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7 de nov. de 2011

20 dias 20 posts - 20: aleatoriedades finais

20 dias passam voando, não acham? Quando eu comecei esse projeto, jamais pensei que teria assunto para tanto post. E no final das contas, não é que rolou? Passando por dilemas éticos, cachorros, lei da atração e dias desastrosos, acabei conseguindo cumprir o desafio que eu havia feito para mim mesma. E até uma página pro blog foi feita nesse meio tempo. E também dei início a uma série de mudanças que vocês não fazem nem ideia, mas que logo logo vão poder conferir (eu espero).

E chegou o dia do último post. Eu sei que eu posso continuar postando diariamente se quiser, mas é impossível não ficar com aquele sentimentozinho de “último post”. Enfim, vamos para as aleatoriedades finais desse projeto.

1 – não sei se é old ou não é, mas só fui conhecer esse site hoje, achei a proposta genial e acho que merece ser compartilhado aqui. No Two of us você troca sorrisos com desconhecidos! Beautiful! Para participar, basta tirar uma foto sua dando seu melhor sorriso, que você ganha um sorriso de um estranho de volta. Tão simples e tão cheio de significado. Até mandei um sorrisão e recebi um de volta desse mocinho aqui. Achei simpático. :D

2 – esse é o tal do Angry Bird que eu contei por aqui esses dias. Ele é da Yellow Brinquedos e faz barulho! Diversão garantida! Quero comprar todos!

3- não sei, mas acho que sempre saio com os pés tortos em fotos. WEIRD!

4 – eu queria escrever mais, mas tenho que montar um ppt para a aula. Mas eu volto. Fiquem aí com um trecho de The Final Countdown, que é a música que eu fiquei cantarolando desde que escrevi FINAIS ali no título do post. BEIJO!

We're leaving together

But still it's farewell

And maybe we'll come back

To earth, who can tell?

6 de nov. de 2011

20 dias 20 posts - 19: 3 caipiras na capital




Tem coisa melhor do que sair simplesmente andando por um lugar que você não conhece e aceitar com alegria (ou gritos histéricos) cada novidade que aparece? Bom, pode até existir, mas ontem foi um daqueles dias lendários.

Saí de casa atrasada, como sempre, caminhando ligeiro e comendo um pedaço de cuca pelo caminho, já que não tinha conseguido comer em casa. Saber o que é cuca não é fundamental no relato que se segue, mas se você não sabe o que é e tem curiosidade, é só clicar aqui.

Encontrei minhas amigas na pracinha que é perto para todas. Logo veio o ônibus, embarcamos. E depois pegamos outro ônibus. E depois pegamos o trem. E rolou aquelas conversas que rolam sempre que é a primeira vez que alguém anda de trem.

Eu: - O trem não para, sabia? Ele vai abrir a porta e a gente tem que pular pra dentro dele.

Amiga 1: - Ai, é sério isso? Não é, né?

Amiga 2: - Sim, é sério, tem que correr e pular pra dentro.

Eu: - E tem que fazer sinal pra ele andar mais devagar. Tipo como se faz pra ônibus.

No final das contas a amiga descobriu que nada disso era necessário. Pegamos um trem vazio, que no meio do caminho ficou cheio. E daí eu fui de pé, pra dar espaço pras vovozinhas e pras mulheres segurando bebês. E daí chegamos em Porto Alegre.

E comemos comidinhas no shopping. E fomos na Bienal e um segurança me chamou a atenção dizendo que não era pra encostar nas obras. E eu encontrei uma obra em 3D e só ficava dizendo “que negócio do caralhooo” enquanto ficava indo e voltando, pra perto e pra longe da obra, até que outras pessoas vieram fazer a mesma coisa que eu e eu acabei perdendo o interesse. Pensando bem, Bienal é um negócio absurdamente afudê, mas também é ao mesmo tempo um negócio incrivelmente estranho. Uma instalação, por exemplo, tinha oca enorme de palha, que pra mim não fazia sentido nenhum.

