21 de dez. de 2011

2011 foi um ano massa

Essa vibe de final de ano me irrita e me deixa feliz ao mesmo tempo. Tipo, eu adoro essa coisa de lembrar de tudo de bom que passou, fazer promessas pros dias que estão vindo, pensar com carinho nas pessoas e comprar presentes pra elas, reunir a família para comer coisas deliciosas. Nem com o “Então é Natal...” eu me incomodo - vou confessar pra vocês que eu até tenho essa música no meu computador e escutei pra fazer cada um dos 28743 textos natalinos que eu escrevi nos últimos tempos. Mas eu me irrito com o movimento doido de pessoas nas lojas e nas ruas, com a falta de paciência das pessoas, com toda a confusão que fica por aí. E tenho um medo tremendo desses Papais Noeis mascarados que tem por aí. Mas enfim, não é disso que eu vim falar.

Hoje é dia de lembrar de 2011. Como ele foi pra vocês? Pra mim, 2011 foi um ano massa - apesar de eu ter torcido o pé, ter ficado mal por causa da amigdalite e ter queimado um braço só na praia.

Logo no começo do ano eu já recebi um presente enorme: fiz amigas incríveis, que fizeram parte da grande parte das aventuras e indiadas que vieram a acontecer depois. Gurias, vocês são lindas e eu amo vocês!

Em 2011 eu bebi cerveja com energético. Saí em sexta, sábado e domingo. Fiz duas tatuagens. Alisei – mais uma vez – o cabelo. Defini o tema do meu trabalho de conclusão e consegui uma orientadora maravilhosa pra ele. Descobri que qualquer ~misto-quente~(aqui no sul é TORRADA, poxa!!!) fica mais delicioso com requeijão dentro.

Acampei, afundei o pé na lama, comi churrasco como café da manhã. Aprendi a jogar Uno. Fiquei bronzeada sem tomar banho de sol. Entrei de penetra em uma festa gospel. Fui no drive thru do McDonalds andando. Assisti muitos filmes, li vários livros – alguns deles em inglês. Joguei muitas horas de The Sims. Comi sushi e tapioca pela primeira vez – e, logo de cara, não gostei de nenhum dos dois. Sofri por causa de pés na bunda, comecei a namorar. Dei tchau pruma amiga que foi trabalhar na Disney e só volta ano que vem.

Aprendi a mexer no Fireworks e a editar vídeos. Tentei, mais uma vez, aprender a tocar violão. Doei meus brinquedos antigos para crianças carentes. Enchi minha mesa da agência de dinossauros em miniatura. Enchi uma parede com recortes de revista. Comecei a tomar café sem açúcar. Tive um cachorro por 15 minutos. Fui na Feira do Livro de Porto Alegre e vi a Martha Medeiros. Criei uma página pro meu blog no Facebook.

Descobri que eu não tenho paciência pra mimimi e pra gente chata (nem pra gente mimada, nem pra gente que escuta funk no ônibus, nem pra... Ok, seguindo.). Comecei a aceitar que eu sou assim do jeito que eu sou - e a não ter medo de dar a aminha opinião sempre. E, no final das contas, me descobri muito, mas MUITO feliz. =D

Pode ser que o ano não tenha sido exatamente muito diferente dos anos que tem passado, mas isso não importa. Acho que é a totalidade dessas coisinhas assim, pequenas, que deixam os 365 dias muito mais interessantes. É aí que tá toda a graça.

Enfim. E que venha o post com as resoluções de Ano Novo. E que venha 2012! :D

20 de dez. de 2011

provavelmente o antepenúltimo post do ano

Oi gente! Como eu estou de férias da faculdade, pensei que poderia encher meu blog com diversos posts e novidades e tal – afinal de contas, tem acontecido MUITAS coisas nesses últimos dias. Mas anda tudo uma correria infernal. Final de ano é sempre a mesma coisa, né? O cara acha que vai ficar bem de boa mas acaba correndo mais do que correu o ano inteiro. E daí tô eu me matando e tal pra adiantar tudo na agência e curtir com tranquilidade minhas férias. Sim, queridos e queridas, vou sair de férias! Ok, é uma semana só, mas ainda assim são férias.

Vou passar essa semana linda em Garopaba, praia de Santa Catarina. Tenho certeza de que vai ser muito legal, mas não sou de criar muitas expectativas. Seria péssimo me imaginar no solzinho da beira da praia, vendo gente bonita, comendo violinha e bebendo champanhe, chegar lá e, sei lá, me deparar com uma semana de chuva e um monte de gente feia – e de sunga branca.

