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11 de jul. de 2016

A tatuagem de mandala

Eu tenho mais de 150 inspirações de tatuagens salvas no Pinterest e reparei que nos últimos tempos as tatuagens grandes e mais trabalhadas, com sombras e detalhes, estavam me atraindo muito mais. Então lá no começo do ano me deu a louca: quero fazer mais uma tatuagem e quero que ela seja grande. Sim, bem nessa época de praia, de sol e de cuidados redobrados com qualquer intervenção na pele. Cabeça dura que sou, consegui marcar horário em um sábado e fiz minha oitava tatuagem no dia 09 de janeiro.

Defini que queria tatuar o braço e queria fazer uma mandala. Munida dessas informações, entrei em contato com o Éder, da Tattooarte (onde fiz outras 3 tatuagens, já) e começamos a trocar ideias. Chegamos a um consenso e no dia marcado lá fui eu.

Escolhemos o desenho de uma mandala simples, quase uma flor, e sem preenchimento nenhum – isso iria ser feito depois.

Primeiro ele depilou o meu braço, para garantir que a pele ficasse bem lisinha. Então ele aplicou o desenho no lugar certinho. Quem estudou nos anos 90 deve lembrar daquelas folhas de exercícios que eram mimeografadas... Essa coisa de transferir o desenho pra pele me lembra muito aquilo hahahaha.




Desenho certo no lugar certo... Vamos tatuar! A primeira etapa foi fazer todo o contorno da mandala. Como ela tem vários detalhes, foi demoradinho. Depois disso, o Éder perguntou:

- Tu tens alguma preferência quanto ao preenchimento ou eu posso fazer o meu melhor?

Falei que queria alguma coisa com pontilhismo, mas que era pra ele mandar ver e fazer o que ele achava que ia ficar mais massa.




Por mais sensível que pareça, não achei essa parte do braço dolorida para fazer tatuagem. Apenas incomoda um pouco mais na dobra do braço e na parte de cima dele (onde havia sido depilado). No mais é supertranquilo, aquela dor que nós tatuados conhecemos e adoramos uaheuahueae.

Demorou. No total foram umas 3 horas e meia tatuando. Mas o resultado ficou ainda mais lindo do que eu estava esperando. Hoje essa é minha tatuagem favorita e eu não canso de olhar ela. E às vezes pintar ela com canetinhas tal e qual aqueles livros de colorir. 



O que acharam?


Ah, para aqueles que perguntam, eu fiz a mandala especialmente pela estética dela – acho lindo! Já o significado pode mudar de teoria pra teoria. Eu gosto de ir pela vibe sânscrita: a mandala, por ser circular, simboliza completude e a procura pela paz interior. :) 

Pra quem não conhece, a Tattooarte fica no Centro de Novo Hamburgo, na rua David Canabarro, 47. Recomendo muito o trabalho deles. ;) 

14 de jul. de 2015

Sobre a tatuagem na costela

É engraçado como os posts de tatuagens aqui do Blogando têm milhares de acessos a mais que os outros posts. Inclusive já vi minhas tatuagens pelo Pinterest e pelo Google Imagens, compartilhadas por outras pessoas e blogs. Acho isso bem bacana, afinal, a tatuagem é a arte e a tela somos nozes. Todo mundo se inspira e tal. Enfim, não é sobre isso que eu quero falar hoje. O que eu quero falar é da minha tatuagem de número 7. Esse post, aliás, já devia ter saído faz tempo, visto que já tenho essa tatuagem há mais de um ano e a tattoo 8 está cada vez mais perto de acontecer. Well, vamos lá.

Primeiro vamos relembrar: minha primeira tatuagem foi feita quando eu tinha uns 15 anos. Borboletas nas costas. Sim. Já pensei em fazer algo por cima, mas mudei de ideia. Era uma fase borboletas da minha vida e eu não tenho vergonha de mostrar isso.

A segunda eu tinha meus 17 anos. Já me encontrava em um momento mais ousado e místico. Resultado? Uma enorme fada na perna. Chamo ela de Ermenegilda e pinto o vestido dela com caneta Bic quando estou distraída.

Então vi que era mais barato fazer mais de uma tatuagem no mesmo dia – a idade vai chegando e vamos ficando mais muquiranas. Fiz a 3ª e a 4ª tattoo no mesmo dia. Contei nesse post aqui. Eu tinha 21 anos e escrevi “Meus amores minha família” no braço e “believe” na nuca. Acho que até demorei para começar a escrever coisas em mim, visto que amo palavras, letras e tudo que envolve o universo da escrita.

Na minha formatura a minha mãe me deu uma tatuagem de presente. Demorei um tempão para decidir o que queria, mas acabei escrevendo “protego totalum” no braço aos 24 anos (post aqui). E nesse mesmo dia tatuei a costela, que é o que finalmente contarei agora. E ainda tatuei o tornozelo, mas isso conto outra hora. Haha.