E andamos pela feira inteira, riscando no mapa com esmalte (já que não tínhamos canetas) todos os caminhos por onde já havíamos passado. Ficamos com calor, então compramos refrigerantes gelados e tomamos com canudinho. Olhamos dentro de cada caixa que oferecia livros com desconto – já que os livros lançamento são encontrados por preços muito melhores em qualquer livraria da internet. E ao invés de comprar alguma literatura mais renomada ou sofisticada, morri de amores por um livro da Helen Fielding, custando a bagatela de R$9,90. De dentro de uma caixa da “Saldos – R$5,00” saíram mais dois livros que comprei – Senhora, de José de Alencar, e Longe Daqui, de Amy Bloom. E as comprinhas literárias pararam por aqui.

Então resolvemos ir à Usina do Gasômetro, mesmo sem ter certeza de que caminho pegar. E pedi informação para um tio que estava estacionando carros na rua, em uma abordagem bem digna para os meus 22 anos de idade:

Eu: - Oi, tio! Onde fica a Usina do Gasômetro? É pra esse lado? Tô perto?

Tio: - Tá perto sim, é só seguir um pouco mais pra lá.

Eu: - YEEEEEEEEEEYYYYY!!! Hã, obrigada!

Chegamos lá, e subimos todas as escadas possíveis e imagináveis, até chegar em uma parte MUITO alta e com janelas trancadas. Ficamos com falta de ar, mas a vista era tão bonita que era difícil de ir embora.

E depois resolvemos voltar para a feira por um caminho alternativo e – para uma garota de interior como eu – desconhecido. E então vimos no outro lado da rua um museu militar com rapazes bonitos e fardados, e tanques de guerra. Uma moça que estava passando por nós na rua, notando nosso óbvio interesse, disse que a entrada era franca. Foi o suficiente para eu falar o vigésimo YEEEEEYYY do dia, atravessar a rua, passar a roleta e entrar no museu.

E tirar uma foto encima de um tanque.

No caminho também encontramos uma igreja bem bonita e eu me agachei no sol escaldante para tirar uma foto onde aparecesse a minha amiga e a torrezinha mais alta do topo da igreja. E passamos por cafeterias charmosas e artistas de rua tocando sax e pessoas legais com tênis verdes e lenços amarrados na cabeça. E encontramos a Casa de Cultura Mário Quintana, bisbilhotamos a biblioteca, assinamos o caderninho de visitas.

Voltamos para a feira do livro e eu vi a Martha Medeiros sentada na praça de autógrafos. A fila para tirar uma foto com ela/pedir um autógrafo/falar silly things estava gigantesca e eu não tive coragem de encarar. Shame on me. Mas sem me dar por vencida, tirei uma foto. Com ela. Mesmo sem ela saber que estava tirando foto comigo.

Quando o calor e o cansaço começaram a dar as caras, entramos no shopping para dar uma descansada e fazer um lanchinho, com o ar condicionado fresquinho e mais o som alto da voz e das conversas de centenas de pessoas que tiveram a mesma ideia que a gente.

O dia começou a chegar no seu final e fomos andando devagar de volta para o trem, parando para olhar a menina evangélica cantando sobre o apocalipse. Na volta, nosso silêncio cansado e feliz falou muito mais do que qualquer “que dia afudê” que eu pudesse falar. E foi assim. :D

4 de nov. de 2011

20 dias 20 posts - 17: agora o blogando tá no facebook

E quem foi que disse que o Blogando com Nicole não é um espaço de novidades? Aqui vai uma beeeeeeem legal: agora o blog tem uma página no Facebook!

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Sabe por que isso é legal?

a) Porque o Facebook é muito mais dinâmico. Eu posso postar lá e receber likes e responder perguntas e formar todo um diálogo bonito e uma amizade duradoura.

b) Quando o projeto dos 20 dias terminar, pode ser que eu não apareça por aqui tooooodos os dias. Mas no Facebook com certeza eu vou estar, nem que seja para colocar um “Olá!”.

c) A cada nova atualização, posso deixar o link do novo post lá no Facebook, bem bonitinho, bem explicadinho, bem guardadinho. Yey!

d) Tenho toda essa possibilidade de postar fotos e vídeos e músicas e sei lá o que, como se não houvesse amanhã.

