu conselho é procurar algo que você faça muito bem e comercializar. Pode ser um produto, como marmitas saudáveis, toalhas bordadas e vasinhos de cerâmica, mas também pode ser um serviço. Vale cuidar dos gatos da vizinhança, fazer trabalhos de tradução, dar aulas particulares de informática... Enfim, use suas habilidades e conhecimentos para dar aquele up no dinheirinho que entra todos os meses.

No meu caso, eu sempre amei escrever e tenho formação em jornalismo. Portanto, fiz alguns cursos de produção de conteúdo e hoje complemento minha renda escrevendo para sites e fazendo jobs de social media. É algo que faço com prazer e que ainda me deixa mais RYCA. Só amor. Aliás, manda jobs!

9. Use a internet a seu favor


Essa internet louca vai muito além de memes, sabia? É possível ganhar dinheiro de formas simples, basta saber onde se cadastrar. Os sites que mais tenho gostado ultimamente são:

MELIUZ: esse site te dá dinheiro de volta em compras online, o famoso cashback. Exemplo: comprei uma televisão no Ponto Frio com o Meliuz ativado. Depois de alguns dias eu recebi de volta uma porcentagem de 8% do valor pago. É o que eu gosto de chamar de DINHEIRO GRÁTIS, e são milhares as lojas cadastradas no Meliuz. Faça o seu login pelo meu link para ganhar 5 reais assim, de cara. CLICA!

MESEEMS: quem não gosta de responder uma enquetezinha? No MeSeems a ideia é acumular pontos respondendo pesquisas remuneradas e trocar por prêmios. Entre esses prêmios há desde cartão de R$17,00 no Spotify até vale de R$75,00 no Outback. Oh yeah meninaaaaa ♥ Te cadastra JÁ!

Outras ideias: aproveitar sites de afiliados, como Amazon, Hotmart, Lomadee e Uol Afiliados. Eles pagam comissões por vendas e por cliques em links. Vale a pena dar uma pesquisada.

10. Mergulhe no mundo das planilhas


Pode ser em um caderninho mesmo ou em uma planilha do Excel. O importante é que você comece imediatamente a anotar o quanto você ganha e o quanto você gasta. Pode parecer estranho, mas algumas pessoas não sabem exatamente quanto de dinheiro entra e sai na vida delas a cada mês. Ter esse controle é um passo essencial para domar a sua vida financeira e colocar ela nos trilhos de uma vez por todas.

E aí, você já utiliza alguma dessas dicas no seu dia a dia? Conta pra mim nos comentários que eu vou adorar saber.

ILUSTRAÇÕES NO POST: Beth Jones