Desde que li Cem Anos de Solidão pela primeira vez eu já sabia que um dia tatuaria alguma coisa dele. Não sabia ainda se seria uma ilustração ou um trecho, mas tinha que ser daquele livro. É meu favorito, afinal de contas. Por fim, decidi tatuar uma ilustração E TAMBÉM um trecho. Coisa de Nicole.

Olha que linda:



A ilustração é essa aqui:



E no texto diz “Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias.”

Agora vamos à parte que eu sei que vocês estão loucos pra saber: a dor. Sabe aquela coisa que dizem da tatuagem na costela, que dói muito? Então, quando dizem isso estão dizendo a verdade: tatuagem na costela dói muito.

Fiquei mais de uma hora deitada de lado, com um dos braços por cima da cabeça, sendo pouco a pouco torturada nas mãos do tatuador. Sim, é dolorido. E olha que eu já tinha a experiência de ter tatuado vários outros lugares do corpo, pra poder comparar.  Doeu na hora e incomodava bastante depois, na cicatrização. Por vários dias eu tive que dormir de barriga pra cima, porque morria de medo de acontecer algo com a tattoo se eu deitasse nela.

Bem confortável e não sentindo nada de dor. Só que ao contrário

Mas a dor passou, como tudo nessa vida passa, e hoje eu sou apaixonada por esse desenho e pretendo fazer mais tatuagens na costela. Acho um lugar lindo. :)

A tatuagem foi feita no estúdio Tattoo Arte, no centro de Novo Hamburgo. Quem fez foi o Matheus Sacom, que infelizmente não trabalha mais lá – o cara é TOP. Como fiz 3 tatuagens no mesmo dia, não tenho um preço separado para cada uma delas. A sessão deu mais de 2 horas e paguei por volta de 500 reais.

Alguma dúvida? Me perguntem! E logo eu volto pra contar da minha sétima tatuagem, a âncora. Beijo!

23 de set. de 2014

Rabiscos no braço: sobre minha tatuagem de Harry Potter

Você está lendo aquele que é, possivelmente, um dos posts mais pedidos dos últimos tempos aqui do Blogando com Nicole. Um post que eu já estou devendo faz um tempão, na realidade. É como aquela frase que eu ouvi quando criança e nunca esqueci: “devo, não nego. Pago quando puder.” Chegou a hora de pagar. :P

Láaaa no começo de 2013, quando eu me formei em jornalismo, minha mãe me deu um presente mais do que especial:

- Eu pago a tua próxima tatuagem. Pode marcar – ela disse. 

Duvido que a mãe de vocês já tenha feito isso. A minha fez. 

Mas naquele momento eu não tinha na cabeça exatamente o que eu queria tatuar, apesar de mil ideias estarem sempre pipocando. Precisava de algo que batesse lá no fundo, que fizesse eu falar É ISSO QUE VOU RISCAR NA PELE PRA SEMPRE. Então a inspiração surgiu – e não foi apenas uma não. Resolvi fazer, em uma só vez, três tatuagens. Porque sim, porque é mais barato, porque eu faria curativos no mesmo período, porque a função seria toda em um dia só enfim. Não é a primeira vez que eu faço mais que uma tatuagem no mesmo dia, eu gosto disso. 

Vou fazer posts separados para cada tatuagem, porque todas elas têm histórias bem bacanas. Começamos, então, pela tatuagem do braço. Que lugar maravilhoso para se tatuar, minha gente! Não doi nada! Sério, super tranquilo mesmo. Level easy. E o que eu tatuei? Uma magia de Harry Potter. 

SIM, tenho 25 anos e fiz uma tatuagem de Harry Potter. Porque foi o livro que cresceu comigo e me fez imaginar mundos que só são possíveis na minha cabeça. Me fez rir, chorar e esperar ansiosamente para ter mais e mais páginas para ler. Ensinou sobre força e amizade, além de mostrar que todas as pessoas são boas em alguma coisa. Como não riscar algo tão especial na pele?

Escolhi tatuar “Protego Totalum”: cria uma proteção permanente no alvo enfeitiçado e só é desfeito quando quem o lançou o reverte. Fiz logo abaixo da dobra do braço direito, porque acho o lugar bonito para frases curtas. A fonte eu escolhi na hora, gostei bastante dos riscos da letra T. 





Na realidade eu fiquei dividida entre MIL citações do livro, feitiços, até o raiozinho ou o pomo de ouro. Mas foi só ver a que eu tatuei, junto com o significado, para saber imediatamente que a decisão já estava tomada.

Antes que venham as perguntas de praxe... Fiz essas tatuagens na Tattoo Arte, em Novo Hamburgo, com o Matheus Sacom (que faz um trabalho incrível com tatuagens aquarela, que estou desejando, já). A sessão foi demorada, mais de duas horas, por isso paguei por volta de 500 reais. Algumas pessoas podem achar caro, mas tatuagem não é brincadeira, é um investimento onde tudo conta: os materiais, o traço, a higiene, etc. Não dá pra vacilar. Como era o presente de formatura, minha mãe me deu uma parte e eu completei o restante (até porque ela me deu uma tatuagem e não três, né). 

Em breve falo das outras duas: a âncora no pé e a ilustração na costela! Beijo!