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1 de abr. de 2014

O drama do show do Roupa Nova

Deve ser a vigésima nova vez que o Roupa Nova vem se apresentar aqui no teatro da cidade e eu fico numa vontade absurda de ir. Mas sempre que eu via os anúncios coledos pela universidade, espalhados pela internet, postados no Facebook, ficava com o seguinte pensamento na cabeça:
- Poxa, que pena que eu não posso ir nesse show. É meio brega, né?

Mesmo assim, dei uma pesquisada nos preços de ingressos e catei o álbum completo do show acústico. Queria dizer pra mim mesma que não gostava tanto assim, que era só uma música e outra... Mas daí tive que ouvir meu coração. Tive que admitir. Tive que parar com isso de me enganar quando percebi que cantava todas as músicas com muita emoção. É uma breguice que me cativa: fala de sentimento, de amor, de coração partido, de saudades do passado... É tão bom! E olha que nem comecei a falar sobre meu amor por Whisky a Gogo e sobre todos os karaokês que cantei essa música.

Enfim.

Então sábado eu fui num churrasquinho com meus amigos. Estava um pouco embriagada e comecei a resmungar sobre como eu adoraria ir no show do Roupa Nova, que eu sabia todas as músicas (até cantei algumas) e tal. E um amigo meu disse:

- Mas por que tu não vai?
- Eu... Hm...

Não soube responder. Porque é brega? Gostos são gostos. Porque não é muito barato? Tem coisas que valem o preço. E aí, porque eu não ia no show?

Resolvi que seria muito, muito legal ir. Então eu precisava ter uma companhia. Sou do tipo que precisa se comunicar até dentro do cinema – cutuco a pessoa do lado, fazendo tipo “viu isso? Viu isso?” mesmo sendo óbvio que a pessoa viu. Para assistir a um show não seria diferente.

E daí vinha a questão: quem no mundo gostaria de ir ao show do Roupa Nova? Comigo?

As minhas colegas de trabalho falaram que as mães delas super iriam. As mães, não elas. Até considerei. Até que no final do dia conversei com minha tia  - que é mais que tia, é mãe-irmã-amiga – e descobri que ela também gostaria de ir. Já estava fazendo mil planos até que ela, dirigindo, disse:

- Pena que os ingressos baratos esgotaram, né? Só tem mais os de R$150,00.

Eu, depois de descobrir que os ingressos para o show custam 150 reais. 

Cara, é tanto drama que até parece fake, mas é sério.

Sinto muito, mas meu amor pelo Roupa Nova não vale R$150,00.

E agora, o que você vai fazer, Nicole?


Esperar pela trigésima vez que o Roupa Nova vier se apresentar no teatro aqui da cidade. E ser esperta para comprar logo os ingressos de 50 dilmas. 

Dona desses traiçoeiros...

Sonhos sempre verdadeiros
Não há pedra em teu caminho
Não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
Que te impeçam de voar

16 de jan. de 2012

meu irmão, david guetta e salsichas

Não sei se vocês sabem, mas eu tenho um irmão. Ele é mais novo que eu – tem 21 anos, eu tenho 22. É esse rapaz de gola V na foto abaixo, conforme a indicação que eu fiz.


Então. Por termos essa diferença de idade ridiculamente pequena, eu e meu irmão nos damos muito bem. Somos grandes amigos e tal. O Douglas faz várias coisas legais. Ele é mestre em achar músicas na internet pra mim, por exemplo. E geralmente é a mesma coisa.
Eu chego em casa, vinda de algum lugar, e digo:
- Dô, tô com essa música na cabeça, mas não sei o nome dela e não sei nem um pedaço. Mas acho que ela é mais ou menos assim NA NARARÃN, NARARÃN... Meu, tu tem que me ajudar, cara. Que música é essa? PELAMORDEDEUS!
E ele começa a digitar e diz:
- É essa?
E põe pra tocar no notebook dele EXATAMENTE a música que eu queria. Isso só não funcionou no dia que eu queria descobrir que música era essa aqui. Eu tive que ligar pra rádio e cantarolar pro apresentador. UAHUEHAUHEAUHE SÉRIO.