Tá, enfim. Essa é a parte que vocês vão correndo lá para o Facebook e curtem a página do Blogando com Nicole. QUE EMOÇÃO! É só clicar aqui. :)

3 de nov. de 2011

20 dias 20 posts – 16: realidades inventadas

Eu e minha amiga caminhando ontem, no final da tarde. O papo rolava fácil, até que eu comecei:

- Amiga, tem algumas coisas com as quais tu simplesmente não deve se estressar muito, sabe? Porque o que vai, volta! Se alguma pessoa foi ruim contigo, ela ainda vai tomar no cu, é bem simples! É tipo um ciclo se fechando.

- Eu sei, eu sei disso!

- Que bom que tu sabe. Então pensa comigo. Algum desses caras que foi idiota contigo, daqui há muito tempo, vai ter uns 70 anos. Vai ser Dia dos Namorados e o neto adolescente dele vai estar apaixonado por alguma mina e sem ter certeza de qual presente comprar. Daí o avô dele vai dizer ‘ahhh, rapaz. Quando eu tinha um pouco mais do que a sua idade, eu deixei escapar a mulher da minha vida. Ela era linda, de família, inteligente. E eu simplesmente não quis ela!’!

- É, panaca, deixou escapar mesmo. E daí eles vão me procurar no Face e veem que eu tô feliz, né?

- Isso! O neto vai dizer ‘mas vovô, nunca é tarde para reencontrar o amor da sua vida! Tu te lembra do nome dele? Podemos encontrar ela em alguma rede social!’. Daí eles vão te catar em algum Facebook e vão encontrar. Só que vai ter uma foto tua com teu marido médico, já aposentado, segurando as passagens da próxima viagem que vocês vão fazer pra Roma.

- E vários álbuns com nossas últimas viagens e nossa família enorme e feliz! E ele vai ficar pensando ‘por que eu não fiquei com ela?’.

- Meu, eu tô contando a história. E tu merece coisa melhor que ele.

- Tá bom, Nicole.

- Enfim. Daí no outro dia o cara vai estar sozinho na fila do supermercado, esperando pra pagar por uma bandeja de iogurte de ameixa. Daí do nada tu vai aparecer. Tu vai estar com um neto no carrinho e comprando um monte de coisa que crianças gostam de comer. Tipo Bisnaguinha. E, sei lá, pastel. Daí a criança vai estar rindo, porque tu vai estar fazendo cosquinha nela. Daí tu paga tuas compras, vai pra tua caminhonete e vai embora. E o cara fica te olhando.

- Mas ele não tem a esposa dele?

- Tinha! Ela usou o dinheiro dele pra fazer um monte de plásticas e depois trocou ele por um cara 30 anos mais novo, que só tá com ela por causa do dinheiro. Mas não aquelas plásticas que ficam bonitas. Ela se espichou toda, e tá com um bronzeado laranja. E largou ele só com uma casa e um carrinho que faz barulho na surdina.

- Que bom! Ah, amiga, que coisa boa, né? Bem que podia ser assim...

- Vai que, né? Delícia mesmo é fazer essas realidades inventadas.

E a conversa continuou, e a gente seguiu caminhando em direção ao sol que já ia sumindo.

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- Pai, o que tu acha de eu escrever ficção?

- Acho que tu ia te sair bem, gafanhoto.

- Por que tu tá me chamando de gafanhoto? Oo

- Pra não te chamar de Luke ou Obi-Wan Kenobi.

- Tá, mas por que personagens de Star Wars?

- Porque eles são de ficção.

-Ah, tá.

2 de nov. de 2011

20 dias 20 posts - 15: cemitérios, biscoitos e angry birds

- É feriado, ainda não são 8 horas da manhã e eu já estou aqui sentada escrevendo. Isso porque daqui a pouco vou com minha mãe, minha vó e minha tia LIMPAR TÚMULOS nos cemitérios do interior, onde estão enterrados parentes tão distantes que eu não tenho nem certeza se são realmente meus parentes. Finados é uma data estranha. Algumas pessoas acham que homenagear seus mortos é colocar flores e passar um pano molhado na lápide. Cada um com seus pensamentos, hoje eu não estou com vontade (e nem com tempo) de polemizar.