Então eu vou fazer minhas malinhas e ir pra lá de coração aberto, ver como a galera vai se organizar na cozinha, com as barracas, se vai ter champanhe o suficiente, se o camping tem tantos banheiros como diz no site, etc etc etc. E depois, óbvio, vou contar tudo pra vocês. Mas isso vai ser sóooooo no ano que vem. Quero ver se consigo passar um tempinho longe de computadores, internet e afins. Mas é possível que eu dê umas twittadas da praia, e dê uma trabalhadinha bem de leve. Cada um com seu vício.

O que me entristece é que vou ficar uma semana longe do meu The Sims. E não é qualquer The Sims, galera. Ganhei de Natal o The Sims de bichinhos de estimação! Isso vai merecer um post exclusivo. Me cobrem isso em 2012, meu e-mail é nicolesdias@hotmail.com.

Enfim. Esse post aqui foi meio que só pra dizer pra vocês que eu tô viva, que eu tô bem, que eu AINDA tô tomando café sem açúcar e que eu vou preparar (ou tentar preparar) mais dois posts pra essa semana: um com uma retrospectiva e outro com resoluções para o ano que vem. Então... nos ‘falaremos’ em breve, não é? É! Até mais!

14 de dez. de 2011

pessoas que andam devagar quando saem da escada rolante

Fazia tempo que não rolava aqui no Blogando um post cheio de reclamações e coisas que me incomodam. Esse aqui tá cheio. Vem comigo!

Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa meio... inquieta. Comigo não tem sossego. Não existe essa de ficar o domingo todo deitado no sofá vendo a vida passar. Eu sempre vou inventar alguma pessoa para visitar, ou alguma gaveta para esvaziar e depois tornar a colocar as coisas no lugar. Ou vou andar várias quadras até uma padaria só pra comprar 3 folhadinhos de salsicha com gergelim por cima, ou vou organizar fotos, etc etc etc.

Fico meio irritada com gente que fica se amolando com as coisas, e mais de cara ainda quando alguém diz que vai fazer uma coisa e não faz LOGO. A pessoa diz que vai tomar banho mais fica vendo coisas do 9gag. A pessoa diz que vai buscar um café mais fica vendo coisas no 9gag. A pessoa diz que vai responder seu e-mail mas fica vendo coisas no 9gag.

Também me incomodo com pessoas que andam devagar. Pessoas que andam devagar e bloqueiam a calçada e me obrigam a andar um pouco pela rua para poder ultrapassá-las. Isso me deixa puta. Mas o que me incomoda mais ainda são as pessoas que andam devagar quando saem da escada rolante.

Como o próprio nome diz, a escada ROLANTE é um negócio que está em movimento. Ela está levando você em alguma direção (para cima ou para baixo) e não vai parar. Daí o cara tosco vai lá, chega na ponta da escada e ao invés de dar um passo grande e sair andando pela vida afora, dá uma freiada e sai bem devagarinho andando. E isso me obriga a

a) Andar devagar atrás da pessoa

b) Ser obrigada a dar uma ~paradinha~ até a pessoa sair da sua estúpida inércia

Seja a ou b, fico irritada. Porque na escada rolante não é como na rua, que eu posso simplesmente andar em ziguezague pelas pessoas, ultrapassando elas como se a vida fosse uma eterna partida de Gran Turismo. Na escada rolante é preciso esperar. E, se der azar, ainda esbarrar nas pessoas, encostando nas costas dela – ou sendo encostada pelas pessoas que estão atrás. Argh!

E quando você acha que não tem nada pior, surgem aquelas pessoas que têm MEDO da escada rolante. E, claro, elas estão na sua frente para subir na escada, e deixam passar vários degraus até ter coragem de enfrentar. Como se um degrau fosse diferente do outro. Como se subindo no degrau “certo” você ganhasse, sei lá, um Golden ticket. E, obviamente, são lerdas na hora de descer – vai que a escada SUGA eles lá pras profundezes misteriosas? Ok, eu ficaria bem feliz se isso acontecesse. Pronto, falei.