Enfim. Além de ser mestre em achar músicas a partir dos meus TROLOLOs, meu irmão tem um bom gosto musical. Ou tinha. Sei lá. Foi ele que me ensinou muito do que eu sei sobre AC/DC, Led, Guns, os dinossauros do rock e tal. Só que, de uns tempos pra cá, ele vem desenvolvendo um gosto por música eletrônica – e todo esse universo de DJs e afins.
Tipo, eu até gosto de alguma coisa desse universo. Se eu vou pruma festa, eu danço. Quando eu tô na academia, eu até escuto. Mas em outras ocasiões/horários/situações, não. Até porque eu sempre achei que – POLÊMICA – djs fossem apenas caras que misturam músicas e dão play nelas. É claro que deve ter mais trabalho que isso, não quero nenhum DJ LOVER aqui me xingando, mas sei lá.
Tudo isso pra contar que meu irmão foi esses dias no show do David Guetta - e eu até iria, acho ele simpático. Gosto de pessoas que sorriem – e o tal David parece que tá sempre se divertindo à beça enquanto dá o play nas músicas lá. Mas naquele final de semana do show eu estava acampando em SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA e não pude ir. E eu também não tinha grana pra ir. Que seja. Então meu irmão foi lá e eu fiz várias perguntas e ele me respondeu pelo chat do Facebook. Tipo um correspondente de shows e eventos JOVENS. Ao invés de transcrever aqui o que ele me disse, achei melhor colar a conversa. Ó:

Douglas Dias
tinha menores de idade, fumando e bebendo. muitos, principalmente fumando
pouca fila, bem organizado, lugar grande
ele demorou pra entrar, foi só às 03:30
heinikein - 7 pila a lata
água - 5 pila
cachorro quente com uma salsicha - 10 pila
tinha gente de tudo que é tipo
bêbados que perdem a noção e começam a pular e fazer doideras
antes tocaram 2 djs legais
mas a galera tava cansada e um cara tocou muito tempo antes do guetta
daí queriam que ele saísse, mas ele era bom
botou duas músicas do AC/DC meio que mixada
quer algo mais?

Nicole Dias
sério?
é séria essa história do cachorro-quente?
10 reais? uma salsicha?

E isso é o que eu tenho pra dizer sobre o show do David Guetta em Capão de Canoa. Até mais!

12 de jul. de 2010

ponderações sobre o meu estranho gosto musical

As pessoas costumam olhar para mim com cara de “what the fuck????” quando eu digo que super curto alguns sertanejos universitários. E a expressão de incredulidade só aumenta quando eu começo a cantar - talvez porque afinação não é exatamente o meu forte, ou talvez porque eu faço uma pequena dancinha com a mão na testa quando canto sertanejo. Como nessa foto aí debaixo.

Enfim. Meu gosto musical é, eu diria, muito abrangente. Muito. Eu curto The Frattelis, Strokes, Panic at The Disco, U2, Maroon 5, Aerosmith, Nickelback e Franz Ferdinand. Mas também canto músicas de Lady Gaga, David Gueta e Black Eyed Peas. Acho Baby, do Justin Biba, viciante - e curto sertanejo universitário. How bizarre!

Esses tempos resolvi gravar um CD com as músicas que mais estou escutando no momento. Chamei ele de “Só as boas da Nicole”. E percebi que meu estranho gosto musical choca as pessoas. Vamos aos exemplos práticos! ;)

Fui com meu pai a Porto Alegre algumas semanas atrás. Dá uns 40 minutos de viagem da cidade onde moro. Coloquei o cd para rodar e meu pai fez bico. Para ele, música boa é AC/DC, Led Zeppelin e tal. E quando começou os sertanejos, então, foi tenso.

Na verdade, aconteceu assim: a música que estava tocando era Jadded, do Aerosmith. E eu sabia que depois dela começava Meteoro da Paixão (sim, é verdade, eu tenho essa música no meu cd) e meu pai teria, sei lá, um treco com aquele “insulto musical”, mas deixei rolar. Então a música começou e eu mantive uma expressão impassível, bem no estilo “não, não está tocando Meteoro da Paixão, por que você está me olhando com essa cara, papaizinho lindo?”, enquanto meu pai fazia a expressão de “Porra, cacete de música, quero arrancar meus tímpanos!”. Então caímos na gargalhada, é claro. E tiramos meu cd. Droga.

Outro dia fui com um amigo meu a Caxias do Sul, muuuito mais longe do que Porto Alegre. Esse meu amigo foi mais compreensivo - só se recusou a ouvir Miley Cyrus. Porém, no final das contas, disse que só umas 2 ou 3 músicas da minha seleção prestavam. Ok, né?

Gosto de tudo que é coisa, people! Portanto, aceito sugestões. No meu sopão musical sempre cabe mais um!