- Qual é a opinião de vocês sobre aqueles cookies que são vendidos no Subway? Porque eles se tornaram meu vício, e eu simplesmente não consigo explicar o motivo de gostar tanto deles. Eles são diferentes de qualquer outro cookie. E são crocantes, com aquelas partes macias do chocolate, e CARA, eu comeria um cookie do Subway agora, mesmo tendo comido 3 deles ontem. Deve ter algum tipo de droga na receita, mas um tipo de droga que só ME afeta, porque parece que o resto da humanidade não gosta.

- Comprei um boneco de pelúcia dos Angry Birds. É aquele passarinho vermelho com cara de, hã, brabo. Até então ele estava morando lá na agência, paradinho na minha mesa, do lado da minha caneca que cacareja. Pouca emoção para um personagem de tantas... POSSIBILIDADES! Então eu trouxe ele para casa e, simplesmente não resisti. No momento em que meu pai colocou os pés para dentro da porta, foi atingido no peito por uma bola de pelúcia vermelha. Não, eu não tenho 14 anos, mas simplesmente não resisti! COMO ter um boneco que acerta outros bonecos se eu não posso acertar ele em ninguém? Impossible! A brincadeira só se tornou assustadora quando meu pai ameaçou jogar em mim um peso para porta em forma de joaninha, que deve pesar, sei lá, 2 quilos a mais que meu Angry Bird. Achei melhor ficar quietinha, daí.

- Minha tia ligou e disse que está vindo. Deixo vocês aqui, então, pensando sobre mortos, biscoitos e bonecos. E amanhã eu volto. BEIJO!

1 de nov. de 2011

20 dias 20 posts - 14: quero adotar uma criança chinesa

E a notícia que bombou ontem, muita mais do que o “deselegante” tumulto ao vivo no Jornal Hoje, foi que o mundo atingiu a marca de 7 bilhões de habitantes. SETE BILHÕES.

Não sei ao certo se as outras pessoas ficaram felizes com isso, ou impressionados, ou o que vocês acharam. Eu fiquei com medo. Eu fiquei triste. Eu não gostei disso. Afinal de contas, as pessoas estão vivendo cada vez mais. E tem mais gente nascendo. A população cresce. E o mundinho que a gente vive permanece o mesmo. Com os mesmos recursos – ou melhor, com cada vez menos recursos.

E a previsão é que o mundo atinja os 8 bilhões de habitantes lá em 2025. Se você for pensar, não é tão longe assim. São 14 anos, gente. Só 14 anos.

Isso é assustador, não só porque o mundo vai estar assim tão cheio, mas porque eu vou ter 36 anos. UAHUHEUAHUE SÉRIO! Se eu já sofro na contagem lenta dos meus 20 e poucos, o que dirá ter passado dos 30? E estar na zona nos 40? Será que eu já vou ter viajado o mundo? Será que eu já não vou mais ser uma estagiária? Será que eu vou ter um cachorro? Será que eu vou estar casada?

De todas as coisas incertas do futuro, uma vontade: adotar uma criança. Gente, isso faz todo o sentido. O mundo tem pessoas demais. Antes que alguém venha dizer alguma coisa, é claro que eu sonho em ter meus próprios filhos, mas adotar é a atitude mais sensata EVER! Angelina, beijo pra você! E eu queria adotar uma menininha chinesa. “Mas Nicole, com tanta criança brasileira pra adotar, por que você escolheu justo uma chinesa?” – vocês se indignam. Mas gente, pensem comigo: como vocês sabem, lá na China os casais tem um filho só – e as meninas não são assim tão festejadas. Eles querem meninos para trabalhar e tal. Isso é triste. Já pensou você nascer e a sua família não comemorar a sua chegada? Nenhuma criança merece isso.

Daí eu queria ter pra mim uma criancinha chinesa, pra amar e encher de carinho e vestir ela de coisas e andar de bicicleta e fazer cosquinha e apertar e cantar pra ela dormir no meio da noite e ensinar ela sobre amor e literatura e Harry Potter e esmaltes e zumbis.