6 de dez. de 2011

agora eu tomo café sem açúcar


Esses dias eu resolvi, do nada, que iria parar de tomar café com açúcar. Foi semelhante ao dia em que eu estava na academia e resolvi que ia comprar um notebook – mesmo sem ter todo o dinheiro necessário para fazer o negócio à vista, como era a minha ideia.

Aliás, nunca contei a história do notebook aqui. Tive que pedir dinheiro emprestado pro meu irmão, até. Mas consegui negociar bem, levei um desconto, e ainda ganhei um mouse, um mousepad e uma dessas bolsas de colocar o note dentro. Daí instalamos tudo o que eu queria e o The Sims e etc. E eu fiquei pobre, e tive que ligar para o amigo com quem ia sair aquele dia e dizer “não posso ir ao cinema contigo hoje porque eu comprei um notebook e tô pobre e nunca mais vou sair de casa, adeus.”. Enfim, café.

A decisão de passar a tomar café sem açúcar não teve nenhum tipo de embasamento. Não é que eu li alguma reportagem falando mal disso, ou me dei conta de que açúcar faz mal pra saúde ou qualquer coisa assim. Na realidade, pensando agora, eu simplesmente achei que seria melhor servir o café na minha caneca e não ter que fazer mais nada além disso.

Porque, como vocês sabem, tem todo um processo de colocar açúcar (ou adoçante)no café, né. Colocar o café, o açúcar, mexer, ver se tá bom. Tem gente que coloca o açúcar primeiro. Acho que todo mundo faz assim, aliás – menos eu. E nem sempre é fácil, gente. Ainda mais o açucareiro aqui da agência, que é meio incontrolável. Às vezes o café ficava um melado, às vezes ficava super amargo – e isso envolvia ter que levantar e ir ajustar o café conforme o meu gosto e tudo o mais. Era muita mão.

Daí agora basta chegar na térmica, servir o café e tomar.

Sim, no primeiro dia foi terrível. Era uma careta imensa a cada GOLE de café. Minha produtividade aquele dia não foi das melhores, já que a cada gole de café eu franzia o rosto inteiro. Impossível permanecer concentrada dessa maneira.

Sim, o segundo dia também foi horrível. O terceiro também. Mas muita gente veio me apoiar e dizer que era assim mesmo, que eu ia conseguir. Então eu continuei todo dia, insistindo, fazendo cara feia, aquela coisa. Até que essa semana eu me dei conta de que não tinha mais cara feia. De que tomar café sem açúcar acabou se tornando uma coisa meio normal. SOU ROOTS! SOU FODA! E nessa brincadeira aí, acabei perdendo um quilo – sem nem me dar conta. RÁ!

Daí nessas horas eu penso que deve ser realmente complicado ser fumante e decidir parar de fumar. Porque eu tenho a impressão que no momento que eu tomar novamente um café com açúcar, todo o meu esforço terá sido em vão.

O próximo item que eu quero cortar da lista é o Nescau. Mas cara, é muito difícil. :(

E vocês, como é que gostam de tomar café? :o)

24 de nov. de 2011

dos últimos finais de semana do ano

Não sei se você já se deu conta, mas o ano de 2011 só tem mais 6 finais de semana. Pega lá o calendário e dá uma conferida!

Só mais 6 finais de semana. Talvez você esteja tranquilo quanto a isso, mas, pensa comigo: subtraindo o Natal e o Ano Novo, que vão cair justo no “finde”, nos sobram apenas quatro sábados e quatro domingos. QUATRO. E você tem que conseguir colocar nesses quatro finais de semana todas as festinhas de encerramento com suas turmas, todos os amigos secretos, todos os churrascos, todos os aniversários (que continuam acontecendo no final do ano), tudo!

E é absurdamente complicado combinar com os amigos uma data para fazer alguma coisa. Tipo. Alguém resolve que a revelação do amigo secreto vai ser no dia X. Daí alguém diz que dia X não pode. Então é proposto o dia Y, que também não é um dia bom pra outra pessoa. Então o dia Z fica definido. Alguns dias depois você vai lá avisar que no dia Z é a festa da firma e você não pode faltar. Daí a confusão começa mais uma vez.

Sim, eu estou surtando por causa disso. Pra você ter uma ideia, amanhã tenho um encontro com amigos. Ok, até aí tudo certinho. Daí no sábado eu tinha um churrasco, uma janta e um aniversário na balada. Tinha, porque hoje mesmo eu estava andando pelo campus da universidade quando encontrei uma amiga minha que disse:

- Nicoleeeeeta, o que tu vai fazer sábado?