Obs: Meu blog estava dando erro nos comentários. :( Mas agora acho que tudo voltou ao normal. Viva! E um beijo!

6 de jun. de 2010

um vinho e um violão

No último feriado eu estava em casa bem tranquilona, lendo, de coque no cabelo e pomada para espinhas no rosto, me recuperando da baladinha doida do dia anterior.

Eis que toca o telefone e são meus amigos, dizendo para eu me arrumar que eles passariam na minha casa em 7 minutos e meio, e que iríamos sair por aí parar beber um vinho e tocar um violão. "Beleza", eu disse, pois é uma coisa que eu costumo dizer.

Então, no horário marcado, eles estacionaram na frente do meu apê e começaram uma buzinança e tals. Enfim. Fomos adiante e, vinho vai, vinho vem, resolvi mostrar para os meus amigos e minha habilidade de tocar violão. Resolvi mostrar o hit que sei tocar: Brasileirinho. E não só mostrar como fazer um vídeo disso. Esse que está abaixo. Imperdível!



Observem que:
- meus amigos são uns piadistas. Preste atenção nos comentários deles, que vão de "puta falta de sacanagem" à "vai me assassinar, do jeito que toca!". Me amam!
- estou embriagada. Não deixem de reparar na dancinha que faço quando o meu amigo Ramones me humilha tocando AC/DC no violão.
- tenho um talento incrível. Nasci com um tino musical invejável, não?

Ok, people. Quero comentários sinceros de vocês. Eu levo jeito?
Tudo bem, aceito comentários NÃO SINCEROS também. (Em outras palavras, MINTAM e digam que eu toco bem. Por favor!!). hahahahaha :D

2 de jun. de 2010

a história do violão


Certa vez, resolvi que compraria um violão e aprenderia a tocá-lo. Tipo, se eu tivesse uma habilidade incrível para tocar o instrumento, minha total falta de talento na hora de cantar passaria desapercebida! E tanta gente por aí sabe tocar violão - aprender seria super fácil.

Fui à Multisom um domingo de tarde e comprei o dito cujo, inclusive com uma espécie de mochila para carregá-lo. Que dia feliz foi aquele. Logo catei na internet uns tutoriais e apostilas e vídeos do youtube que ensinavam a tocar. Alguns vídeos me encheram de ódio, pois eram crianças ensinando. Crianças que tocam violão me enchem de rancor. Eu fui uma criança que não sabia tocar violão. Nem virar estrelinha - mas isso vem em outro post.
Prosseguindo. Eu cheguei a aprender os acordes inicias de Lucky, do Jason Mraz com a Colbie Cailat, que era a minha música favorita e viciante do momento, e isso com certeza foi um progresso.

Porém, não gostei de tocar violão. Aprendi algumas notas, mas logo esqueci elas. E achei incrivelmente complicado trocar de uma nota para a outra. Sem falar que fiquei com calos nos dedos e tive que cortar as unhas bem curtinhas. SAD.

Daí estava me queixando para meu amigo Boris, que aprendeu a tocar violão sozinho, o quão doloroso estava sendo o meu processo de aprendizado. Foi quando ele disse, sabiamente: "Esforço e dedicação, Nicole San, e atingirás o nirvana" (sim, meus amigos dizem coisas meio enigmáticas, sometimes) e eu me dei conta que só aprenderia a tocar violão praticando por horas a fio. Como diria minha amiga Vanessa: não, obrigada, é ruim. Abandonei o violão, admito com vergonha.

Então o violão ficou lá, no topo do armário, abandonado à própria sorte por mais de um ano. Até que eu resolvi dar mais uma chance para ele. Quer dizer, não vou virar a maga da viola nos próximos dias, mas vou aprender, aos poucos. Já aprendi os acordes iniciais de outra música, embora só eu identifique qual é. Vou gravar um vídeo disso e postar aqui, um dia.

Eu poderia até terminar esse post com algum tipo de lição de moral, naquele estilo: nunca desista, seja persistente, blablabla. Mas é claro que não vou, porque provavelmente daqui a duas semanas eu já terei desistido de tocar instrumentos musicais. Porque, puta merda, eu odeio ficar com as unhas tão curtas - e preciso de tempo para ler a coleção do Senhor dos Anéis que comprei no Submarino por 39,90. hahahahahahaha!! Pois é.

Mas colocarei o vídeo aqui, vocês não perdem por esperar. :)