Só que o processo de adoção é fácil quando você é rico. Imagina uma Zé ninguém tipo eu adotando? E tudo complica ainda mais, porque eu queria uma criança beeeeeeeeem pequena, pra ela crescer já na cultura ocidental. Barbada? Acho que não. Mas quem sabe daqui a 14 anos as coisas tenham mudado? Vamos ver, vamos ver.

O que vocês acham? É legal esse negócio dos 7 bilhões? Dá medo? O mundo acaba em 2012 e nem precisamos nos preocupar com isso? E se não acabar, será que eu seria uma boa mãe? Aliás, vocês conhecem brasileiros que adotaram crianças chinesas? TELL ME!

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- Pai, o que tu acha de eu adotar uma menina oriental daqui uns anos?

- Arigatô.

31 de out. de 2011

20 dias 20 posts - 13: dilemas éticos em walking dead

Eles eram um casal apaixonado. Ele loiro, forte, de olhos claros, xerife da cidade. Ela uma mulher magra, interessante, de cabelos pretos e olhos azuis. Juntos tinham um filho esperto e corajoso. Tudo ia muito bem, até que aconteceu. A vida aconteceu, de maneira estranha e sem explicação. Ele foi baleado. A epidemia começou. As pessoas começaram a virar zumbi. Ele foi deixado em um quarto de hospital, dado como morto.

Ela procurou consolo nos braços de outro. O outro também acreditava que ele estava morto. Mas ele não estava morto. Ele voltou. Ela voltou para ele. Ele não sabia o que havia acontecido com o segundo. O segundo aguentou em silêncio. Ela escondeu.

Esse é o enredo de uma das partes de Walking Dead, a traminha que envolve o xerife Rick, sua esposa Lori e o também policial Shane. Rick foi dado como morto, Lori se envolveu com Shane. Rick voltou, Lori esqueceu Shane e voltou para Rick.

E então muita gente guarda esse sentimento negativo com relação ao Shane. Que ele é fura-olha, que ele pegou a mulher do próximo, que ele é um sem vergonha, um filho da mãe, um safado, moleque safado. Sério, o ódio nutrido por ele não é leve não!

Só que sei lá. Não sei o que vocês acham, mas eu acho que não existe nenhum culpado nessa história. Nem o Shane, nem a Lori – e muita menos o imbecil do Rick, que nem imagina que alguma coisa aconteceu. Tá, retiro que eu chamei o Rick de imbecil, porque Deus sabe que eu perderia uns 15 minutos com aquele xerife. UHAUEHAUEHUAHEAUHE Não fiquem ultrajados, eu simplesmente não resisti, sorry.

Mas assim, ó. Na minha opinião, quando a sociedade passa por um troço desses e todo mundo vira zumbi, assim do nada, acho que os valores devem ser revistos. A pessoa fica muito mais centrada em si, por mais que tenha que viver também no coletivo e pensar no bem de todos. Mas a sobrevivência vem em primeiro lugar, não é? Mesmo que eles não saibam muito bem porque eles estão sobrevivendo. Será que vai ter uma cura? Será que eles vão encontrar outras pessoas? Será que vale à pena continuar lutando? Enfim.

Uma traição – se é que dá pra chamar assim – vira um caso tão importante quando todo mundo está morrendo ou virando zumbi e pensando apenas em comer cérebros? É uma questão para se pensar, não é?

Mas na verdade eu escrevi isso tudo porque o Shane aprontou de novo. Nesse episódio 3 da segunda temporada ele faz um negócio que levou muita gente a odiar ele mais do que já odiava. E eu, mais uma vez, achei a atitude dele sensata – por mais horrível que tenha sido. Não vou falar o que é. Ta, vou falar mas vou deixar em branco. Então se vocês querem ler vocês precisam selecionar aqui embaixo, ok?