- Hmmm... sábado eu tenho um churrasco... e um aniversário... e uma janta... Hm, por que?

- Porque eu vou comemorar o meu aniversário lá em casa! Tu tem que ir, tu não foi no ano passado!

Daí eu fiquei naquelas de ficar sem saber o que fazer. Minha vontade é ter um vira-tempo, que nem o Harry Potter. Daí eu posso ir em todas as coisas. E ainda ficar em casa, se der vontade. É claro que isso dar uma confusão do barulho, mas todo mundo ia ficar feliz.

E eu nem quero pensar nos próximos finais de semana. A coisa tende a embolar ainda mais. E eu ainda não comprei nenhum presente de Natal. AI MEU DEUS, CORRE NICOLEEEEE!

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Antes de ir, preciso compartilhar minha indignação. Hoje cheguei na aula e a professora me chamou para ajudar ela a corrigir as provas. Tipo, ela corrigia e colocava a nota, enquanto eu anotava a nota no nome do colega na grade lá. Sim, me senti no Ensino Médio. Eu, prestes a me formar, prestes a ser uma jornalista de verdade, sendo chamada de “minha secretária” pela professora. Mas ok, nem é esse o motivo da minha fúria. Tava eu ali, anotando as notas e tal, até que chegou a hora da professora corrigir a minha prova. E ela:

- Ué, Nicole, onde tu respondeu a questão número 2?

Então eu olhei pra prova, olhei para a minha folha de respostas e disse, na sinceridade:

- MEU! Hã, SORA! Eu não vi que tinha essa questão! Deixei passar! Não acreditoooooo. Deixa eu ler ela aqui.

E o pior de tudo é que eu SABIA A MERDA DA RESPOSTA. Daí eu falei pra profe que eu sabia a resposta, e que a gente era amiga, né, ela podia me dar essa chance. E ela:

- Não, não vou te dar nota. Mas assim é bom, tu tem que aprender com teus erros. Tu nunca mais vai entregar uma prova sem revisar toda ela.

É, foi bem assim. E eu acertei todo o restante da prova, e ia acertar essa também. Ia tirar 10. Mas não, né, tirei 8. Eu não gosto de tirar 8.

E NÃO ME CHAMEM DE NERDONA.

22 de nov. de 2011

o drama da minha amigdalite

Olá, queridas pessoas que leem meu blog. Hoje eu não estou bem. Não é dor de amor, não é parente ferido, não é depressão, não é nada do que vocês possam estar pensando. Porra, tô com amigdalite!

E isso não é nenhum tipo de novidade pra mim. É só mudar a temperatura que eu fico com as amigdalas inflamadas. É só passar uma tarde em um ambiente com ar condicionado ligado que eu fico com as amigdalas inflamadas. É só suar na academia e depois sair pra noite friazinha que eu fico com as amigdalas inflamadas. É só... tá, acho que vocês entenderam.

Então quando eu acordei hoje de manhã eu já percebi a dor e o inchaço das amigdalas. Não procure no Google sobre isso, você vai ver imagens nojentas e com PUS, só imagine que a dor se localiza ali no início do pescoço. E pra mim dói sempre no lado direito. Enfim. Vi que a situação não estava legal. Tomei um remédio, fui pra academia, depois voltei pra casa e depois fui trabalhar. Tudo estava bem – ou mais ou menos bem. A dor estava ali, presente em cada gole de café sem açúcar que eu tomava, mas era suportável.

Até que o efeito do remédio foi passando... E a dor resolveu voltar de trator, trazendo junto a amiga febre e a amiga dor no corpo. Continuei trabalhando, como boa profissional que sou, mas não sem ficar pensando a cada 5 minutos que a hora de ir embora podia chegar LOGO.

Até pesquisei sobre a amigdalite. Lembro que via nos filmes e nos desenhos animados que as pessoas (geralmente as crianças) tiravam as amígdalas e guardavam em potes - e depois comiam as amígdalas muitos sorvetes. Só que hoje em dia as pessoas não tiram mais elas - isso porque, caso você não saiba, as amígdalas protegem o corpo de coisas piores. Tipo, ao invés de eu ficar com uma infecção na garganta, eu fico com uma infecção na amígdala. Massa, né? Pena que dói e tal. Enfim.