Shane e um cara chamado Otis estão fugindo de zumbis. Shane está ferido. Eles precisam voltar para a caminhonete pois estão levando coisas para salvar a vida do filho de Rick. Shane atira em Otis e deixa ele para trás, para ser devorado pelos zumbis. Ok, Shane atirou na perna do cara, poderia ter acertado logo na cabeça e acabado com qualquer tipo de sofrimento. E ok mais uma vez, eu não sei se eu mataria alguém e deixaria esse alguém ser devorado – DEVORADO MESMO – por zumbis. Mas ainda assim, acredito que em uma situação dessas os fins justificam os meios. E o fim era salvar o Carl. E o Otis tinha atirado no Carl – acidentalmente, mais ainda assim tinha atirado. Tenso. Confuso. Eu sei.

Enfim, é um incrível de um dilema. Talvez por estar fazendo uma disciplina de legislação e ética é que eu esteja me pegando muito mais nesses detalhes. Ou talvez a série esteja levantando muito mais esse tipo de questão. Muito mais do que uma série de coisas melequentas e zumbis fedidos e headshots, há muitas questões pairando ali. Se você assiste Walking Dead sabe do que eu estou falando.

E se você não assiste Walking Dead, please, assista. E depois volte aqui e leia esse post com outra perspectiva.

E pra terminar:

- Pai, tu acha que eu sou uma idiota por escrever um post sobre dilemas éticos em um seriado de zumbis?

- Não acho nada. Acho só que é um desperdício de letras.

30 de out. de 2011

20 dias 20 posts - 12: tedx e festa à fantasia


O meu sábado foi marcado por dois eventos extremamente diferentes – mas, nem por isso, pouco importantes. Um deles foi o TEDxUnisinos. O outro, uma festa à fantasia.

Pra que nunca ouviu falar em TED e TEDx, um pouco de história. Criado na Califórnia há 25 anos, o TED é uma organização sem fins lucrativos voltados para disseminar “ideias que merecem ser espalhadas”. E no espírito das ideias que merecem ser espalhadas, o TED criou o programa chamado TEDx. O TEDx é um programa de eventos locais, e organizados de forma independente, que reúne pessoas para dividir uma experiência ao estilo TED. O TEDx reúne pessoas de diversas áreas do conhecimento para falar sobre suas melhores ideias em palestras com duração de 6 a 18 minutos.

Massa, né? Então rolou um desses ontem, em Porto Alegre. Eu me inscrevi (com aquele videozinho que postei, lembram?), fui selecionada e pude ir lá assistir ao vivo – e não através de transmissões online e coisa e tal. Só que eu moro no interior – e Porto Alegre é longe...

Pra resumir: acordei às 4 horas da manhã. Ganhei carona do pai até a casa de um amigo em Novo Hamburgo, peguei ônibus, trem, ônibus, andei um bom pedaço à pé. Tudo isso pra chegar lá antes das 9. E deu tudo certo e tal. E foi muito massa.


O tema desse TEDx foi “Inovação na educação”. Então estavam lá pessoas absurdamente diferentes (americanos, coreanos, nordestinos, gaúchos, etc) lançando diversos olhares sobre esse tema tão bacana. Impossível não sair inspirado. Impossível não ficar com uma esperançazinha e acreditar que o nosso país tem jeito. E impossível não conhecer pessoas legais. Foi em evento que só agregou, certamente.

Daí cheguei em casa por voltas das 20 horas. Tomei banho, contei pra família como tinha sido tudo, dei uma relaxadinha e... hora de ficar pronta para a noite, claro! E a programação da noite não era nada relax: festa à fantasia!

Uma das coisas que eu acho mais idiota na face da Terra é aquele tipo de pessoa que vai sem fantasia em festas à fantasia. Se não é pra entrar no clima, procure outro lugar para ir – ou fique em casa. Mas achei bem bacana que o pessoal se puxou. Eu fui de militar. Olha só:

HUAHEUAHEUHAUEHAUEHAUE Gata! NOT! Na verdade eu queria uma fantasia de pirata, que tinha um corpete e uma saia rodada, mas o aluguel era 65 reais. Achei muito por uma noite só. O aluguel dessa que eu peguei foi R$40,00. Caro mesmo assim. Enfim. As gurias que estavam comigo foram de vampiras, gatinhas, bailarinas, Pikachu...

Essa é a parte massa desse tipo de festa. Roupas diferentes, criatividade, essa coisa de se permitir ser o que não é. E tinha gente de tudo o que é tipo de roupa. De bicho, de policial, de Amy Winehouse, de colegial, de padre, de bruxa, de Slipknot... Tinha até um cara de sunga e regata. E antes que vocês questionem: sim, mantive distância dele.

E a festa rolou madrugada adentro. E no final das contas, o sábado foi longo - partindo da regra que um dia só passa pro outro depois que eu já dormi. Então o sábado durou até pelas 4 da manhã do domingo. o que totalizou 24 horas de pé. BÓ!

E eu sei que esse post aqui ficou meio que um “querido diário”, mas é domingo, né, gente. Não esperem que eu vá ficar o dia todo na frente do computador, please!

Tá, vou lá viver o resto do dia. BEIJO!

28 de out. de 2011

20 dias 20 posts - 11: elevadores

Tem pessoas que têm medo de elevador. Elas dizem que não veem sentido nessa história de subir ou descer para determinado lugar dentro de uma caixa fechada e pesada, que fica pendurada e que pode até mesmo cair. Faz sentido. Outras têm medo por causa daquele lance claustrofóbico, medo de ficar preso, fechado, sem ar, respirando o mesmo ar que outros. Medo de acontecer alguma coisa e ter que ficar trancado lá por 20 minutos, uma hora, uma tarde inteira. Que seja.

Eu não gosto de elevadores. Não tenho medo deles, apenas não gosto. E se eu estou com algum amigo que diz “ahh, vamos de elevador”, dependendo a situação eu até vou. Mas se eu estou sozinha eu subo de escadas. Sempre sempre sempre.

E eu não escolho a escada só porque todas as revistas de dieta e boa forma que eu leio quando estou na academia dizem que subir escadas emagrece, deixa a bunda bonita, faz bem pro coração, (joga no Google “benefícios subir de escada”),aumenta a expectativa de vida e melhora a aptidão física. Eu subo de escada porque eu posso. Sabe? Tenho duas pernas, tenho capacidade. Sei lá, é meio que um desafio comigo mesma. Nem eu entendo bem.

E tá, vou confessar: tem aquele esquema do constrangimento, né.

Esses dias em que eu estava com o pé torcido, desci de elevador. Eu e mais um tiozinho. Foi bizarro.

Tipo, o silêncio me incomoda. E qualquer tentativa de puxar conversa dentro do elevador mostra o óbvio constrangimento que as pessoas têm por causa do silêncio. E, de mais a mais, vou falar o que? Do tempo? Sobre como o elevador é pequeno e devia ter um espelho? Sobre meu pé machucado? Sobre minha vida amorosa? Não dá pra estabelecer uma comunicação completa no intervalo de 4 andares. Então prefiro permanecer quietinha.

Então, termino com uma enquete sem vergonha: subir 5 andares com um tiozinho desconhecido. Você vão de elevador ou de escada?

P.S.: people, desculpa se esse post ficou meio ruinzinho. Tô com MUITA dor de cabeça – e nem tomei guaraná nem nada. Assim que der vou marcar um médico e vou ver o que é isso aí. Não se preocupem!

20 dias 20 posts - 10: a lei da atração

Quando você deseja muito uma coisa, mas muito MESMO, deve fazer o seguinte: mentalizar ela com todas as suas forças. Imaginar que você já tem ou está fazendo essa coisa que você quer. E pronto. Mais dia, menos dia, TCHUM, o universo vai mandar essa coisa pra você. Afinal de contas, ele manda o que recebe da gente. Massa, né?

BESTEIRA COMPLETA, se vocês querem saber a minha opinião. Se você vai ficar sentando esperando que as coisas boas simplesmente aconteçam com você do nada, só porque você leu o livro “O Segredo” e viu que isso deu certo pra muito gente, me desculpe, mas, na boa, eu não gosto de você.

Eu acredito que quando somos otimistas as coisas acontecem sim. Mas a gente tem que fazer alguma coisa, né. Tirar a bunda da cadeira. Tirar a cabeça do mundinho confortavelmente parado onde ela está. Agir. Não basta pensar “ai, queria muito conseguir ter o emprego dos sonhos”. Tem que ir lá, dar o seu melhor, tentar, se arriscar, aquela coisa toda. A não ser que você seja filho de “alguém” e consiga alguns privilégios e tal. Não é o meu caso.