Daí eu cheguei em casa e, como eu adoro um drama, apenas tirei minhas botas de cowboy e disse, teatralmente: “ESTOU MORRENDO”. E deitei no sofá em posição fetal. Eu estava ruim, com arrepios febris e dor em tudo, mas não morrendo, né gente? Eu tenho uma saúde boa e é raro esse tipo de coisa acontecer. Daí quando acontece eu preciso de amor e atenção! Minha mãe me trouxe remédios e disse “toma uns desses aí depois que tu comer alguma coisa”. E, confesso, eu me aproveitei do meu estado.

- Paiêeeee – eu disse, chamando meu pai baixinho, com minha voz rouca.

- O quieeeeeê? – ele perguntou.

- Tô com fome, pai – eu disse, olhando pra ele com aqueles olhos de pessoa doente.

- Tá com fome? E o que é que tu quer comer?

- Aquele sanduíche que só tu sabe fazer. Por favorzinho? Tô MAAAL.

Daí meu pai foi pra cozinha e eu cochilei no sofá. Acordei com um prato de sanduíche-especial-do-daddy olhando pra mim. Comi e tal. Depois tomei os remédios e tal. E daí fui tomar banho, coloquei pijama e tal. E vim aqui escrever enquanto não são 10 horas e não começa Walking Dead. Sim, eu tenho outras coisas pra fazer, mas achei necessário vir aqui bancar A SOBREVIVENTE.

Agora a febre tá passando. Tô suando atrás do joelho e tudo o mais. Ficarei bem. :D

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- Pai, o que tu acha de eu fazer um post sobre minha amigdalite?

- Hm, não tenho nenhum comentário espirituosos para fazer sobre isso. E não me atrapalha, tô tomando meu chá das 8. (Ele estava mesmo tomando chá, e ficou fazendo uma cara pomposa porque bem nessa hora passou na televisão uma propaganda sobre a Inglaterra. Chá das 5, you know).

18 de nov. de 2011

tive um cachorro por 15 minutos


Cheguei em casa do trabalho e sentei no sofá de casa, para conversar um pouco com minha mãe e meu irmão antes de ir para a academia. De repente, deu um barulho na porta de casa: meu pai chegando. Só que ele tinha uma coisa diferente com ele. Trazia nos braços um... um filhotinho de cachorro.

A minha primeira reação foi dar um grito. Depois eu me aproximei e fiquei em silêncio, olhando. Meu pai disse:

- Esse é o Angus!

E eu, trêmula:

- Ele é... ele é meu?

- Uhum.

Meio sem jeito, peguei o filhotinho – que tremia – no colo. E comecei a chorar.

Não sei por que isso. É quase como naquele vídeo que a menininha descobre que os pais dela vão levar ela na Disney.




Assista ao vídeo à partir dos 1:40. Eu tive a mesma reação da garotinha. Chorei por estar feliz, por estar realizando algo que eu desejava muito, por estar sem reação, por estar surpresa e sem saber como agir direito.

O problema é que meu pai agiu impulsivamente. Simplesmente trouxe o pequeno pra nossa casa. E daí ninguém estava preparado para esse momento, nem nós e nem o cachorro.

Nós não tínhamos comida, nem potes de cachorro, nem caminha, nem nada. O nosso chão é de carpete, qualquer xixizinho seria uma função. E todos aqui em casa trabalham, então seria uma judiaria deixar o dog abandonado durante o dia todo – provavelmente chorando ou roendo o sofá, ou fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

E o cachorrinho não tinha nenhuma vacina e estava com medo, longe da mãe dele. E chorando. Colocamos ele no chão e ele nem saiu andando. Ficou deitadinho o tempo todo. Pegamos ele no colo, fizemos carinho, aquela coisa, mas nada.

E começamos a pensar na tristeza dele, na solidão que ele ficaria, no nosso sofá tão bonito. E quando surgem tantas dúvidas significa que um negócio não é pra ser.

Então decidimos que não, ainda não é o momento. É claro que eu fiquei puta chateada com isso, mas entendi. Iria me partir o coração saber que o cachorro estaria o dia todo preso aqui dentro do meu apartamento... Então meu pai levou o Angus de volta pra mãe dele. Talvez ele seja adotado por pessoas muito legais e que vão encher ele de amor. Ou talvez, quem sabe, ele acabe vindo de volta pra cá... Vamos ver. =D

Ficam então as lembranças desses minutos tão diferentes. E as fotinhos que tirei dele. :)