Tudo bem acreditar nessa tal de “lei da atração”. Só, please, não fique sem fazer nada, com a certeza de que seus sonhos vão se realizar. Talvez até se realizem, mas quem foi que disse que o universo vai ser bacana e rapidinho com você? Talvez ele te mande o seu emprego dos sonhos daqui a 50 anos. E aí, hein? Pois é.

Só que, embora eu tenha essa opinião, eu ADOOORO falar pras pessoas mentalizarem as coisas e acreditarem no universo. Ou gosto de dizer que as pessoas fizeram coisas ruins e estão sendo PUNIDAS pelo universo, por causa das más energias que enviaram, coisa e tal. Acho irônico.

E isso me lembra a história que minha amiga Jamile contou esses dias que encontrei ela na universidade. Nesse post aqui eu contei que ela zombava de mim, porque eu tinha aula em segunda e em sextas-feiras. Dias tristes para se ter aula, segundo a Jamile.

Então o universo resolver revidar ela. Adivinhem só em que dias a Jamile tem aula atualmente? E em que dias ela vai ter aula nos próximos semestres? Pois é. Você fala uma coisa e recebe o troco. E ela veio me contar que logo lembrou do meu post por causa disso. E nesse mesmo dia estava chovendo e ela caiu deitada no meio da universidade e também lembrou dos meus tombos. Punição dupla. Sorry, amiga, mas eu não podia deixar de contar isso aqui. AUHEUAHEAUHE

Mas e aí. E vocês, hein gente? Acreditam no “Segredo”? hahaha! BEIJO!

26 de out. de 2011

20 dias 20 posts - 9: coisas que você pode fazer quando está sem internet

Eu trabalho em uma agência de marketing digital, a BRA Digital. Aqui fazemos sites, e-commerces, gerenciamento de contas nas redes sociais, aplicativos para mobiles, enfim, aquelas coisas todas que as agências fazem.

Na última terça-feira, não sei se por causa das chuvas fortes ou de algum problema nos nobreaks e servidores, ficamos sem internet. Não o dia inteiro, mas uma partezinha pequena dele. Sei lá, uns 40 minutos. Como o meu trabalho depende basicamente da presença da internet – ainda não achei um jeito de acessar o Facebook sem estar devidamente ONLINE – fiquei meio que sem ter o que fazer, profissionalmente falando. Ok, até escrevi uma coisa e outra que precisava e tal, mas não foi muito além disso. Fiquei conversando, comendo bolacha, tomando café e fazendo aleatoriedades no meu computador sem internet. Daí chegou a hora de ir embora, eu fui embora, etc.

Mas essa experiência, como todas na vida, me trouxe um pequeno aprendizado. Aprendizado esse que eu compartilho com vocês na forma de uma pequena lista de coisas que vocês podem fazer quando trabalham com internet e fica, de repente, SEM INTERNET.

- você pode aproveitar para dar um jeito nas suas unhas.

- você pode beber bons drinks (ou boas águas).

- você pode ler revistas. E CARALHO, parece que eu sou careca nessa foto. Talvez eu seja mesmo. Tá, não sou, é que o cabelo tá puxado numa trança meio descomplicada ali e tal, daí ficou estranho. :/

- você pode colar um novo cartaz na parede.

- você pode fazer uma reunião de brainstorm com algum colega.

- você pode roubar bolachas de gergelim de algum colega.

- você pode ir buscar um café e descobrir que já não tem mais café – o que comprova que as pessoas pensam como você. Falta de internet = falta de café.

- você pode olhar toda a sua lista de músicas e fazer uma playlist miudinha e apenas com as músicas que você mais gosta e mais está amando no momento. Tipo Walk, Back To School e The Only Exception.

- você pode abrir todas as pastas, excluir algumas coisas e limpar a lixeira. E achar mais coisas, excluir e ir de novo limpar a lixeira. E assim ad infinitum.

- você pode jogar paciência.

E você, faz o que?